<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867</id><updated>2012-02-16T20:29:26.290-08:00</updated><category term='quis'/><title type='text'>Sendas do Cavaleiro Mouro</title><subtitle type='html'>Um caminho de letras e pensamentos, onde minha armadura é minha sede de viver e sentir todas as coisas deste mundo, e minha espada é a minha vontade de vencer todos os desafios que se apresentem a mim...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-6541595371264682072</id><published>2010-05-11T04:49:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T04:57:57.271-07:00</updated><title type='text'>Olympia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/S-lGL68BH7I/AAAAAAAAAB4/KKHyLkCoazM/s1600/manet17.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/S-lGL68BH7I/AAAAAAAAAB4/KKHyLkCoazM/s320/manet17.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469980393031671730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele não acreditava naquilo. A criada nigeriana, Madou, entregou apenas um bilhete que dizia laconicamente: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"gostaria muito de conhecer seu talento, monsieur;não se demore! Atenciosamente, Marianne Duchamp". &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A criada tinha vindo de carruagem, e ela os levou à Rue de Fleurus, a uma casa elegante com jardim, onde, se sabia, eram dadas algumas das festas mais elegantes de Paris. Ele adentrou o portão, sempre atrás de Madou, e depois de um lance de escadas, foi introduzido ao Boudoir de Mlle.Duchamp. Ela vestia apenas um negilgé em forma de asas de borboleta, debruado de dourado e negro.&lt;br /&gt;- Bonjour, Monsieur Manet. Deve imaginar o motivo de eu tê-lo chamado assim, tão de repente.&lt;br /&gt;Ela o fez economizar a pergunta. O olhar era firme, os olhos castanhos passando a firmeza de quem comandava com naturalidade, os ombros de curvas suaves, mas bem retesados, fazendo com que ele se sentisse como acossado.&lt;br /&gt;- Fique à vontade Monsieur. Deseja um café, um licor, ou, talvez, conhaque?&lt;br /&gt;- Um café será suficiente, Mademoiselle.&lt;br /&gt;- Abstêmio, M. Manet?&lt;br /&gt;- Não , Mademoiselle. apenas não bebo enquanto estou pintando. Mas, como dizia, a senhora chamou-me para...&lt;br /&gt;- Quero comissionar um trabalho seu, Monsieur. Um trabalho de talento e intensidade.&lt;br /&gt;Um arrepio lhe percorreu a espinha. Será que era uma proposta implícita, o começo de um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;affair&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;? sabia-se que ela era uma das grandes cortesãs de Paris, e sua coleção de amantes faria corar uma amadora&lt;br /&gt;no Quartier Latin.&lt;br /&gt;- E quero que faça agora. Mas não quero nada acadêmico. Faça com que simplemente eu seja eu mesma. Sem enfeites, sem adornos...Apenas eu mesma. Agora.&lt;br /&gt;Ele viera preparado. Após montar o cavalete e preparar a pallette, ela se despiu e recostou-se no divã. as mãos, febris, começaram a delinmear as formas, que eram reputadas. Era comentada a beleza de Mlle. Duchamp, por quem metade dos homens de Paris havia cometido suicídio, ou pereceram se batendo em duelos. Conservara os chinelos persas, um deles pendendo espontaneamente do pé direito.&lt;br /&gt;As mãos, pousadas sobre o alto das coxas, não demonstravam languidez, mas uma sensualidade forte, onde nada ali queria dizer passividade. Era como se ela dissesse; "vocês, homens, são fortes, mas eu os tenho nas mãos". O olhar, longe do olhar enlevado de outras pinturas, encarava diretamente o artista, como a dizer que estava ali uma figura viva, pulsante, plena, não uma estátua ou um mero ornamento de biscuit. Era ela, A Mulher. Não uma simples corista ou dançarina, mas A Mulher. Ele delineava com afinco, como se, pela primeira vez, transcendesse o mero senso artístico.Os dias se seguiram, ele a revelá-la mais que pintá-la, cada acerto e cada retoque comos e fosse a proximidade, a intensidade que o fazia suar, arfar, enfim, se deixar dominar por quele encanto, como o absinto que sempre o seduzia, mas que ele domava sempre que ia pintar. Ela surgia, como um fonte de fogo. Era Ela, era Olympia. Num dos dias, a criada Madou trouxe uma bela corbeille de rosas rubras, de um perfume mais que sedutor, mágico, de uma aura de encanto como poucos. Ela leu o cartão, fez uma expressão como de banalidade, e entregou novamente a corbeille a Madou, mas achegada da criada compusera o retoque final, e, agora, ele concluía sua obra, e, quando finalmente ela contempla o resultado, ela rompe com sua laconicidade;&lt;br /&gt;- Sabia que não me decepcionaria, Monsiuer Manet. Suas mãos têm mais que talento. Elas têm luz. Mas o senhor deve estar preocupado em saber o porque de eu tê-lo comissionado, e o senhor se surpreenderá ainda mais em saber o porquê dessa tela.&lt;br /&gt;- Devo confessar minha curiosidade, Mlle. Duchamp&lt;br /&gt;- Quero que esses porcos aristocratas - Ela disse isso entre dentes - Tremam ao me encarar, me encarar de frente, Monsieur. Eles se acham grandes pessoas, mas na realidade são podres.&lt;br /&gt;A declaração dela, misto de revolta e desprezo, o surpreendeu. Mas ele entendia bem o que ela queria dizer. Ela, mesmo na tela, encararia a aristocracia de frente, sem medo nem hesitação. &lt;br /&gt; Ele começara a se deliciar com aquilo, imaginava o frisson dos salões, ao sonhecerem a ousadia de Mlle Duchamp em se revelar ao claro, ao se mostrar inteira, nua, para o deleite não mais de uns poucos, mas esses poucos iriam sentir o nó na garganta, ao serem confrontados pela própria hipocrisia.&lt;br /&gt;E assim foi. Na galeria na entrada de Montmartre, os "Ohh" e "Ahh", eram o que mais se ouvia no salão de exposições. Manet estava preparado para o que viria. De u lado, pessoas admiradas com o que para elas até então, não passava de descrições orais recheadas de imaginação; para outros, era a exposição ao constrangimento, pois , se ela era capaz de se exibir assim, o que mais ela poderia fazer? Ir aos jornais, ou mesmo a um desses pasquins de escândalos? Outros nem sequer se preocupavam , apenas admiravam extasiados aquela mulher, recostada no divã, sem o formalismo acadêmico, sem qualquer tipo de pose. Apenas ela mesma, com a criada a entregar as flores de algum admirador. Ela não apenas se mostrava , mas também olhava os admiradores de frente, como se , mesmo ali, na inatividade da tela, ela fosse uma vida, um ser pulsante de plenitude. Como Olympia da Antiguidade, ela também se mostrava altiva e nobre, sem nada nas faces anão ser a atitude de desafio, a beleza forte, a sedução intensa. Apenas ela mesma. Olympia de Manet é um marco. Pela primeira vez, uma mulher se mostrava sem máscaras, com a intensa luz de sua personalidade... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui está ela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-6541595371264682072?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/6541595371264682072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=6541595371264682072' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6541595371264682072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6541595371264682072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2010/05/olympia.html' title='Olympia'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/S-lGL68BH7I/AAAAAAAAAB4/KKHyLkCoazM/s72-c/manet17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1832002026619832135</id><published>2010-05-11T04:27:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T04:46:38.044-07:00</updated><title type='text'>Uma História, um tempo</title><content type='html'>Alemanha ,Novembro de 1932&lt;br /&gt;A atmosfera esfumaçada escondia as faces dos clientes, fazendo a diversidade parecer uniformidade. Cigarros, cigarrilhas em piteiras elegantes ou mesmo charutos eram as máscaras desse momento momento.As jóias, como competitivos adereços, eram parte daquela disputa de aparências. Todos queriam mostrar que tinham que possuíam, que eram &lt;em&gt;&lt;strong&gt;L'élite&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Todos estavam felizes, parecia que aquele momento iria durar pra sempre...&lt;br /&gt;O mestre-de-cerimônias chega, maquiagem branca escondendo o rosto de muitos espetáculos, de muitas magias, de muitos talentos...Ele se aproxima, e, em gestos largos mas ágeis, faz uma mesura exagerada ao público enquanto se apresenta.&lt;br /&gt;- Bem-vindos, meus amigos!Deixem suas tristezas lá fora!Aqui é lugar de diversão!Nada de lágrimas e sim, sorrisos! Bem-vindos ao KIt Kat Club!&lt;br /&gt;Então, a canção de abertura. As coristas, ladeando o mestre de cerimônias, dançam ao som de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Wilkommen, Bienvenu, Welcome/Fremde,Étranger, Stranger/Gluklich zu sehen/Je suis enchanté/Happy to see you, bliebe, reste, stay.&lt;br /&gt;/Wilkommen,Bienvenue, Welcome/Im Kabaret/Au Cabaret/To Cabaret"!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A dança excita, desperta sonhos, imaginações. Todos desejam aqueles corpos, aqueles movimentos; alguns mesmo já se imaginam com elas, em algum carro no Kufürstendamm ou mesmo em um quarto de hotel em Bad Wiesse. Assim era a Berlim antes da derrocada...&lt;br /&gt;Mas todos, em verdade, a esperam. Ela. A voz. O corpo. A dança. A saudação entra em seu finale. Ninguém mais resiste. Assobios, gritos, delírio. Todos a querem&lt;br /&gt;-Kitty Winters!Kitty!kitty!Kitty!&lt;br /&gt;Ela se alimenta daquela ovação. Um arrepio quase orgástico a percorre. Ela se deixa levar pelos aplausos, pelos pedidos, e, como se embalada por algo invisível, as luzes se acendem, e ela desfia a voz:"Bye, Bye Mein Lieben Herr/Bye,Bye Mein Lieben Herr/You made me happy a lot/But now is over/You loved me so fair/But I need some open air/You'll go ahead/without me/Mein Herr..."A última sílaba parecia levitá-la, tão graciosos eram seus movimentos. &lt;br /&gt;Ela se debruçava no pequeno palco, e os homens lhe&lt;br /&gt;atiravam marcos, jóias, peles. Ensandecidos, alguns mesmo atiravam chaves de casas. Ela poderia ter tudo o que quisesse naquela noite...&lt;br /&gt;Mas nas ruas, as danças eram outras. Danças da morte, Danças de poder. As milícias da Röttekampverband e das SA disputavam palmo a palmo cada centímetro de rua, cada beco. Do Unter Ten Linden ao Tiergarten, o sangue corria nas ruas. Uma era dava adeus. Uma efêmera era de intensidade artística dava seu adeus em sangue. Os nazistas ganhavam terreno...&lt;br /&gt;Lá dentro, era um outro mundo. Ela, à luz dos refletores, era como uma deusa intocável, adorada por uma legião de fiéis enlouquecidos. Os cabelos negros, à la garçonne, eram um toque de desafio, uma transgressão que a fazia muito mais atraente. Os olhos grandes, de um verde translúcido, eram uma fonte de intensidade. E ela dançava, os bailarinos a tê-la no ar, como um pássaro em vôo triuinfal..Ela sentia algo mais, como se aquela noite, a mais especial de todas, fosse única...&lt;br /&gt;A cidade, finalmente, eclodira o ovo da serpente. Não havia mais nada o que fazer. O inexorável avançava. Mas quem queria saber disso lá dentro do Kit Kat? Todos a queriam , todos a admiravam, e, mesmo a distância, tinham seus sonhos...&lt;br /&gt;O mestre-de-crimônias a envolve num abraço por trás, culminando a descida dos bailarinos. Eles dançam uma coreografia de isílio, que se transforma em uma sedução intensa e forte, as mãos de ambos descobrindo, tateando, sentindo. É muito mais que L'Aprés-Midi D'un Faune, mais forte, mais insana até. Eles se deixam dominar, e, então os refletores amortecem a luz, com as sombras se fundindo em uma só...Rompe um uníssono aplauso na platéia, o nome dela como um hino:"Kitty!Kitty!Kitty!". Ela é carregada nos ombros, todos querem oferecer uma taça de champanhe, ou fazê-la compartilhar da mesa, mas ela elegantemente declina, e apressadamente se dirige aos camarins...&lt;br /&gt;As suásticas são mais fortes que as foices e os martelos. Os últimos são completamente obliterados, não há mais sinais deles. &lt;br /&gt;No camarim, ela retira a maquiagem, o batom, e,&lt;br /&gt;simplesmente, passa a ser mulher. Ela sabe o que fazer , o que precisa fazer. O mestre-de-cerimônias, agora um rosto de expressão forte e olhos penetrantes, a fita sem nada dizer. Ela tenta dizer algo, mas ele a cala com um beijo. Os corpos agora não dançam mais eles se entregam a outro balé, mais intenso e desejado. Os dois parecem flutuar no ar, os movimentos como asas de borboleta, a serem levados pelo vento, que se trnasforma mais e mais em tempestade. Poesia de sons sem sentido, de gemidos de uma coreogrfia intensamente espontânea. Ele arrefece sua força, ela extenua no âmago de sua chama. Eles amortecem-se um no outro, os dois vivendo aquele momento como se fosse o último...&lt;br /&gt;Eles deixam o clube pelos fundos, entre o movimento das ruas agitadas. Um carro os espera nos fundos. Não há palavras., Tdos sabem pra onde vão. A viagem é longa até o posto de fronteira. Ele olha ainda uma vez para a cidade, a cidade que fez dele o que ele era, e, ainda uma outra olhada para a sinagoga, e ele lamenta tristemente...&lt;br /&gt;A cidade então mergulha em suas trevas. Trevas que serão mais do que escuridão. serão escuridão e tortura. Ela apóia a cabeça nos ombros dele, as lágrimas rolam nas faces. Ela se deixa entregar ao cansaço...&lt;br /&gt;- Será que ainda voltaremos, Peter?&lt;br /&gt;- A cidade que sempre conhecemos acabou de morrer, Liebschen. Jamais será a mesma coisa.&lt;br /&gt;O carro atravessa a Brandemburgen Tor, na direção da estação ferroviária. Ela vê os grupos de jovens com as suásticas nos braços, a cantar a plenos pulmões seu hino, "Morgen Gehört Mi", "O amanhã me pertence". E rumarem para o centro. Ela chora, pois uma parte dela morre, ao mesmo tempo que a cidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1832002026619832135?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1832002026619832135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1832002026619832135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1832002026619832135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1832002026619832135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2010/05/uma-historia-um-tempo.html' title='Uma História, um tempo'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-5625187265554247023</id><published>2010-03-12T05:43:00.000-08:00</published><updated>2010-03-12T05:47:56.406-08:00</updated><title type='text'>Um conto - Um Encontro</title><content type='html'>"O sertão estava diferente, de meio-vento, com um quê de dessemelhança; parecia que tudo estava assentado estranho, nem mesmo o rio parecia remolhar o seu correr de sempre; tinha coisa estranha ali...Foi aí que me atinei do cheiro, coisa de carniça velha, de couro mal curtido, de gente apodrecida no valer dos caminhos; a noite parecia como que do avesso; me esgueirei pelo capoeiral, me acheguei da lambedeira e peguei no punho com força; fui na direção do cheiro e, de repente, dei com Mariana, apoiada numa gameleira, olhos que pareciam vermelhos, esbrazeados; só então me pus reparo dela nua, ancas cheias, pernas tesas, e, por trás dela, outros olhos de fogo, mãos que pareciam de brasa, que se assenhoreavam dela sem nem mesmo ela gritar...encarei os olhos de fogo e parti pra cima, lambedeira mirando a garganta. Senti o tranco do safanão me jogar longe, e uma voz que parecia do fundo da catacumba me desafiou.&lt;br /&gt;- quem é tu pra me fazer frente, desinfeliz ? tu sabe quem sou eu?&lt;br /&gt;- Como sei, e se prepare seu coisa ruim que eu tenho faca de ticum!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me engalfinhei com ele, de força maior que touro brabo; mas não tinha medo, tinha o amor de Mariana por força, faca de ticum na mão; de repente, ganhei força que não era minha, peitei aquele coisa-ruim e passei o ticum no bucho do peste, que se arregalou com se tivesse visto coisa mais forte que ele, e se desmanchou no escuro; tomei Mariana no braço, mas não antes de enfiar o ticum na terra, onde o cramulhão se desmanchara. "Fio da desgraça , tu vai gritar até o fundo da terra, mas Mariana tu não toma"... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se falou pelas veredas do sertão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-5625187265554247023?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/5625187265554247023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=5625187265554247023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5625187265554247023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5625187265554247023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2010/03/um-conto-um-encontro.html' title='Um conto - Um Encontro'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-2095748151087921493</id><published>2009-06-14T07:27:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T16:29:17.207-07:00</updated><title type='text'>Sábio Saber, Sábio Carlos Lacerda</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hoje, ao acordar de manhã, prestei atenção - melhor dizendo, peguei meio &lt;em&gt;&lt;/em&gt; en passant&lt;em&gt;&lt;/em&gt; a declaração de uma repórter da rádio Eldorado AM - não me recordo seu nome agora - no informativo &lt;em&gt;&lt;/em&gt;Leitura de Domingo&lt;em&gt;&lt;/em&gt; falando que "hoje a cultura geral está 'demodé'. Me intrigou assaz tal afirmação, especialmente porque vinda de uma radialista, profissional de comunicação, que, por princípio, deve possuir um grande embasamento de cultura geral...fiquei espantado em ouvir tal nonsense...&lt;br /&gt;Venho talvez da última geração que foi educada dentro desse patamar, de que a cultura geral é o grande passaporte para o enriquecimento pessoal, no aspecto da construção do senso crítico e de uma visão mais equânime das coisas...Lembro-me de meus tempos de escola, em que fazíamos parte dos "clubes de conhecimento"; havia o Clube de Álgebra,o Clube de Astronomia,o Clube de Ciências, o Clube de Literatura e tantos outros igualmente existentes. Mas não se pense que eram clubes excusivistas;para se ter uma idéia, em minha época, o melhor colocado no Clube de Literatura - escrevia poesias belíssimas - era igualmente insígne membro dos clubes de Álgebra e de Astronomia...Lembro das disciplinas de Programas de Saúde, Educação Musical (maravilhosa Profa. Matilde, que me fez despertar o amor pelos clássicos, me ensinado as diferenças tonais e a "assinatura" de cada compositor)e mesmo a disciplina de Educação Moral e Cívica, onde, mesmo tendo consciência de aquilo não passava da cantilena constante do governo, mas ao menos tínhamos noção de nossa importância enquanto cidadãos. Éramos preparados para a vida em sua mais verdadeira isntância...Tive minhas primeiras grandes noções de cultura geral não das mãos de mestres-escola ou mesmo de professoras, mas das mãos de um médico, ou melhor de dois médicos, de saudosa memória, do tempo em que ser médico era ser um pilar de pensamento e conduta, não os meros "passadores de receita" que vejo hoje...Dr. Orlando e Dr. Amazonas, pediatra e clínico geral, respectivamente, que cuidaram de três gerações da família, e cujas conversas, a cada tempo, mais e mais me enriqueciam...Mas tal exercício não era privilégio daqueles que estudaram em escolas particulares; minha mãe e minhas tias, egressas de escolas públicas, tinham até muito mais erudição que eu; com minha mãe tive minhas primeiras aulas de alfabetização e as primiras noções de francês - primeira língua que aprendi - me foram dadas por elas...&lt;br /&gt;Hoje, a busca por "especialização", produz cada vez mais mentes estreitas, que não sabem exercer a prática do conhecimento nem mesmo dentro de sua própria área. As instituições de ensino - do fundamental ao superior, traem a &lt;em&gt;&lt;/em&gt;alma mater&lt;em&gt;&lt;/em&gt; da educação, que é preparar o indivíduo para a construção de sua personalidade e de sua vida. Antes, fazem apenas prepará-lo para ser um profissional, um autômato bitolado que não pratica a princpal razão de ser da educação - a participatividade no processo social...&lt;br /&gt;Sou docente - na área de idiomas - e vi a que ponto chegam as aberrações a que esse processo de bitolamento conduz; muitos alunos queriam aprender um inglês "especializado" - negócios,comércio e finanças, na maior parte das vezes - e queriam limite de tempo para isso; minha resposta era seca e curta; "como queres aprender o especializado se nem do básico tens noção?" Mas o marketing dos "milagres  de aprendizado", vende seu peixe para os incautos. Vejo em anúncios espalhados pela cidade as "faculdades relâmpago", prometendo formar profissionais no mais curto espaço de tempo, sem imaginar que ela formará não pessoas capazes de produzir ciência, mas apenas repetidores, sem capacidade para construir ou mesmo trabalhar seu objeto de conhecimento; ou seja, formará profissionais, mas não cientistas, pesquisadores ou mesmo pensadores; o diploma é apenas um "passaporte de elevação de nível", que nenhuma importância terá na construção da personalidade; ele vira apenas mais uma ferramenta. A Universidade, ao invés de construir o futuro intelectual, constrói apenas engrenagens que não saberão sequer pensar...&lt;br /&gt;Mas não me imaginem um inimigo da modernidade; a informática deu agilidade a um processo que era mais lento, em salas de leitura ou bibliotecas - e eu bem sei disso, pois faço parte da chamada "geração de transição" dos livros para os computadores - mas mesmo essa modernidade vem sendo mal usada, pois, ao invés de construir indivíduos centrados, cônscios de seu senso crítico e de sua participatividade, são meros autômatos sem a menor capacidade de se fazer sentir em uma sociedade tão carente de inovações...&lt;br /&gt;Por isso, me valho da frase do inesquecível Carlos Lacerda, respondendo a um jornalista que perguntou a ele se tanto conhecimento não o enfastiava ou incomodava, e se ele preferia saber menos, a resposta foi centrada e lapidar: "Eu prefiro saber menos de muito mais do que mais de muito menos"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus abençoe a todos!!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-2095748151087921493?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/2095748151087921493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=2095748151087921493' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2095748151087921493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2095748151087921493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2009/06/sabio-saber-sabio-carlos-lacerda.html' title='Sábio Saber, Sábio Carlos Lacerda'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-5010093438493111643</id><published>2008-08-01T06:17:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T06:57:47.932-07:00</updated><title type='text'>Falta de Tempo ou de Disposição?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Uns dias atrás, enquanto me dirigia ao trabalho, não pude deixar de escutar uma conversa - até porque falavam alto - de duas mulheres falarem de seus relacionamentos, uma a falar da indiferença do outro, que não mais a olhava com o mesmo encanto, e aoutra a falar da distância e da indiferença, usando sempre as mesmas justificativas: falta de tempo, correria e excesso de compromissos. Não pude deixar de meditar muito sobre aquilo que ouvi, tanto que demorei, quando finalmente fiz o desembarque na estação que ia, a atinar meu objetivo, de tanto meditar naquela conversa. &lt;br /&gt;Depois, me vieram as indagações...Porque será que as pessoas culpam tanto o tempo e a correria do quotidiano pelos insucessos ou pela ignorância em qualquer coisa? Como sói acontecer, remeti a coisa pra mim. Trabalho num ritmo igual ao da tão decantada correria -´só chego em casa tarde da noite, já quase a ponto de capotar - mas jamais me rendo a esse automatismo; leio, escrevo - tenho uma correspondência manuscrita tão extensa quanto a eletrônica - e, finalmente, depois de externar meus pensamentos tanto em uma coisa quanto em outra, ainda envio poesia e vídeos para meus amigos dentro do Orkut; depois disso, uma excelente noite de sono e uma enorme disposição pra começar mais um dia de trabalho. Então, por que o tempo dessas pessoas é tão curto, se é o mesmo tempo. Então, por que elas se dizem fatigadas e indiferentes com o outro, se nada é mais prazeroso que deslumbrar-se a cada dia com quem amamos, num fazer pleno de descobertas? Será que as pessoas se tornam acabadas e simplesmente finitas? A vida tem seu período, mas o espírito, esse jamais se esgota...&lt;br /&gt;Digo o que digo por conviver com a mais maravilhosa das pessoas, que a cada dia me faz sentir ser o mais afortunado dos homens, pois o deslumbrar-se jamais se esgota ou mesmo se esmaece, daí a razão de me intrigar com a tal conversa, mas depois cheguei à conclusão de que as pessoas ainda querem se deixar enganar com a ilusão da vida lógica e previsível, de coisas dentro do que se espera, quando, na realidade, a grande alegria de viver é sempre se surpreender com o que a vida nos reserva, sempre aprender com o que ela nos presenteia na espontaneidade. Prever é limitar, é podar coisas que podem nos ensinar muito...Assim, em vez de quixar-se do distanciamento e da indiferença, as pessoas devem praticar mais o enorme prazer de deslumbrar-se com o outro, de descobrir o novo no que se pensava já descoberto...Como o título pode sugerir, o grande problema pode ser não a falta de tempo, mas a falta de disposição para aprender o que de melhor a vida pode nos ensinar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus abençoe a todos...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-5010093438493111643?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/5010093438493111643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=5010093438493111643' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5010093438493111643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5010093438493111643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2008/08/falta-de-tempo-ou-de-disposio.html' title='Falta de Tempo ou de Disposição?'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-2836099409255276762</id><published>2008-06-30T05:18:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T05:33:55.326-07:00</updated><title type='text'>Retorno</title><content type='html'>Em primeiro lugar apresento as minhas escusas por tão longa ausência do blog. Na verdade, foram tantas coisas a ajustar, tantos horários a regular(não que seja metódico, apenas um pouco organizado, mas ainda daqueles que "sabe a ordem de sua bagunça")que realmente me ausentei por um tempo. Mas agora volto, e pretendo não deixar mais meus queridos amigos esperando, quanto a novidades e outras coisinhas mais aqui. Não esqueçam que, sempre, mesmo que minhas palavras aqui sejam pequenas(e prometo que elas não deixarão de estar presentes), mas meus pensamentos estarão sempre com meus amigos...Muita coisa vem por aí. Aguardem!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-2836099409255276762?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/2836099409255276762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=2836099409255276762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2836099409255276762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2836099409255276762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2008/06/retorno.html' title='Retorno'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-3599935263738446973</id><published>2007-12-28T15:27:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T15:33:46.622-08:00</updated><title type='text'>O General, o Artista e o Jovem Erudito</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Platô de Gizeh, Egito, 1798&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A fumaça se dissipara. Os velhos templos, que haviam testemunhado tantas batalhas, testemunharam mais uma: naquelas areias, junto às pirâmides, jazia o orgulho egípcio, os tão engalanados mamelucos, senhores das artes eqüestres, a &lt;em&gt;furusiyia&lt;/em&gt;, as velhas artes de batalha, com seus fogosos ginetes e suas reluzentes iatagãs.  Caíram pela pólvora e pela baioneta, e, mais uma vez, os francos – &lt;em&gt;al-faranj&lt;/em&gt; – são os senhores do deserto. Seu general, olhos frios e mente ao longe, inspeciona  o campo de batalha. &lt;br /&gt;        O general mameluco, Murad Bei, custa a crer no que vê. Seus melhores homens, sua elite, morta e destroçada antes mesmo de travar combate. Os quadrados de batalha dos europeus vencem a coragem mameluca. “Francos Covardes”, pragueja, de si para si, antes de, consternado e derrotado, retirar-se. Morrerá na perseguição que lhe moverão os estrangeiros...&lt;br /&gt;         Ao lado do jovem general corso, que logo vai inscrever seu nome na história, um homem franzino toma notas e desenha. Seus olhos apurados vêem o que, ao néscio, passará despercebido. Seus olhos não deixam escapar o menor detalhe, mesmo diante da fuzilaria da batalha e do clangor do aço. Velhas efígies de antigos deuses, velhas colunas, mudos vigilantes dos séculos, nada é fugidio de sua pena e de seu olhar agudo e incisivo.&lt;br /&gt;           Quanto aos demais, resta a paz dos cemitérios. Outras batalhas se travarão, outros registrarão feitos; mas as inexoráveis areias removerão marcos, pegadas e trilhas...&lt;br /&gt;            O general corso guindar-se-á à  história; o artista trará à luz uma civilização que, para muitos, sempre pareceu lendária, ou mesmo fantasiosa; e é a um jovem erudito que caberá fazê-la falar, contar sua epopéia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Mas isso será outra história...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-3599935263738446973?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/3599935263738446973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=3599935263738446973' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3599935263738446973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3599935263738446973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/12/o-general-o-artista-e-o-jovem-erudito.html' title='O General, o Artista e o Jovem Erudito'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-597132758455834763</id><published>2007-12-08T15:52:00.000-08:00</published><updated>2007-12-09T07:58:32.084-08:00</updated><title type='text'>UM CONTO INTENSO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;LAURINDA E O SABRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma noite comum naquela fazenda. Apenas se ouvia o barulho dos grilos e mais nada. Os pássaros há muito dormiam, e o som que se notava era apenas o dos grilos e, de vez em quando, o estrilos das corujas, chamadas pelo povo de “rasga-mortalha”, que as beatas, quando as escutavam, faziam o sinal da cruz, de tão agourento que era aquele som.&lt;br /&gt;Mas Manuel Borralho não dormia. Inquieto, se remexia e virava de um lado para outro, a mulher dormindo do outro lado da cama. A vista foi para os quadris da mulher, que eram largos e cheios. Levou a mão no querer de acordá-la, mas se deteve. Sabia a razão daquela inquietude.&lt;br /&gt;Iria resolver logo aquilo. E já.&lt;br /&gt;O caminho até a vila dos empregados era de mais ou menos de dez passos da sede, mas eram dez passos que pareciam dez léguas, tal era a ansiedade de Manuel Borralho. Muitas vezes matutava: “por que não acordava Justina, ora essa”. Ela era mulher dele, se casara bem, era boa esposa, uma mulher como poucas. Mas a vontade dele era outra, e ele sabia bem a causa...&lt;br /&gt;Na vila, numa das casinhas de tijolo cru feitas lado a lado, feito casinhas de boneca, Laurinda cosia uma saia, que se rasgara quando ela fora buscar ovos no galinheiro. Era moça de prendas, a única que havia ficado quando os escravos, depois do 13 de Maio, deixaram a fazenda. Ela foi uma grata surpresa para os homens que chegaram depois, sujeitos altos, brancarões, cabelos e olhos claros, falando uma língua estranha pra ela. Iam ficar no lugar dos negros? Iam no eito trabalhar? Um monte de perguntas zoava em sua cabeça. Mas ela não se deixava levar, resistindo, mesmo em alguns momentos claramente contra a vontade, mas Laurinda tinha seus próprios planos...&lt;br /&gt;Ele chegou sem falar muito,apenas entre sussurros de voz e entrecortes ofegados. Ofegava de vontade. O cheiro de café no bule só lhe aumentava a gana. Entrou abrupto, com ares de domínio.Ainda se considerava dono, mesmo já vinda a Abolição e a italianada de meeiros da fazenda, ainda se via como o pai e o avô, senhor, mesmo, de vida e de morte.Ela estava na porta dos fundos, no coser da saia, a dar o arremate dos últimos pontos. Ia devagar, no compasso de uma canção ensinada pela avó, um costume quando trabalhava.&lt;br /&gt;Ele a tomou nos braços sem aviso, sem trégua. Ofegava sentindo o cheiro da pele fresca, rematada longe de alecrim. O vão da porta parecia, ali, pouco para ele. Queria mais, parecia que a vontade dele se espalhva na casa toda. Arrastou-a devagar, cada parte lhe fazendo ir quedando a roupa. Ela negaceava de leve, isso atiçando-o ainda mais, fazendo-o se despir das últimas reservas de pudor. Ela o despe, revela a luxúria em riste, de um homem agora ensandecido. Ela se deita, as coxas em arco, revelando a mulher cheia de carnes, em ver de quereres. Plena. Fêmea. Ele não é mais senhor de si. Apenas o ardor do macho o guia. Ele sente o cheiro de mulher, cheiro de viço, de cio. Ele a beija, se deleita, o gosto como de banguê, desvario de doce, de aguardente de cabeça, de melaço, de perdição. O lugar se torna pequeno pra tanta vontade.&lt;br /&gt;Os dois, unidos, parecem dançar, quando ele chega ao âmago do prazer, as forças a se esvaírem quando ele jorra dentro dela, cada parte como algo dele a escapar, quase a abandoná-lo, a desertar dele. Sente pela primeira vez o peso do próprio corpo, o torpor de si, o cansaço da saciedade.. Ela ri frouxo. Longe de se ver parada, ela o puxa para si, . Uma. Duas. Três. Ele finalmente se rende. O corpo, antes ágil, pende pesado, sono de animal regalado.Ela se levanta bem devagar, passo pequeno, de seriema no bote. Ele nada ouve, mergulhado no sono do gozo. Ronca forte, onça cevada de caça. Ela pega o sabre do pai há muito morto, corajoso voluntário no Paraguai, e vem, pé ante pé. Os passos , curtos, se achegam. Nos olhos não há a vontade de antes. Os olhos agora têm as chamas do ódio. Ódio frio, vingança. A imagem da mãe,pegada à força no eito, sujeitada, e depois vendida. Ela ,pequena, vendo tudo. O pai, em seu desespero. A fuga. Notícias dele na guerra. Morte. A única coisa que a ela restou foi o sabre, entregue por um companheiro do pai, sempre bem escondido, jamais descoberto. Ela chega perto. O homem ressona, sem de nada se dar conta. O sabre na mão direita, perto, mais perto. Ela o ergue, o segura com as duas mãos, e, com toda a sua força vingativa, dá a estocada. Ele não acorda nem mesmo quando o aço lhe trespassa o coração, atravessando o colchão de crina e fincando no chão. “Se vingue, meu pai”, diz ela, quando tudo termina. Ela toma a trouxa e sai de fininho, os primeiros raios do sol tomando a fazenda. Os italianos despertam, indo trabalhar no cafezal. Ela passa a porteira, tomando o rumo da estrada. Havia cumprido sua, de há muito tempo feita, promessa. Seria a última escrava a passar por aquela porteira, mas ela faria seu senhor pagar, nem que, para isso, tivesse que, como de fato fez, se deitar com ele. Ela ia longe, cantarolando a mesma canção da avó, dessa vez com um jeito diferente. Pela primeira vez na vida, se sentia, enfim , verdadeiramente livre... &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-597132758455834763?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/597132758455834763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=597132758455834763' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/597132758455834763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/597132758455834763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/12/um-conto-intenso.html' title='UM CONTO INTENSO'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-279924530559050588</id><published>2007-10-29T18:10:00.000-07:00</published><updated>2007-10-29T18:12:25.444-07:00</updated><title type='text'>A Saga dos Sahtov -Willingthorpe parte IV</title><content type='html'>&lt;strong&gt;NO VAPOR AMETHYST, PRÓXIMO À BAHIA DE HONG KONG, 1895&lt;br /&gt;                  A agitação crescera, depois da longa viagem, e era necessária alguma distração. Ela surgiu num incidente corriqueiro, quando um major do regimento de Lanceiros de Bengala começou a provocar uma passageira indiana do vapor. Horace Lambert-Foyle detestava o serviço na Índia, mas tinha obrigações de família  e dívidas a prendê-lo, pois era um jogador compulsivo, e a ruína da família fé-lo aceitar a oferta de servir nas colônias. Mas logo detestara a rotina militar os acantonamentos e, sobretudo, o calor escaldante&lt;br /&gt;                  Um jovem oficial da marinha, de cabelo castanho e olhos azuis, se aproximou calmamente, e indagou o motivo daquela confusão toda. Lambert-Foyle o empurrou para o lado e  retrucou&lt;br /&gt;- Não se meta, janota de azul; esses assunto é meu!&lt;br /&gt;                  O oficial o empurrou o pé direito na direção de Lambert-Foyle, e ele caiu no chão, todos no tombadilho a rir-se dele. Depois de fuzilar o jovem oficial com os olhos,  disse a ele&lt;br /&gt;- Esta é a hora e o lugar. Aqui, Agora&lt;br /&gt;                   O jovem oficial imediatamente aceitou o desafio, mais para ver se dava uma lição em Lambert-Foyle. Ele era um bom esgrimista, e não precisou de muito tempo para desarmar o inglês, em três golpes fazendo  o pulso dele sangrar...Lambert-Foyle se esforçou muito para fazer uma mesura, admitindo a derrota.&lt;br /&gt;- Posso saber o seu nome, senhor? Perguntou entre dentes, ainda ruminando ódio&lt;br /&gt;-James Shatov-Willingthorpe,  oficial da Marinha Real, adido militar na China..&lt;br /&gt;                    A menção do nome fez Lambert-Foyle quase gaguejar. Os Shatov-Willingthorpe eram uma lenda na Marinha Real, desde os tempos de Crommwell até o presente, com Lord Nigel Willingthorpe. Ele simplesmente estacou, deu um passo para trás e se retirou. Haveria tempo para o revide, pensou&lt;br /&gt;                     O Amethyst atracou suavemente no ancoradouro da Baía das Pérolas, e os passageiros, calmamente uns, celeremente outros, desembarcaram no Porto de Vitória. James apanhou sua bagagem pessoal e entregou a um carregador malaio que estava a postos, já pressuroso a ajudar. Ele procurava um rosto entre os que estavam no porto, mas tal estava logo atrás dele.&lt;br /&gt;- Meu amigo, há quanto tempo eu não o vejo!&lt;br /&gt;- Sempre imprevisível , não é? Bom vê-lo, amigo.&lt;br /&gt;                      Aquele encontro demorou uma geração para acontecer. De um lado, James Willingthorpe, neto de Nigel Willingthorpe, e, de outro, Kwai Sao Feng, neto de São Feng, grande amigo de Nigel,  e que foi muito próximo dele há sessenta anos.  Voltaram a se encontrar muito antes, quando, numa de suas viagens à África, o encontrara m Durban, onde o chinês dirigia um negócio de cultivo de chá e especiarias. Era o reencontro de gerações, mais que de amigos&lt;br /&gt;- Me fale, amigo James, e seu pai e seu avô?&lt;br /&gt;- Meu avô morreu há dez anos. Meu pai agora rege os negócios da família. Minha tia-avó está bem idosa, mas ainda regendo as coisas no Brasil.&lt;br /&gt;- Honorável avô morreu há cinco anos, mas ainda é presença forte na lembrança de meu povo aqui. Mas vamos a minha casa, amigo James, e vamos descansar; depois me conte o que o traz aqui.&lt;br /&gt;                          A comitiva de Riquixás,  que levava passageiros e bagagens, seguiu adiante até a parte alta da cidade, onde ficava a casa de Kwai Sao Feng.. Lá, criados já esperavam na varanda, para pegar as bagagens e conduzir o hóspede a seus aposentos. Mais tarde, ele e Kwai Feng conversaram sobre a situação que se avizinhava.&lt;br /&gt;- As coisas voltam ao estado de tempestade, amigo James. Depois do flagelo taiping, agora, isto...&lt;br /&gt;                           Kwai falava da rebelião taiping, que há quarenta anos tinha devastado quase a China inteira, uma verdadeira ameaça ao poder imperial, que teve de ser sufocada por tropas mercenárias, comandadas por um inglês, Charles George Gordon, um antigo conhecido de seu pai e avô que ganhou o apelido de “Chinês”, nos círculos da imprensa britânica. Mas agora havia outro perigo, de dentro para fora.  O novo imperador, Kwang-Hsu, era de espírito reformador, um modernista, mas enfrentava oposição dentro da própria corte, e entre as figuras-chaves estava a Imperatriz Cixi, a viúva do Imperador Hsi, que era violentamente nacionalista. Dizia-se que ela estaria por detrás do controle imperial, em verdade&lt;br /&gt;- Novamente, então, o trono está ameaçado – falou, em tom preocupado.&lt;br /&gt;- Isso, e também outra ameaça séria, a dos boxers&lt;br /&gt;                           Ele se referia a uma organização secreta, que distribuía poemas malfeitos incitando à rebelião aberta contra os estrangeiros, que, segundo se dizia, era apoiada e financiada por certos setores da nobreza imperial, que queriam a expulsão dos estrangeiros da China. Eram chamados de boxers porque alguns de seus membros praticavam artes marciais, daí o nome. De início apenas um aborrecimento, eles passaram a chamar mais atenção quando começaram a atacar missões estrangeiras em território chinês, o que deixou as potências em alerta.  &lt;br /&gt;                           James se preocupou bastante com aquelas notícias. Sania que sua missão como adido seria difícil, mas não calculara o tamanho das dificuldades. Sabia do crescente movimento antiestrangeiro na China, mas sempre houve surtos, e não passaram disto. Mas desta vez as coisas eram mais sérias, e havia real risco de mais massacres. Tomou, então, sua decisão. Pediria uma audiência com o príncipe Tuan e  o general Jung-Lu, comandante das forças armadas imperiais, para se inteirar da situação. Por ora , iria dormir um pouco. Teria muito que fazer até Sir Roger MacDonald, do corpo diplomático, chegar.&lt;br /&gt;                        A manhã se apresentou bonita na saída de James até o Palácio Imperial. A audiência fora deferida e o príncipe Tuan iria recebê-lo às dez, juntamente com o general Jung-Lu. Ele entrou pelo portão dos Ventos Serenos até o patamar construído para as audiências. Ele estranhou não haver guardas imperiais presentes. Ele estacou no lugar reservado aos que pediam audiências, as não fez o kowtow – a reverência com a cabeça ao chão, como faziam os demais dignitários chineses ante ao Imperador.&lt;br /&gt;- Então, comandante Willingthorpe, qual a razão da audiência? Não teremos a manhã inteira. – O príncipe Tuan, começou a conversa com um tom de contrariedade.&lt;br /&gt;- Apenas quero o apoio de Vossa Excelência para conter essas manifestações – disse ele com firmeza- precisamos nos unir mutuamente para conter essa ameaça.&lt;br /&gt;- Comandante, o senhor pode contar com meu apoio, mas não posso controlar muito a resistência de meu povo...O senhor sabe que os ânimos dos chineses se exaltam com dificuldade, nossa paciência é extremada – disse entre dentes o príncipe Tuan&lt;br /&gt;- A paciência é uma virtude, Príncipe Tuan. Conto com o senhor.&lt;br /&gt;- Já tem a minha resposta,  Comandante. Agora pode ir.&lt;br /&gt;                        James se dirigiu ao portão, mas já sabia e já tinha idéia do que viria. Os  príncipes antiestrangeiros deixariam a torrente dos rebeldes correr, para, depois, assumir o comando. Ele se dirigiu ao riquixá quando de repente, uma turba o cercou, gritando palavras de ordem,; uma pedra atingiu seu ombro, enquanto a turba fechava o cerco. Mas ele foi salvo pela providencial ajuda dos homens de Kwai Feng , que o estavam seguindo desde então. &lt;br /&gt;- Entre senhor, saia daí!!!&lt;br /&gt;                         Ele rapidamente soltou dentro do veículo, que rapidamente voltou à parte alta, e James contou a Kwai Feng o que acontcera na audiência...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-279924530559050588?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/279924530559050588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=279924530559050588' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/279924530559050588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/279924530559050588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/10/saga-dos-sahtov-willingthorpe-parte-iv.html' title='A Saga dos Sahtov -Willingthorpe parte IV'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7994880024790164796</id><published>2007-10-28T17:30:00.000-07:00</published><updated>2007-10-28T17:34:59.512-07:00</updated><title type='text'>A Saga dos Shatov-Willingthorpe - Parte III</title><content type='html'>&lt;strong&gt;SEAGATE MANOR, PORTSMOUTH, ABRIL DE 1862&lt;br /&gt;                Da janela leste, Nigel contemplava  o oceano. A vista do mar sempre era o mecanismo por ele usado para pensar, pôr as coisas em ordem. Sempre fora assim, jamais deixara de ficar ao menos um pouco perto do mar, onde sabia que seus pensamentos sempre o levavam a uma solução. &lt;br /&gt;                 Muitos anos haviam se passado desde que retornara do Brasil. A mãe, condessa Ludmila, morrera em paz, cercada pelos filhos e netos. Parece que esperara até o último suspiro a chegada de Nadejda, para só então, como foram suas últimas palavras, “juntar-se ao Thomas na eternidade”. Depois, como última vontade, quis que se fizesse uma tumba igual à dela, mas com o nome do marido, a seu lado. Nigel, ao perguntar o motivo, teve com resposta o seguinte;&lt;br /&gt;- Não seremos nós, meu filho... Não seremos nós.&lt;br /&gt;                 Agora, ele esperava a chegada do filho, Robert, que vinha de uma missão na África. Acompanhara a carreira do filho, e sentia que era ele uma ave de vôos altos, sempre se esforçando pra superar limites. Ele era diferente. Mais calculista e fleumático, sempre esperara o momento certo, mas não Robert Monforte Shatov-Willingthorpe. Ele herdara a alma latina da mãe, e também o talento para o bandolim e para os fados que Leonor continuava a cantar, dando mais cor à casa, ainda pesadamente enlutada.&lt;br /&gt;                  Dois dias antes, recebera uma carta de seu colega no Bureau Naval, Almirante Aitken, de que “Robert era um excelente marinheiro, um comandante hábil como seu pai, mas sua acuidade e sagacidade o faziam candidato perfeito á compor nosso quadro de inteligência”. Ele não sabia se isso era um elogio apenas ou uma maldição disfarçada. Por gerações os Willingthorpe tinham se dedicado ao mar, sempre em comandos no mar, com apenas intervalos em funções, mormente diplomáticas.&lt;br /&gt;                  Agora, Robert voltava da África, onde já haviam começado conflitos entre os colonos ingleses e Boers, descendentes de holandeses que povoaram extensas áreas da planície sul-africana, e fundado várias repúblicas ao longo do vale do Orange. Mas os choques aumentaram, porque havia sido descoberta uma grande jazida de diamantes e um veio de ouro na região de Kimberley, o que fez com que o número de estrangeiros – uitlanders, na língua bôer - aumentasse consideravelmente, desde caçadores de fortunas a bandidos da pior espécie. Com isso, os choques de fronteira na região da Colônia do Cabo estavam ficando cada vez mais sérios.&lt;br /&gt;                  A carruagem parou exatamente na área central do pátio, sendo que Nigel não esperou na varanda. Foi direto até o filho, estendendo os braços, num abraço que foi intensamente correspondido por Robert&lt;br /&gt;- Que bom que está de volta meu filho. Tenho novas a contar&lt;br /&gt;-Também tenho muita coisa a contar, meu pai. Mas vamos para dentro, que a viagem foi assaz exaustiva.&lt;br /&gt;- Vamos, sim. Sua mãe também sentiu demais sua falta.&lt;br /&gt;                   O abraço de Leonor foi mais afetuoso ainda, cobrindo o filho de mimos e beijos, pois , para ela, ele ainda era o bebê rechonchudo que o pai ajudara a trazer ao mundo. Acomodou-o, trouxe-lhe chá e escutou, toda ouvidos, o relato de suas aventuras na África...Ele falara dos encontros com o Dr. Livingstone, um jovem pregador que lutava ainda contra o constante tráfico de escravos no continente, mais sendo um explorador do que um missionário, descobrindo sempre novas rotas dentro das selvas daquele continente, e com Sir Samuel Baker, geógrafo da Real Sociedade Científica e caçador rematado, e suas explorações na área do Rio Zambeze.&lt;br /&gt;- Que coisas passaste, meu filho, mas ainda bem que estás em casa e perto de mim...&lt;br /&gt;                   Robert sorriu, continuando a contar suas aventuras, as patrulhas dentro dos rios largos, como o Nilo e o Niger, as cidades da costa Oriental, meio africanas, meio árabes. Dormiram tarde aquela noite, pois Leonor, pressurosa, queria ouvir todas as narrativas do filho... As novas teriam de esperar mais um dia...&lt;br /&gt;                    No dia seguinte, já refeito, Robert encontrou Nigel na biblioteca, onde conversaram um pouco mais sobre a África do Sul e sobre os acontecimentos que rodeavam a família. Robert perguntava sobre notícias da tia, que escrevia constantemente e era uma das razões de alegria, sempre que chegava alguma carta do Brasil. Nigel, então, falou sobre as novidades e da carta do Almirante Aitken, que surpreendeu pelo fato de Robert já estar informado a respeito.&lt;br /&gt;- Sei do que se trata, meu pai. Fui eu quem pedi que o Almirante lhe escrevesse, pois não tive tempo de tratar disso antes de ir a África&lt;br /&gt;- O que resolveu?&lt;br /&gt;- Resolvi que vou aceitar, meu pai. Identifico-me com o trabalho.&lt;br /&gt;- Eu jamais duvidei disso. Quando será sua primeira missão?&lt;br /&gt;- Parto para o Brasil dentro de duas semanas. Mas não irei de uniforme. Para todos os efeitos, serei um agente comercial, representando uma firma inglesa.&lt;br /&gt;- Mas porque o Brasil?&lt;br /&gt;- Por causa da inépcia de um ministro, as relações entre nós e o Brasil estão tensas além do limite.&lt;br /&gt;                  Nigel sabia do que se tratava. Por causa de dois incidentes ocorridos no ano anterior, as relações diplomáticas entre Brasil e Inglaterra estavam ficando muito tensas e rumavam em terreno perigoso, por causa do ministro inglês William Dougall Christie, que, exorbitando de suas funções, criou um sério problema diplomático. Os incidentes foram a prisão de dois oficiais ingleses, à paisana, que desacataram policiais num posto de aduana da Tijuca; o outro, o saque da carga de um navio inglês, o Prince of Wales, naufragado no litoral sul, perto de Santa Catarina; Christie, usando de pressão diplomática e tendo sob ordens duas fragatas da Marinha Real, havia apresado quatro navios mercantes brasileiros. Isso causou grande indignação no governo imperial, que exigia um pedido formal de desculpas, coisa igualmente exigida pelo ministro inglês. Nigel sabia disso porque tinha recebido,  secretamente, uma carta do Imperador, cientificando-o da situação.&lt;br /&gt;- Com que em quinze dias partes... Sua mãe vai ficar preocupada de novo.&lt;br /&gt;- Não pretendo deixar que nada me aconteça, meu pai. Serei apenas um observador.&lt;br /&gt;- Sei disso, mas eles também ficam na linha de tiro. Tome cuidado. Se possível, visite sua tia e mande minhas recomendações a ela e minhas saudades.&lt;br /&gt;- Farei isso, meu pai, não se preocupe.&lt;br /&gt;                A viagem foi sem incidentes, os mares calmos e promissores. Apenas quando Robert adentrou a costa brasileira que pôde ver as fragatas da Marinha Real fundeadas na Barra, os navios mercantes apresados atados pelo gurupês. Ao desembarcar no cais Pharoux, pôde perceber a hostilidade com que a população tratava os ingleses em geral, a ao ministro Christie em particular. Charges maldosas dele estavam por toda a parte, assim como anedotas circulavam na cidade, sempre fazendo chacota dos ingleses. Robert tratou de hospedar-se no Hotel dos Estrangeiros, que lhe dava fácil acesso ao resto da cidade. Depois de tomar banho e descansar um pouco, foi acordado por batidas na porta, e um dos criados do hotel lhe avisava que um cavalheiro de uniforme queria vê-lo. “Seria o comandante Brotheridge?”,pensou. Mas seu chefe aqui só iria se apresentar daqui a dois dias; andou o criado avisar que em minutos ele iria descer. Quando chegou ao saguão, qual foi a surpresa em deparar com o primo Lucas, engalanado em um uniforme de dólmã azul e calça brancas de cavalaria, a julgar pelo sabre pendendo do cinto.&lt;br /&gt;- Primo Robert! Que bom vê-lo! Que boa companhia faremos um ao outro aqui! – falaram em português, pois se sabia da hostilidade aos ingleses naquele período, e qualquer palavra poderia significar ofensa.&lt;br /&gt;- Como soube que eu viria?Não escrevi a ninguém.&lt;br /&gt;- Você, não, mas seu pai escreveu a minha mãe, e ela me escreveu. Estou num regimento de cavalaria sediado na cidade, o 26º. Vim vê-lo assim que informei da tua chegada. Como vê, quando se tem as amizades certas, não há nada que, nesta cidade, não se saiba – disse , num sorriso de canto de boca.&lt;br /&gt;              Encontrar com o primo foi uma coisa positiva, que ajudou a quebrar o gelo da cidade. Lucas o levou a todos os lugares, e, da mesma forma que seu pai, apaixonou-se pela cidade do Rio de Janeiro, que tinha um calor todo especial, mesmo com a atmosfera sombria que a Questão Christie criava. Robert contou de suas aventuras na África, das viagens com o Dr. Livingstone, e dos costumes diferentes que conhecera. Como confiava no primo, pôde contar o que o trouxera ao Brasil, o que o deixou assaz aliviado.&lt;br /&gt;- Esse problema é café pequeno diante do verdadeiro problema, primo, isso eu asseguro.&lt;br /&gt;- como assim?&lt;br /&gt;- A raiz do problema está em nossa fronteira sul, não aqui. O real problema está no Paraguai, eu te digo.&lt;br /&gt;- Me explique isto, primo.&lt;br /&gt;- Simplesmente um ditador, Francisco Solano Lopez... Fala pra quem quiser ouvir que quer restituir ao Paraguai seu direito de navegação do Prata, e para isso está reaparelhando seu exército a um nível que jamais vimos., e construindo fortalezas no curso do rio Paraguai. Isso, caro primo, é se preparar apara a guerra.&lt;br /&gt;                   Robert escutou atentamente as explicações de Lucas, anotando cada detalhe do que o primo falava com acuidade, pois não se daria ao luxo de anotar. Um problema não previsto, esse Solano Lopez. Teria de consultar seu superior , comandante Brotheridge, sobre o assunto. Mas ele não se surpreendia, pois já havia colhido aqui e ali alguns informes sobre esta situação.As explicações do primo lhe firmaram a idéia. Precisaria ver de perto, para ter relatório mais preciso.&lt;br /&gt;- Fique para o jantar, meu primo. Faria-me muito feliz.&lt;br /&gt;- Bom, terei de me apresentar somente amanhã de manhã. Aceito, sim, seu convite.&lt;br /&gt;                     No jantar, Lucas lhe explicou a situação no Prata, onde os conflitos entre Buenos Aires e os países vizinhos tinham ameaçado a estabilidade da região sul, com as disputas políticas entre blancos e colorados, ou, lendo-se melhor, as disputas entre a aristocracia fundiária e uma emergente classe de comerciantes que demandava maior participação política. Anos antes, estas disputas tinham cristalizado em guerras, nas quais o Brasil teve de intervir, para que a paz fosse mantida na região. Robert casou tudo que ele tinha ouvido com as explicações do primo, encaixando-as para formar, em sua memória, um mapa completo da situação. Robert pôs Lucas a par de sua missão no Brasil, no que o primo até se mostrou disposto a colaborar, pois não era bom para o país esse cabo de guerra com os ingleses.&lt;br /&gt;- Com o que então veio como espião – Disse, troçando, Lucas – Espero que se saia melhor sempre.&lt;br /&gt;- Acho que a troça faz bem mesmo, pois me deste uma luz sobre uma situação nova no país, que acho que devemos estar mais atentos.&lt;br /&gt;- Certamente, primo.Acho que, igualmente para a Inglaterra, não interessa um continente instável, é mau para os negócios – disse&lt;br /&gt;                       Despedindo-se, Lucas convidou Robert a ir à estância do Lagar, quando tivesse oportunidade, para conhecer a situação de perto.Ele não deu garantias, mas assegurou que iria fazer tudo por onde cumprir a visita. &lt;br /&gt;                        Mais tarde, no quarto, ele escreveu várias cartas. Uma para o pai, descrevendo o encontro com Lucas e o convite para visitar a tia, além de informações gerais sobe o país. Outra foi escrita para a companhia, que era na verdade uma fachada para as atividades da inteligência naval. Esta, antes de escrever com tinta normal foi preenchida com escrita de sumo de limão, que só seria vista se aproximada da chama, e ainda assim cifrada, pois, se fosse interceptada, seria impossível de se saber o conteúdo. Outra foi para o Almirantado, em linguagem clara, explanando os ânimos naquele período. &lt;br /&gt;                         No dia seguinte, o estafeta entregou a ele três mensagens. Uma era de seu primo, agradecendo o excelente jantar e reiterando o convite para visitar a estância. Outra era um telegrama do comandante Brotheridge, avisando-o que “se detivera em Recife, por motivo de uma gripe forte, e que se demoraria por uma semana, e o liberava para, de acordo com a iniciativa, observar os aspectos mais gerais, especialmente do panorama político”. Isso viria a calhar...A terceira foi até estranha; dizia que uma dama o aguardava no saguão, e que  não se importava em acompanhá-lo ao desjejum. Vestiu-se, desceu, e, quando chegou ao saguão, encontrou a esperá-lo uma mulher de meia-idade, trajando um vestido cor azul-celeste, com faixa de um tom mais escuro à cintura, com um chapéu elegante à guisa de moldura do rosto triangular.&lt;br /&gt;- Meus Respeitos, senhora, mas a quem tenho a honra de receber?&lt;br /&gt;- Venho em nome de minha patroa, a Condessa do Barral. Ela deseja falar-lhe.&lt;br /&gt;- Posso fazer meu desjejum primeiro?&lt;br /&gt;- Tenho ordens de esperá-lo.&lt;br /&gt;                        Após terminar o desjejum, acompanhou a senhora até à rua, onde uma carruagem o esperava. Na porta, uma pala preta cobria o que parecia ser um brasão. A pessoa que queria falar com ele era, sem dúvida, importante, mas preferia passar incógnito pela cidade.. Após percorrer a zona portuária, a carruagem tomou o rumo da Tijuca, passando por uma fazenda de café, que Robert achou interessante por ficar ao sopé da montanha, meio que encarapitada. A carruagem , por fim, parou numa elegante casa com jardim, cuja quietude convidava ao relaxamento. A senhora conduziu-o ao alpendre, onde um jovem o levou para o vestíbulo da casa, elegantemente decorado com tapeçarias de fino gosto, e podia ver cristais finos em uma cristaleira estrategicamente colocada num canto da casa.&lt;br /&gt;- Aguarde aqui, por favor – disse, com voz baixa, a senhora.&lt;br /&gt;                         Quinze minutos depois. Um homem adentra o salão, e Robert o reconheceu rapidamente. Seu pai falara dele, de quando o conheceu, um garoto de quatorze anos, assustado e talvez temeroso de suas responsabilidades. Mas o homem que Robert via ali era um homem na quintessência de sua personalidade, a personificação do poder moderador do império. Mal o viu, fez uma mesura e se inclinou, mas o homem levantou a mão, contendo o gesto.&lt;br /&gt;- Com que então o filho de meu amigo vem a este país. Como está seu pai, O Comandante Nigel?&lt;br /&gt;- Almirante agora, Majestade. Ele me falou muito do senhor.&lt;br /&gt;- Tanto tempo, tanto...Me lembro da última vez que conversamos. Ele me aconselhou a sempre fazer o melhor para o país, e é o que tenho sempre feito. Minhas desculpas se me cerco de um aparato como este. Pena que não pudemos ser apresentados em circunstâncias mais favoráveis.&lt;br /&gt;- Também lamento isso, Majestade, e a minha missão aqui é avaliar as coisas para que se possa por um fim a isto. Saiba que o ministro Christie não é de voto unânime no Parlamento.&lt;br /&gt;-Sei disso, meu jovem. Também possuo meus olhos e ouvidos. Permita-me apresentar o Barão de Penedo, nosso representante na corte de St. James&lt;br /&gt;                Logo depois adentrou um  homem na faixa dos trinta e cinco anos, com uma sobrecasaca de corte elegante e gravata púrpura, de porte tão altivo quanto o Imperador&lt;br /&gt;- E então, meu jovem, quando finalmente esta, como direi...indisposição vai ter fim?&lt;br /&gt;- Sou apenas um observador, sr. Barão. Isso vai depender de como meu governo interpretará meus relatórios.&lt;br /&gt;- Eu espero que eles tenham bom senso, falando com franqueza.&lt;br /&gt;           Ambos sabiam que a situação chegava a um impasse, que não seria resolvido facilmente. O Imperador já havia recorrido à arbitragem internacional, um gesto sábio, mas que faria com que a situação ficasse apenas mais atritada. O árbitro escolhido, o rei da Bélgica, era famoso por ser muito escrupuloso nesses assuntos,  e dera ganho de causa, com algumas ressalvas, ao Brasil, mas os ingleses não se deram por satisfeitos, e, como a maioria no parlamento era de conservadores, forçaram ainda mais a situação, ordenando o apresamento dos navios brasileiros.&lt;br /&gt;- Mas as coisas não andam sempre como queremos, não é capitão?&lt;br /&gt;- Temos apenas de tirar sempre o melhor proveito de tudo.&lt;br /&gt;- Observação sábia. Acho que temos um diplomata de valor aqui, Majestade.&lt;br /&gt;- Disso eu jamais duvidei. Muito obrigado, Barão. Agora, se nos der licença...&lt;br /&gt;          O Imperador e Robert ficaram a sós, e puderam descontrair um pouco. Robert deu notícias do pai, e não ficou surpreso em saber da correspondência entre os dois, cuja amizade era sincera e profundamente recíproca. &lt;br /&gt;- Com que então seu pai está bem. Folgo em saber, meu jovem. Mas me conte de sua viagem. Já reencontrou seus parentes aqui?&lt;br /&gt;- Ainda não, Majestade.. Devo fazer isso em breve.&lt;br /&gt;- Então fará uma coisa para mim, em nome da amizade com seu pai. Poderá fazê-lo?&lt;br /&gt;- Se não for contra meu país, farei sim, Majestade&lt;br /&gt;- Então, sejamos mais francos ainda. Quero que tu verifiques a situação do Prata para mim. Sei que já deves estar informado do que acontece lá.&lt;br /&gt;         Robert então contou das observações que andara fazendo sobre a região do Prata, especialmente o Paraguai, que iniciara uma expansão militar que preocupava os países fronteiriços. Isso era algo providencial demais. Uniria o útil ao agradável, além de ter a oportunidade de visitar sua tia Nadejda.&lt;br /&gt;- Posso contar convosco, meu jovem?&lt;br /&gt;- Claro que sim, Majestade. Será uma honra para mim&lt;br /&gt;- Então, meu jovem, seja célere. Que Deus o acompanhe. Sempre que quiser manter algum contato , escreva aos cuidados da Condessa do Barral. Ela me encaminhará tudo o que enviares.&lt;br /&gt;- Está certo, Majestade. Assim será feito&lt;br /&gt;        Robert tomou o barco que o levaria a Porto Alegre no fim da tarde, fazendo a viagem com o Pôr-do-Sol. O pai estava certo. Mesmo o entardecer nesta terra era diferente. Sentiu-se identificado, não somente por ter nascido nela, mas, um pouco por parte da mãe, ter herdado a sensibilidade tão presente na cultura do povo, como o pai descrevia a ele.  A chegada a Porto alegre foi uma mostra de quão grande era a diferença entre os vários cantos de um país tão grande. Era uma azáfama diferente do lufa-lufa barulhento do Cais Pharoux. Havia um fluxo diferente de pessoas, que ele logo reconheceu, pelo acento, serem alemães, com seus rostos circunspectos e sua fisionomia fechada. Mas logo essa atmosfera foi quebrada pela chamada do primo, que já o esperava.&lt;br /&gt;- Robert! Primo! Que bom que chegou! O que vai preferir? Ir a cavalo ou de carroção? Vamos ter mais ou menos um dia e meio de viagem até a estância. Sugiro que vá no carroção, ficará melhor.&lt;br /&gt;- Não, primo, preferirei ir a cavalo. Assim conversamos melhor.&lt;br /&gt;- Não está querendo fazer figura, não, primo?&lt;br /&gt;- Não. Ainda me garanto em uma sela.&lt;br /&gt;       E assim foi. Cavalgaram juntos, trocando informações e pondo a conversa em dia. Lucas falou a ele mais da situação da região, que, até aquele momento, vivia uma paz tensa, com a ameaça da expansão militar paraguaia. O orçamento do país estava todo comprometido com operações militares e gastos com defesa. Tudo indicava que haveria guerra, mas ninguém havia ousado derramar o primeiro sangue.&lt;br /&gt;       A conversa tornou a viagem mais curta, e, um dia depois, uma tia saudosa recebeu Robert no alpendre da estância, abraçando-o calorosamente, beijando-o nas faces e na boca, como fazia quando ele era criança&lt;br /&gt;- Mas que homem você se tornou, Robert! Seu pai deve estar orgulhoso...Me conte dele, como ele está? Leonor, me fale dela, ainda se preocupa com  você como se tivesse dez anos?&lt;br /&gt;- Ainda, tia Nadejda. Ainda&lt;br /&gt;- Me perdoe se seu tio não está aqui, é que ele está em viagem de negócios a Rio Pardo, e só estará aqui amanhã; Mas entra, vem, toma um banho, descansa, e depois conversaremos...&lt;br /&gt;       A conversa seria bem longa...&lt;br /&gt;       Então contou de sua missão na áfrica, o que tinha vindo fazer no Brasil. A família era um laço de confiança, e ele sabia que podia confiar em sua tia. A seguir, contou das peripécias na Índia e na China, e, depois, mais discretamente contou à tia a sua verdadeira missão. Além disso, contou o encontro que tivera com o Imperador e com o Barão de Penedo, na casa da condessa do Barral.&lt;br /&gt;- Fizeste bem em aceitar, meu sobrinho. O Imperador tem grande estima por teu pai. Mas vamos, vamos comer aquele assado que tanto gostaste, da última vez que vieste aqui, ainda garotinho.&lt;br /&gt;           O assado foi comido com gosto, e Robert realmente relaxou, depois de uns bons goles de vinho.No dia seguinte, daria uma cavalgada pela região. Pois precisaria se aclimatar a ela logo, logo.&lt;br /&gt;           Nesse ínterim, no Rio de Janeiro, o governo inglês, mesmo perdendo a causa com arbitragem justa, recuou-se a enviar qualquer pedido de desculpas ao governo brasileiro. Isso resultou no imediato rompimento de relações diplomáticas com o Brasil, e a chamada do ministro Christie para Londres. As coisas estavam todas ao ponto de explosão, o que não demoraria a acontecer...&lt;br /&gt;            Robert e Lucas tomaram o caminho da porteira assim que o sol clareou. Precisava tomar conhecimento da terra, saber como viviam as pessoas e como era a sua economia.  Mas, do mesmo jeito que se apaixonara pelo Rio, também caiu de amor pela campanha, era uma região que pareia não ter fim, seus campos cortados aqui e ali por árvores isoladas. Aquela paz logo seria envolvida pela névoa da Guerra..&lt;br /&gt;             No Paraguai, Solano Lopez armava cada vez mais o seu exército. A todos dizia que era para garantir a defesa contra qualquer ofensiva vinda de Entre-Rios e Corrientes, que viviam em luta com Buenos Aires pela Supremacia da região. Intervia inclusive nas disputas políticas entre blancos e colorados visando desestabilizar ou um lado ou outro. Mas ele tinha mais simpatias com os colorados, e fomentava o descontentamento deles. &lt;br /&gt;               A primeira coisa que Robert notou, em sua cavalgada pela região, era que ela era um “vazio topográfico”, pois não havia mapas precisos da região, e isso constituía um enorme risco para as operações militares. Quando perguntou a Lucas o porquê dessa negligência, recebeu uma resposta um tanto indignada dele, pois se sentia um pouco frustrado por saber que, embora houvesse um grupamento topográfico em Rio Pardo, eles nada fizeram além de medir as fazendas dos aristocratas , em vez de mapearem a região ao redor. Isso teria um custo grande em vidas.&lt;br /&gt;- Mas isso é um absurdo! – comentou à larga Robert, imaginando como seria lutar em um terreno sem ter nenhum mapa.&lt;br /&gt;- Claro que é, meu primo, mas o que se pode fazer? Aqui as coisas ainda são ditadas pelos caudilhos locais, todos oficiais da Guarda Nacional, mas acima de tudo caudilhos. Meu pai é um dos que pensa diferente, mas ele é uma voz isolada.&lt;br /&gt;- Mas a Guarda Nacional estará preparada? Ouvi dizer que ela é apenas uma força decorativa, sem qualquer experiência&lt;br /&gt;- Veja por mim, meu primo: onde acha que estou? Estou no exército, exatamente porque a Guarda Nacional é o que é: um bando de pomposos incompetentes.&lt;br /&gt;           Robert agora compreendia o quanto a situação era séria. Era realmente necessário dar uma verdadeira reviravolta para que o exército e a Guarda Nacional fossem forças dignas do nome. Mas seria necessário, igualmente, uma pessoa que tivesse uma grande personalidade, para que essas mudanças fossem realmente implementadas..&lt;br /&gt;            Dois dias depois, Lucas Almada, o pai, chegava À estância do Lagar. Trazia novidades de Rio Pardo e alguns jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, e se alegrou ao ver Robert na estância.&lt;br /&gt;- Buenas, rapaz.. Vejo que o garoto que eu vi da última vez se transformou num homem.&lt;br /&gt;- Apenas responsabilidades demais. Mas tudo bem. São os ossos do ofício.&lt;br /&gt;             Abraçou o tio e, depois, puseram-se a conversar sobre as coisas que ele via acontecer, os preparativos militares paraguaios , tudo isso era assunto de bar e de cantina. Podia-se dizer que  Solano Lopez era menos sabedor dos seus planos do que muita gente que rodeava por aí. Mas ele estava alerta, assim como o comandante Brotheridge faria, mas ele estava em Recife ainda acamado. Então, resolveu agir por sua própria iniciativa.&lt;br /&gt;             Iria procurar o Almirante Tamandaré, a mais alta autoridade imperial da região, e iria ter uma conversa séria e talvez ele não quisesse , mas ele iria tentar receber alguém que tem algo precioso para dividir com ele. &lt;br /&gt;             A primeira impressão que teve sobe o Almirante Tamandaré não foi das mais positivas. Parecia mais um burocrata do que um oficial comandante, e a voz macia não parecia inspirar autoridade. Mas ele percebeu que ele era um comandante competente, apenas não era carismático, como tantos que conhecera em serviço.&lt;br /&gt;- Com que então está acompanhando os planos de Solano Lopez. Não deverias estar tentando superar esse imbróglio que seu governo e o nosso criaram?&lt;br /&gt;- Isso os diplomatas vão resolver, almirante. Minha missão aqui é outra.&lt;br /&gt;- Sei da sua missão aqui, meu rapaz. Fui instruído a colaborar consigo no que for pertinente e possível.&lt;br /&gt;- Com que então o senhor sabe dos preparativos de Solano Lopez.&lt;br /&gt;- Sei tudo que preciso saber no momento, meu jovem. Ao menos seus compatriotas não nos incomodam aqui.&lt;br /&gt;             Ele se referia às três fragatas comandadas pelo almirante Deakins, Medusa, Argus e Ájax, que patrulhavam o Atlântico Sul  Baseadas em Santa Helena, que eram famosas caçadoras de navios de tráfico de escravos na rota de Madagascar, e, agora, com o fim do tráfico, protegiam a rota para a Índia.&lt;br /&gt;- Mas e as operações no Rio da Prata?&lt;br /&gt;- Nos apenas monitoramos o tráfego dos barcos na foz do rio, e fazemos combate ao contrabando. Não queremos causar incidentes&lt;br /&gt;- Concordo com isso,mas não seria interessante que tivéssemos um homem lá em Assunção?&lt;br /&gt;- Seria óbvio demais um brasileiro, já que Solano Lopez  instiga contra o Brasil. Mas um cidadão inglês, acima de qualquer suspeita...&lt;br /&gt;- Entendi, e acho uma boa idéia, apenas avisarei meu primo e minha tia de que farei uma  viagem pela região.&lt;br /&gt;- Como queira, mas me mantenha informado.&lt;br /&gt;              Depois, na fazenda, ele contou a seu primo os planos que tinha engendrado com Tamandaré, e o alcance deles até Assunção. Explicou que ficaria hospedado na casa do ministro inglês, Thornton, e que sempre os manteria informados. |Descansou aquela noite, pois a viagem para Assunção seria longa e difícil...&lt;br /&gt;              Assunção, capital do Paraguai, era uma cidade onde a cultura espanhola e índia andavam muito juntas. Na chegada, Robert notou que a cidade tinha aquele clima de apreensão típico de lugares assaz vigiados. Notou que era seguido, mas logo foi chamado ao sair do embarcadouro.&lt;br /&gt;-Señor Willingthorpe! Señor Willingthorpe! Aqui, por favor&lt;br /&gt;- Quem é você? Não era esperado. Onde está o ministro?&lt;br /&gt;- Está naquele coche, señor. &lt;br /&gt;               O empregado carregou as bagagens de Robert e empoleirou-se na traseira do veículo, enquanto Robert entrava  era recebido por Sir Andrew Thornton, representante britânico em Assunção. &lt;br /&gt;- Fez boa viagem, capitão? Espero que sim&lt;br /&gt;- Muito boa, Sir Andrew. Mas notei algo estranho, como se...&lt;br /&gt;-Estivesse sendo seguido? Esbirros de Lopez. Todo estrangeiro que chega, mesmo nós, que temos investimentos e estamos mecanizando seu país, é vigiado por sua policia secreta, os chamados “orejas”. Não se engane com o país. É um local extremamente fechado.&lt;br /&gt;               Enquanto a carruagem se dirigia para a casa se sir Andrew, Robert pôde sentir a atmosfera. O país, sob dois ditadores, tinha ficado isolado, sem muita comunicação a não ser pelos rios, que eram as artérias comerciais mais utilizadas da região. Sob Francia e Carlos Antônio Lopez, pai de Solano Lopez, o país tinha se voltado pra dentro, e não havia nem mapas precisos, pois Os ditadores temiam a facilidade de invasão, e procuraram fazer do país um desconhecido, um borrão na geografia da região.&lt;br /&gt;                Quando chegaram, Sir Andrew convidou Robert a partilhar do chá antes que fossem tomar banho. Sabia que tinha de conversar com esse enviado, pois tinha informações preciosas a passar, antes que fosse tarde demais. Depois que o chá foi servido, conversaram inicialmente amenidades, e, entre elas, sempre trocavam alguma informação. Assim, Robert soube que, mesmo dentro da casa eles eram vigiados, pois Solano Lopez não confiava em ninguém, e mesmo entre os empregados havia “orejas”.&lt;br /&gt;- Bem, haverá um jantar esta  noite, em homenagem aos diplomatas no Palácio Presidencial. Ele gosta de fazer isso pra conhecer os que servem no país, para sentir sua simpatia ou não pelo governo. Mas lhe aviso. Ele é um homem difícil, e tem uma mulher que é uma verdadeira eminência parda. Você a conhecerá na festa.&lt;br /&gt; - Quero estar a par de tudo, pois tenho muito o que relatar ao governo&lt;br /&gt;                À noite, envergando uma casaca civil, acompanhou Sir Andrew até o palácio presidencial, onde um fluxo de carruagens e tílburis já se amontoavam em frente da entrada principal, entrando sempre na ordem de três por vez. Eram anunciados, e depois adentravam ao salão, onde , postado num pedestal alto, com baldaquino, estavam o presidente e a mulher que Sir Andrew havia comentado. Um a um, os diplomatas foram se aproximando e rendendo respeitos a Solano Lopez e a Elisa Lynch, a cortesã irlandesa que ele trouxe ao Paraguai e que já amealhara uma imensa fortuna em terras e jóias, algumas delas ostentadas por ela naquele momento.&lt;br /&gt;- Señor Presidente, permita representar Robert Willingthorpe, representante comercial da Empire Steel Company&lt;br /&gt;- Mucho Gusto, señor Roberto – disse em espanhol, embora se soubesse que ele dominava perfeitamente o inglês – Bienvenido al Paraguay&lt;br /&gt;                 Robert viu Solano Lopez mirá-lo de alto a baixo, como que a analisar sua figura, tentando saber se ali estava um representante comercial ou algo mais...Depois, dirigiu-se para o centro do salão, e fez um sinal para a orquestra, posicionada no andar de cima, para que a música se espalhasse. Os acordes de uma mazurca encheram o salão, e os pares começaram a dançar. Sir Andrew iniciou uma conversa com o embaixador americano,  e Robert observava o salão, quando foi interpelado por um toque suave em sua manga.&lt;br /&gt;- A curiosidade intrépida é uma característica inglesa? – disse uma jovem de olhos e cabelos negros, que emolduravam o rosto trigueiro.&lt;br /&gt;- Sempre quando nos sentimos adversos. Nos leva pra frente.&lt;br /&gt;- Leve-me para dançar. Ficará melhor para falarmos. Confie em mim&lt;br /&gt;             A mazurca passou a uma valsa, onde ele finalmente ficou frente a frente com aquela jovem mulher, de um tipo diferente de beleza, os traços hispânicos encontrando a tenacidade dos índios.&lt;br /&gt;- Não tivemos ainda a oportunidade de sermos apresentados, señorita...&lt;br /&gt;-Maria Isabel Pulido Almará&lt;br /&gt;- Robert Shatov-Willingthorpe&lt;br /&gt;- Sei quem você é. Meu tio foi avisado da sua vinda&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Seu superior imediato não é o comandante Brotheridge?&lt;br /&gt;- Sim, é ele, mas como sabe de tudo isso?&lt;br /&gt;- Meu pai era um dos informantes dele aqui. Mas ele teve de fugir para não ser fuzilado&lt;br /&gt;             Na dança, para não atrair curiosidade, ela contou do pai, que era um político local, Julian Pulido, que fazia oposição a Lopez, até que , preso, teve seus bens confiscados, e ela teve de viver com um tio. Depois, ajudado pelos ingleses, o pai dela tinha conseguido fugir, levando uma parte da fortuna que Lopez não tinha conseguido pôr as mãos, e usando-a para financiar a filha e uma rede de agentes antilopiztas.&lt;br /&gt;- Aqui não é seguro. Todos os empregados do baile são “orejas”. Lopez não confia em ninguém. Vamos conversar amanhã. Meu tio enviará a você um convite pra almoçar. Lá, cavalgaremos e poderemos nos falar melhor&lt;br /&gt;- Aguardarei, então.&lt;br /&gt;             Depois, ao recolher-se pra dormir, não pôde deixar de pensar nela. Era uma bela mulher, de colo farto, ombros sensuais e voz idem. Era uma espécie de bálsamo na crueza daquela missão. Lembrava dos cabelos e olhos negros, das sobrancelhas em arco, pronunciadas, que davam a ela um igualmente sensual toque de autoridade. Era completamente diferente de sua mãe, Leonor, que possuía aquela altivez melancólica típica das mulheres portuguesas, que enganava quem observasse superficialmente. Maria Isabel tinha o olhar firme, direto, de quem parecia estar acostumada a comandar, e jamais ser questionada. A ansiedade o dominou, e, por muito pouco, não passou a noite em claro...&lt;br /&gt;             No dia seguinte, depois de cumprir a agenda com Sir Andrew, pediu que selassem um cavalo, pois iria se dirigir à hacienda dos Pulido, que ficava a umas duas milhas da cidade. Era um lugar aprazível, situado à beira do rio, com as plantações de mate se desdobrando na encosta. Sabia que estava sendo seguido, pois notou o cavaleiro pouco depois da saída da cidade. Ficou a imaginar como vivia o povo, com essa constante vigilância. Assim que chegou ao portão da hacienda, foi saudado por Ernesto Pulido, tio de Maria Isabel, um dos grandes fazendeiros de mate da região.&lt;br /&gt;- Saludos, señor Roberto! Bienvenido!&lt;br /&gt;- Saludos, señor Pulido!Es un gran honor adentrar su casa&lt;br /&gt;- Mi casa es su casa, señor Roberto. Bienvenido.&lt;br /&gt;- Gracias, señor Pulido&lt;br /&gt;-Por nada. Mucho gusto en tenerlo en mi casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Depois das apresentações, Ernesto o convidou a entrar , e, já dentro da casa, começaram a conversar em inglês;  Ernesto explicou a situação do país, e os contatos da rede antilopizta, que tinha ramificações nos países vizinhos. Eram paraguaios exilados por Lopez, para silenciar a oposição a ele. Alguns foram mesmo assassinados, pois eram as vozes mais eloqüentes.  Alguns minutos depois, Maria Isabel apareceu, usando um vestido de cor violeta, com uma faixa branca na cintura.&lt;br /&gt;- Hola, Roberto¬! Venga! El Almuerzo se está servido!&lt;br /&gt;- Gracias, Maria Isabel&lt;br /&gt;              O almoço foi regado a um excelente vinho, e, enquanto almoçava, Robert prestou mais atenção nela. Tinha curvas sinuosamente suaves, mas por detrás delas parecia existir uma força que, longe de afastar, cativava. Cada gesto parecia impregnado dessa força, mesmo os mais simples, dando a ela uma atmosfera intensamente apaixonante. Tal olhar não passou despercebido a Ernesto Pulido, que, de si para si, se divertia com a corte sem palavras que Robert fazia à sobrinha...&lt;br /&gt;              Depois do almoço, Maria Isabel e Robert cavalgaram juntos, ela a mostrar a extensão da fazenda, as plantações de mate – Ernesto fornecia mate ao exército, e , numa raridade, era bem pago por Lopez, que costumava ser mau pagador – e o riacho de águas cristalinas que movia a roda d’água da fazenda. Conversaram sobre várias coisas, sobre a Inglaterra, sobre a vida dela, sobre as missões dele na África&lt;br /&gt;- Com que então é um aventureiro, Robert&lt;br /&gt;- Apenas uma pessoa viajada, creio eu.&lt;br /&gt;- As pessoas viajadas geralmente dão vazão a suas paixões. Você faz isso? – Perguntou, a intimidade já nascida da proximidade.&lt;br /&gt;- Vivo a vida sem muitas perguntas. Já é trabalhoso viver, quanto mais questionar a vida.&lt;br /&gt;- Isso são palavras que meu pai diria. Ele é assim como você, Robert. É mais importante viver que questionar como se vive.&lt;br /&gt;               Voltaram da cavalgada no final da tarde, e Ernesto convidou-o para passar a noite, pois, mesmo com a alardeada de que “no Paraguai não havia bandidos”, era melhor pernoitar e, na manhã seguinte, seguir viagem de volta a Assunção. Robert foi instalado no quarto de hóspedes, onde havia uma janela na qual ele podia observar o rio correndo por entre a propriedade. Recostou a cabeça no travesseiro e se sentiu, como há muito não se sentia, feliz, pois, de alguma forma, ela adentrara em seu coração. Não tinha tido grandes aventuras amorosas. Claro que houve os casos passageiros com as moças de sua região, alguns flertes nas cidades coloniais e ocasionalmente, uma ou outra modelo, mas jamais se apaixonara.&lt;br /&gt;              Súbito, ouviu um ruído de passos, lentos mas decididos. Vinham se aproximando com calma, cuidadosamente, do seu quarto. Será que alguns dos empregados do señor Ernesto seria, também, um “Oreja”. Puxou a pequena pitola do bolso secreto da sobrecasaca e esperou..Uma silhueta parecia definir-se nas frestas da porta, e, quando a porta ia se abrindo lentamente, Robert, num puxão, trouxe a figura quarto adentro, derrubando a candeia que carregava. Mal se recuperou da investida, reconheceu a figura de Maria Isabel, apenas em roupas de dormir.&lt;br /&gt;- Está com medo dos “orejas”, Roberto? Não se preocupe, não sou um deles.&lt;br /&gt;- Confesso que estou receoso, depois de tentarem me seguir, e notei que nos seguiam quando estávamos cavalgando.&lt;br /&gt;- Sei disso, mas vem, e não tenha mais medo..&lt;br /&gt;               Ela o envolveu num abraço longo, forte, que o fez se render ao que há muito já era parte dele... Ela, mais que ele, parecia conduzir cada toque, cada vontade, cada beijo. Ele quis dizer algo, mas ela o calou com o mais longo dos beijos, e recebeu toda a intensidade dele dentro dela, a cada estocada mais forte, mais intensa, ela absorvendo cada parte dessa intensidade, como um torvelinho a carregar tudo dentro de si, com os ventos fortes do amor...então, os dois juntos se deram, e um abraço mais forte, um beijo mais intenso simbolizou a união dos amantes, a semente dele fazendo parte das entranhas dela....&lt;br /&gt;                No dia seguinte, ele tomou o caminho de volta a Assunção, mas já não era mais o mesmo homem. Era um homem apaixonado, coração pertencendo, agora, a Maria Isabel, o que fazia a ternura invadir seu peito e se alastrar ser adentro...Mas seus instintos não o deixavam, e logo percebeu que estava novamente sendo seguido, mas de forma mais próxima. Esporeou o cavalo para ter mais velocidade, e rapidamente dobrou uma encosta da ravina, e, após esconder a montaria, subiu a encosta, vendo ao longe o outro cavaleiro que o seguia. Quando este se aproximou, ele pulou e derrubou-o da sela, tirando a pistola da sobrecasaca e apontando para a cabeça do homem.&lt;br /&gt;- Porque me siegues, hombre?- disse em espanhol – Quien es tu jefe?&lt;br /&gt;-Òrdenes – respondeu – de El Supremo – usou um dos títulos pelos quais Solano Lopez era conhecido – Los extranjeros sán espias.&lt;br /&gt;                 Ele não podia fazer nada. Seu segredo poderia ser descoberto, e os riscos para Maria seriam terríveis. Usando a própria corda do chapéu do homem, o estrangulou, e jogou o corpo no rio, onde, se sabia , era infestado de piranhas. Cavalgou mais rápido e chegou a Assunção, onde sir Andrew o esperava, e mais alguém. Logo reconheceu os bigodes e a barba espessos do comandante Brotheridge, que foi o primeiro a cumprimentá-lo&lt;br /&gt;- Parabéns, meu caro, venho aproveitar esta cidade para pormos a conversa em dia. Sir Andrew me falou muito de você e de seu desempenho aqui. As informações que me transmitiu são muito preciosas. Uma boa notícia: foi promovido a comandante.&lt;br /&gt;- Obrigado, Comandante Brotheridge&lt;br /&gt;- Somos colegas agora, rapaz. Chame-me de Lionel&lt;br /&gt;                No jardim, um dos poucos locais mais reservados da casa,  Robert contou de seu entrevero com um dos esbirros de Lopez, e que teve de matar o tal. Sir Andrew lamentou, pois qualquer coisa que provoque a ira do ditador teria represálias terríveis, Robert pensou em Maria Isabel, e temeu por ela...&lt;br /&gt;                 Nos meses que se seguiram , o contato entre eles ficou mais forte, mais ardente, onde cada um parecia antecipar os desejos do outro, em intensidade e vontade. Ele igualmente se desempenhava nas suas funções d inteligência, ora fazendo contatos dentro de Assunção, ora nas províncias. Descobriu que Solano Lopez governava com um estado policial de maior envergadura que ele imaginava, com agentes em todos os cantos, monitorando especialmente os estrangeiros, mesmo os que estavam trabalhando no país, especialmente os brasileiros, alvo das maiores campanhas de Lopez.&lt;br /&gt;                 Numa das visitas a Ernesto e Maria Isabel, ele ventilou a possibilidade de tirá-los de lá,  pois a situação estava recrudescendo, e vários diplomatas e oposicionistas de Lopez estavam sendo presos.&lt;br /&gt;- Mas para onde iremos? Não temos outro local além desta fazenda.&lt;br /&gt;- Minha tia tem uma estância, a Estância do Lagar, a algumas milhas de Porto Alegre, na província do Rio Grande, a uns dez dias de viagem, parte pelo rio.&lt;br /&gt;                 Ernesto pensou um pouco, matutou, depois respirou fundo, olhando as terras da varanda da casa. Depois, encarou seriamente os dois e aquiesceu.&lt;br /&gt;- Assim seja...Se Deus assim quiser, voltarei a ver minhas terras.&lt;br /&gt;                 E assim foi. Ernesto Pulido, Maria Isabel e muitos outros deixaram o Paraguai, agora um feudo pessoal dos Lopez. Tudo estava armado para o confronto, faltava apenas, como em todos os conflitos, algo que deflagrasse, a centelha final...&lt;br /&gt;                 Na estância do Lagar, as coisas estavam tensas, agitadas, com a volta de Lucas de rio Pardo, em suas viagens de negociação do gado, que já havia suspeitas de uma grande movimentação de tropas paraguaias na região de Corrientes, em vias de invadir a região. Robert passara alguns dias supervisionando a instalação de Ernesto e Maria Isabel nos aposentos de viagem da estância, reservados para hóspedes em passagem. Robert quis se responsabilizar pelos Pulido enquanto estivessem lá, mas Lucas se recusou terminantemente.&lt;br /&gt;- Meu sobrinho, se eles vem de coração, de coração ficarão, e não se fala mais nisso. Agora vá cuidar da sua tia, que morre de saudades de ti.&lt;br /&gt;                 Ele se aprestou a ver a tia, que simplesmente o esperara este tempo todo, Nadejda parecia ainda mais bela na maturidade, com madeixas grisalhas já aparecendo no cabelo preso em coque. Mas ainda assim, ela era de uma essência rara, daquelas pessoas que sabiam e sentiam cada coisa no coração e na alma.&lt;br /&gt;- Com que então meu sobrinho se apaixonou... Quem é a felizarda, posso saber?&lt;br /&gt;- Acho até que a senhora já sabe, minha tia&lt;br /&gt;- A sobrinha do senhor Pulido? Ela é uma bela moça, de caráter forte.&lt;br /&gt;- Sim, minha tia, e eu a amo.&lt;br /&gt;- Isso está na sua cara. Mas me diga, como está meu irmão , seu pai?&lt;br /&gt;- Bem, as notícias que recebi dele na Inglaterra são que ele irá se reformar&lt;br /&gt;- Para ele, não é nada bom. Seu pai sempre foi um homem do mar, jamais aceitará ficar em terra.&lt;br /&gt;             Conversaram mais e mais sobre Maria Isabel, ela a notar o brilho dos olhos dele, ele a falar do seu amor por ela, ela a se lembrar do amor do marido intenso mesmo nestes anos. Ela não sentia saudades da Inglaterra. Sabia que aquele lugar era seu lugar, que aquela era a sua casa, sem mais lembranças de outras vidas. Minutos depois, Maria Isabel chegou na sala, e os olhares se dirigiram pra ela.&lt;br /&gt;- Perdones, señora, no tuve la intención&lt;br /&gt;- No hay lo que perdonar, mi flor. Estábamos a hablar de ti&lt;br /&gt;- Mas pero…&lt;br /&gt;              Então ele falou da conversa com a tia, e de quanto a amava nessa vida, e que não poderia mais viver sem ela.. Maria Isabel e Nadejda trocaram um olhar cúmplice, no que uma sabia do coração da outra, e esse olhar valia mais do que mil palavras...&lt;br /&gt;               O casamento se deu debaixo de uma figueira florida, no terreiro da estância, e teve a presença de Lucas, que estava de serviço em  Porto Alegre, vindo com a esposa, Marilia, a filha do seu comandante de regimento, coronel Campolargo. Maria Isabel vestia o vestido de noiva de Nadejda, que o cedeu pra dar sorte, enquanto que Robert se vestiu à maneira da região, de chiripá de listras e ceroulas bordadas, com botas de fole e chapéu de barbicacho. A cerimônia foi celebrada pelo padre Winter, da paróquia vizinha, e foi depois uma festa só, tão divertida que ninguém se deu conta que os noivos escaparam discretamente...Nadejda se sentia feliz, pois mais uma vez viria um amor para unir a família...&lt;br /&gt;               E, finalmente, a centelha havia aparecido...&lt;br /&gt;               Depois de dois anos de paz tensa, a chama do conflito foi acesa. &lt;br /&gt;               Ao seguir viagem para assumir o governo da Província de Mato Grosso, o Presidente da Província, Frederico Carneiro de Campos, foi detido pelas autoridades paraguaias e o seu navio, o Marquês de Olinda, apresado. As autoridades paraguaias alegaram que o navio fazia contrabando e que a viagem do Presidente da Província era apenas cobertura. Uma delegação brasileira se dirigiu a Assunção, para tentar negociar uma solução diplomática, mas foi recebida friamente e convidada a se retirar, e os diplomatas considerados persona non grata no país, com a assertiva de que já existia “estado de guerra”. O maior conflito militar da América do Sul estava começando, e os Willingthorpe teriam seu papel nele...&lt;br /&gt;                      No momento em que a guerra começava, Robert estava na estância, quando recebeu duas mensagens, uma do comandante Brotheridge, e outra do Alm. Tamandaré; abriu primeiro a de seu comandante, que dizia , em tom  lacônico:&lt;br /&gt;“Você estava certo e eu errado. Agora você observador do conflito”. Instruções acompanhar Almirante Brasileiro. Nada mais, Brotheridge”&lt;br /&gt;                      A mensagem de Tamandaré era mais lacônica ainda. Dizia apenas pra se apresentar em Porto Alegre o mais rápido possível, para fazer parte, como observador, do estado maior do almirante. Quando chegou, Lucas já o esperava, pois estava reunindo os esquadrões de cavalaria da Guarda Nacional, e , desespero à parte, isso o consumia demais, pois simplesmente os batalhões e esquadrões se recusavam a prestar serviço, pois alegavam que a Guarda servia apenas a “questões internas”, e não à segurança externa, o que, diziam eles, era  “problema do exército e da marinha”. Lucas não ficou surpreso.&lt;br /&gt;                      A Guarda Nacional, criada por decreto do Regente Diogo Antônio Feijó, era um corpo militar formado para servir como força auxiliar, no combate às rebeliões que grassavam no Norte e no Sul do País. De início, era uma organização levada a cabo pelos políticos provinciais, que hauriam para sim postos e poder, criando uma organização que iria perdurar por mais de cem anos, transformando os senhores rurais, que compunham seu oficialato, em poderosos mestres político-militares, os “coronéis”. Amolecida por esses aristocratas, a Guarda se tornou uma força amorfa e acéfala, mais interessada em perpetuar poder político do que ação militar. Assim, se recusaram a entrar em ação, não deixando a Lucas outra opção senão recrutar os poucos soldados existentes, cuja lealdade era questionável, pois, além de não receberem o soldo havia três meses, não havia uniformes e munição. Mas já era tarde...&lt;br /&gt;                        A máquina de guerra de Lopez já se movia. Seus alvos eram o Rio Grande do Sul  e Mato Grosso. Mas pareciam muito mais uma turbamulta de saqueadores do que um exército invasor...&lt;br /&gt;                        Ainda em Porto Alegre, Robert se reuniu com o Almirante Tamandaré, que coordenava as operações navais. Já se havia feito o bloqueio do Prata, impedindo navios paraguaios de terem acesso ao mar. Mas era preciso bloquear e controlar o curso baixo do rio, mas os oficiais se depararam com uma realidade dura. Não havia mapas hidrográficos detalhados da região, nem mesmo topográficos. Francia e os Lopez, na ânsia de isolar o país, haviam proibido qualquer tipo de expedição geográfica ao Paraguai, com receio de que os mapas fariam a facilitação das invasões . A campanha começaria com os aliados – que já se sentavam à mesa de negociações – geograficamente cegos...&lt;br /&gt;                      Na estância do Lagar, a situação era apreensiva. Lucas, o pai, já havia voltado de vender gado em Rio Pardo, e já tinha visto a movimentação das tropas e de material. Já havia informes de Lopez avançando rapidamente, eliminando uma colônia militar em Mato Grosso e ganhando terreno em direção a Uruguaiana, que, embora ficasse a certa distância do Lagar, era um lugar próximo o suficiente para se ficar alerta. Nadejda antes dele, já havia providenciado a estocagem de alimentos e viveres no Torreão, para qualquer caso. Os empregados já haviam recebido ordens, e estavam alertas, piquetes sempre percorrendo os limites da fazenda, a fim de relatar qualquer movimento das tropas paraguaias.&lt;br /&gt;                    Maria Isabel ajudava Nadejda em tudo, sendo uma segunda em comando naquela azáfama toda. Aprendera a admirar a irmã de seu sogro, a seguir-lhe os passos onde quer que fosse, muitas vezes tomando à frente das coisas. Queria se ocupar, até porque, quando parava, o pensamento a levava até Robert...Amava aquele homem, mais do que qualquer coisa na vida...&lt;br /&gt;                     A invasão do território brasileiro se de em dois eixos: por Mato Grosso e por Uruguaiana, no rio Grande do Sul. O que Lucas mais temia havia acontecido: sem tropas preparadas, os paraguaios passaram rapidamente a fronteira e se concentraram em MatoGrosso, que era a mais isolada das províncias do Império. No Rio Grande do Sul, as tropas paraguaias facilmente contornaram os arroios que circundavam a região e entraram na cidade, mas foram expulsos, e então montaram uma estratégia de cerco...&lt;br /&gt;                     Enquanto isso, os aliados, Argentina Uruguai e Brasil, se organizavam e montavam suas cadeias de comando. Tamandaré ficou responsável pelas operações navais, já que a marinha brasileira era potencialmente a maior; Mitre e Flores se revezaram, nas primeiras fazes da guerra. Tinham uma difícil tarefa pela frente: transformar uma turbamulta desordenada em uma força de combate.&lt;br /&gt;                     Na estância, Nadejda e Maria Isabel organizavam a estocagem de provisões, arranjavam a colocação da pólvora e das munições e se preparavam para o que desse e viesse. Os piquetes de peões davam conta dos movimentos ao redor, tentando ver os paraguaios antes que fossem vistos. Depois de alguns dias , a Estância do Lagar estava preparada para deter qualquer paraguaio afoito que se aventurasse. Maria Isabel , por um instante, pareceu cambalear. Sabia o que estava acontecendo. Suas regras não tinham chegado, e ela era precisa como um relógio.&lt;br /&gt;- Com que então esperas um filho, minha flor? `- Perguntou Nadejda, ansiosa. – desde quando sabes?&lt;br /&gt;- Minhas regras não vieram, mas quis me certificar mais pra poder dizer. Mas Nadejda, ter esse filho, em meio a essa guerra...&lt;br /&gt;- Na minha família tem sido assim, Maria Isabel Eu mesma nasci em meio a uma batalha, na qual meu pai morreu.&lt;br /&gt;- Meu Deus! Espero que não seja assim com meu Robert...&lt;br /&gt;-Queira Deus não ser – pensou ela, não sem certa apreensão&lt;br /&gt;                    No estado-maior de Tamandaré, Robert constatava uma dura realidade: mesmo a marinha brasileira possuindo belonaves modernas e de bom poder de fogo, e já efetivado o bloqueio do Rio da Prata, não poderiam avançar para apoiar as tropas, principalmente porque, mas adiante, não se conhecia a calha do rio, e, dentro do território paraguaio não havia mapas detalhados, e nem um levantamento hidrográfico, o que queria dizer que se teria de confiar em prático e guias locais, cuja lealdade era sempre questionável. Juntando isso, era uma situação caótica, mas ainda assim Tamandaré resolveu mandar uma força de fragatas rio adentro, a fim de aprofundar o bloqueio, sob o comando do Almirante Barroso&lt;br /&gt;- Vai com ele. È um marinheiro de escol e um comandante bem capaz – disse Tamandaré – Mantenha-me informado.&lt;br /&gt;                   Assim, Robert Shatov – Willingthorpe começaria sua participação na guerra...&lt;br /&gt;                   No começo, nenhum dos exércitos aliados era bem equipado, treinado e muito menos organizado. No Brasil, as tropas provinciais e a Guarda Nacional eram despreparadas e muitas unidades se recusaram a combater. Em muitos lugares, o recrutamento forçado era regra, e ao lado dos Corpos de Voluntários da Pátria – criados para substituir os rebeldes Guardas Nacionais – também havia os “Voluntários da Corda” , soldados trazidos pelo recrutamento forçado, de todas as partes do país, sem treinamento nem equipamento, o que aterrorizava o Marechal Polidoro Ferreira, ministro da Guerra&lt;br /&gt;- Esses pobres-diabos nem sabem disparar um fuzil! Vão se escafeder quando virem o primeiro paraguaio!&lt;br /&gt;                   Nas proximidades de Uruguaiana, Lucas Almada comandava um piquete de cavalarianos que, como ele, era habituado ao rigor da Campanha, e percorria quilômetros sem arregar da sela. Havia observado os paraguaios de posição privilegiada, acompanhando todos os movimentos. Tinha ordens expressas de não se engajar em combate, mas era outro piquete, e quaisquer prisioneiros podiam ser fonte de informação. O piquete paraguaio se movia sem preocupação, aparentemente desconhecendo a presença de tropas brasileiras naquele local. Não portavam lanças como os cavalarianos de Lucas, mas clavinas, penduradas num boldrié ao lado da sela.  Ele estudou o grupo. Eram doze homens, contra quatorze dos seus. Mas se fossem vistos antes do tempo, os inimigos poderiam sacar suas clavinas e acabar com a aventura.&lt;br /&gt;                    Decidiu, então, pelo contorno. Havia um grupo de umbus que disfarçava seus cavalos e homens, e eles contornaram por aquela passagem. Agora estavam a mais ou menos dez passos dos paraguaios, mas ele não deu ordem de ataque, até que estivessem de prontidão. Os inimigos estavam mascando tabaco, sem se aperceber que logo cairiam em uma armadilha. Quando chegaram a uma distância ideal, Lucas desembainhou o sabre e gritou “Carga!” e os catorze cavalarianos atacaram, lanças e sabres em riste, pegando os paraguaios de surpresa, sem tempo de sacar suas clavinas. Muitos foram abatidos a pontaço de lança, enquanto outros caíram sob os golpes de sabre de Lucas. No final, apenas três dos doze sobreviveram, isso porque largaram as armas e se renderam. O butim – tabaco e armas – foi dividido entre os homens. O interrogatório revelou que os paraguaios não tinham como receber reforços, além de estarem esgotando os víveres da cidade. O comando ia gostar de saber disso&lt;br /&gt;                     Na estância, todos os cuidados eram tomados, com os peões alerta a qualquer tentativa de invasão. Lucas comandava, junto com Nadejda, as providências a ser tomadas. Ele olhava para ela e se lembrava da jovem que conhecera na Inglaterra, das vezes que cavalgavam juntos, das tantas vezes que se amaram...Parecia que nada mudara; era uma mulher de forte personalidade, mesmo como mulher tinha aquele quê de intensidade que fazia com que ele a amasse mais ainda...Ela ficara ainda mais bela na maturidade, com olhos mais intensos e expressão mais e mais apaixonante. Ele sabia que, enquanto vida ele tivesse, ele pertenceria a ela...&lt;br /&gt;                   Robert via a preocupação no rosto do Almirante Barroso. A progressão da flotilha era lenta demais, pois não se conhecia a calha do rio, e era-se obrigado a seguir um patacho de menor calado, que ia fazendo a sondagem da calha , para o curso seguro da flotilha.. Robert informara ao Almirante Barroso que os paraguaios teriam de confrontá-los mais adiante, pois tinham instalado chatas armadas nos largos do arroio Riachuelo, para interceptar a flotilha. As chatas armadas eram um perigo porque, tendo baixa silhueta, poderiam disparar antes que fossem localizadas e silenciadas. Eram ancoradas nas curvas do rio, de modo que só fossem observadas na proximidade, o que as tornava muito perigosas. O almirante dobrou a guarnição das gáveas, atentas a qualquer outro sinal. &lt;br /&gt;                  Maria Isabel contava os dias com uma determinação ferrenha. Amava Robert, e não queria que nada detivesse aquele amor, que estava sempre além dela, além de sua própria compreensão. Nadejda observava-a com ar de lembrança, pois era assim mesmo em seu amor por Lucas. A gravidez ainda não era muito visível, mas ela já sentia o vigor do fruto que trazia em seu ventre&lt;br /&gt;- Tem a força de do pai – dizia ela.&lt;br /&gt;                   A flotilha se aproximava do Arroio Riachuelo, observando cada curva de rio, que podia conter desde minas até mesmo as temidas chatas armadas, mas até então nada havia se visto. A flotilha paraguaia estava do outro lado do arroio, esperando... Teriam o elemento surpresa, pois atacariam antes que a frota brasileira tivesse tempo de se organizar. Robert estava no tombadilho do Amazonas, a nau capitânia da flotilha, seguida de perto pela Jequitinhonha, que navegava cautelosamente. Todas as peças se posicionavam para a batalha...&lt;br /&gt;                    Por um erro crasso, os paraguaios perderam o elemento surpresa Um dos barcos da frota paraguaia, o navio brasileiro capturado Marquês de Olinda disparou um tiro contra o Amazonas, sem muita gravidade, o que alertou a todos e deu tempo para a flotilha se preparar. A frota paraguaia, então, atacou, com uma velocidade que surpreendeu, cercando o Belmonte, o Jequitinhonha e o Paranaíba na passagem de Rincón de Lagraña. Os navios brasileiros lutaram bravamente, não se rendendo nem quando tiveram de encalhar para não afundarem. Cercado pelos três lados, o Parnaíba lutava para sobreviver. Quando um marinheiro paraguaio tentou arriar a bandeira imperial, um marinheiro brasileiro, Marcílio Dias, matou o paraguaio a golpes de cutelo, mas também ficou seriamente ferido. A vantagem parecia pender para os paraguaios...&lt;br /&gt;                    No convés do Amazonas, o almirante Barroso gritava ordens, tentando disciplinar os homens. Via a balança pender para o lado dos inimigos, quando, de repente, chamando seu prático, um argentino chamado Guastavino, deu uma ordem seca&lt;br /&gt;-Arremeta pra cima deles! Agora!&lt;br /&gt;-O senhor tem certeza? Questionou o prático&lt;br /&gt;- Calro que tenho! Sinaleiro!&lt;br /&gt;- Sim, almirante&lt;br /&gt;- Pendure no penol da caranguejeira a seguinte mensagem: “O Brasil Espera Que Cada Um Cumpra O Seu Dever”, agora mesmo!&lt;br /&gt;                   E assim se fez. Com o sinal hasteado, a capitânia brasileira, se valendo de seu calado menor e ser movida por rodas, começa a abalroar os navios paraguaios, adernando-os e forçando-os a encalhar. Robert comandava uma turma de abordagem, pronta a capturar quaisquer navios menores que forçassem passagem. Ocasionalmente trocava tiros com o pessoal de terra, que ficava entocado na margem&lt;br /&gt;- Ao que eu saiba, capitão, o senhor é tão somente um observador – Disse, em tom de ralho, o almirante Barroso.&lt;br /&gt;- Dessa maneira observo melhor, almirante – respondeu&lt;br /&gt;- Então apronte-se , que ainda não acabou!!!&lt;br /&gt;                   A ação do Amazonas mudou o rumo da batalha. Antes em vantagem, os paraguaios bateram em retirada, deixando a passagem de Rincón de Lagraña livre, com a flotilha brasileira em vigilância para bloquear aquela parte do rio. Robert supervisionava os danos. Afora os encalhes, as caldeiras tinham ficado intactas, não tinham sido atingidas seriamente. Os brasileiros perderam 124 homens.  A flotilha não tinha sido completamente destruída, mas aquela ação isolou o Paraguai do exterior, com o bloqueio da frota brasileira. Mas ainda havia a rede de fortaleza nas passagens restantes, de Estero Bellaco para diante, essencialmente Humaitá, que protegia  Assunção.&lt;br /&gt;- Então, meu jovem, acho que vais ter um relatório cheio pra escrever – disse em tom peremptório o Almirante Barroso – Vamos ver aonde nos leva essa guerra.&lt;br /&gt;                  Só depois que Robert assentou do trabalho de controlar as avarias e receber os relatórios de seção, é que ele havia notado que sofrera um ferimento à bala no braço esquerdo. O cirurgião de bordo cuidou disso, retirando um bom pedaço de estilhaço de artilharia de seu braço, enfaixando-o cuidadosamente. &lt;br /&gt;                  Depois desse episódio, a guerra chegou a um impasse, pois havia um conflito entre os oficiais da Tríplice Aliança, pois havia muita animosidade entre eles, especialmente entre argentinos e uruguaios. Somente com achegada dos generais Luís Alves de Lima e Silva, Barão de Caxias, e Manuel Luis Osório, é que se chegou a um ponto de disciplina. Soldos foram pagos, soldados reequipados e armados, e sofreram um exaustivo treinamento para se adequarem às condições de batalha. A guerra tomava novo rumo...&lt;br /&gt;                   Cada vez mais adiantada, a gravidez de Maria Isabel era acompanhada de perto por Nadejda, e cada vez mais ela sentia o adiantado do estado dela. Já se haviam passado oito meses, e logo aquela criança viria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Nas cercanias de Uruguaiana, o Capitão Lucas Willingthorpe Almada continuava a sua guerra de fustigação contra os paraguaios que cercavam a cidade. Já tinha havido notícias de um exército imperial rumando pra lá, a fim de levantar o cerco, mas ainda não era tempo. Os paraguaios não se aventuravam mais tão longe, e os cavalarianos chegavam cada vez mais perto, fazendo ataques surpresa e se retirando depois de provocar o maior numero de baixas possível.&lt;br /&gt;                       Maria Isabel, finalmente, deu o primeiro sinal de que seu filho já ia nascer. Uma contração, seguida de um jorro forte, era o sinal de que mais um Willingthorpe chegaria ao mundo. Ela olhou firme nos olhos de Nadejda, que respondeu ao olhar de temor com outro de confiança, e chamou Militina, a mais experiente parteira da estância, para ajudá-la. Aquilo era assunto de mulheres, e disso os homens de nada entendiam. Ao contrário, só atrapalhavam...&lt;br /&gt;                       Robert voltara ao estado-maior de Tamandaré, entregando o relatório, enquanto o comandante o lia, cofiando a barba branca. Parecia mais um vigário anglicano do que um almirante. Mas aquela expressão escondia uma pessoa de caráter ferrenho e uma personalidade idem, sempre assertivo, o que causava problemas, de vez em quando.&lt;br /&gt;- Com que então o Barroso deu – lhes uma surra de exemplo. Muito bm feito, meu jovem.&lt;br /&gt;- Almirante, com todo o respeito,  ainda faltam as fortalezas ao longo do rio, especialmente Humaitá.&lt;br /&gt;- Esse assunto já está resolvido, meu jovem. Vamos posicionar a frota e destruir em duas horas as baterias daquela fortaleza, e Assunção será nossa !&lt;br /&gt;- Almirante, posso ser franco?&lt;br /&gt;- À vontade, jovem.&lt;br /&gt;- O terreno ali é instável e difícil para os cavalos, e somente soldados a pé passam, mas eles terão de contornar uma área de alagados  –mostrou a marca no Mapa. Esta aqui&lt;br /&gt;                       O nome do marco se chamava Curupaiti.&lt;br /&gt;                        Na estância , a azáfama era por conta do nascimento do filho de Maria Isabel, que movimentava Nadejda, Militina e duas outras mucamas, trazidas do serviço de casa pra ajudar. Ela era uma mulher corajosa, mas havia momentos m que as forças lhe faltavam, e era Nadejda que comandava tudo, ajudando, incentivando ou mesmo ralhando um pouco com ela, quando ela enfraquecia&lt;br /&gt;                         Os preparativos para a Batalha de Curupaiti já hvaiam comçado. Parte d frota se deslocou para posições próximas a Humaitá, onde concentrariam seu fogo. Do outro lado, as tropas comandadas por Mitre, presidente da Argentina e grande líder político e militar, avançavam em meio aos canhonaços. Mas ainda os esperava algo pior. Escondidos em trincheiras rasas, as tropas paraguaias aguardavam apenas um sinal para começarem a fuzilaria. Os soldados aliados avançavam no pântano com dificuldade, com água até quase às coxas, alguns afundado com o peso dos equipamentos. A um sinal, a fuzilaria tomou conta do campo. Os paraguaios, conhecedores do terreno, passaram a atirar de cima pra baixo, abrindo grandes claros nas  companhias e pelotões.Onda após onda era derrubada pelo fogo certeiro dos fuzis paraguaios A derrota dos aliados foi atroz...Cerca de três mil homens perderam a vida, entre brasileiros, argentinos  e uruguaios. Humaitá ainda resistia, e seria difícil tomá-la...&lt;br /&gt;                            Maria Isabel completara o trabalho de parto.  Mais uma vez, dois gêmeos para o mundo  dos Willingthorpe. Nadejda segurava um dos bebês, uma menina, que era a expressão dela própria, ou mesmo da condessa Ludmila. O menino chorava forte, recebendo o colo da mãe e se acalmando lentamente...&lt;br /&gt;- Como serão seus nomes, Maria Isabel?&lt;br /&gt;- Ludmila, para a menina, e James,  para o menino. Uma homenagem à avó de Robert&lt;br /&gt;                            Nadejda sorriu. Mais dois Willingthorpe para agitar este mundo, pensou ela..&lt;br /&gt;                             A guerra prosseguia num impasse, não pelo fato dos exércitos aliados serem derrotados por Lopez, ou que este se impunha, mas era assim por uma combinação de fatores geográficos e de logística,  pois, não dispondo de mapas precisos, eram obrigados a confiar em guias locais sem muito crédito, e o avanço das tropas era caótico, pois não havia coordenação nem sintonia entre os exércitos.&lt;br /&gt;                             Em Uruguaiana, os Paraguaios passaram de sitiantes a sitiados, as reservas da cidade minguando e em qualquer chance de receberem reforços. Lucas Almada, comandando uma seção de cavalaria, fustigava constantemente a linha de suprimentos do inimigo, não deixando que se abastecessem. .&lt;br /&gt;                             Enquanto isso, Robert, integrando o staff do Almirante Tamandaré, enfrentava um dilema. As ordens que tinha limitavam seu papel ao de observar, mas ele sentia falta de alguma ação... Tinha visto ação em Riachuelo e Curupaiti, e perdera um amigo lá, Dominguito Sarmiento, filho de um lugar-tenente do General  Mitre, comandante das tropas argentinas. Recebia, naquele momento, a mensagem da derrota de uma grande força paraguaia em Tuiuti, numa batalha de atrito em que os paraguaios fizeram um ataque surpresa, mas a formação dos aliados estava a postos, rechaçando cavalaria e infantaria.&lt;br /&gt;                             Na estância, as coisas continuavam em estado de alerta, mas isso era suavizado com a presença dos gêmeos, que eram sempre brincalhões e divertidos. Nadejda se esmerava ainda mais  no cuidado com os bebês, como se fossem seus próprios filhos. Via-os crescer, serem crianças, pois nessa fase o exercício da infância é fundamental.&lt;br /&gt;                             As batalhas batiam o exército paraguaio, mas não cortaram seu aceso a Assunção, protegido pela fortaleza de Humaitá. Tamandaré foi afastado, sendo substituído pelo Marques de Inhaúma, igualmente ortodoxo e sem iniciativa, acabou perdendo inúmeras oportunidades de tomar a fortaleza de assalto, depois do desastre de Curupaiti&lt;br /&gt;                             Mas a superioridade militar e a pujança econômica dos exércitos platinos fez a diferença, e Humaitá acabou sendo tomada, com Lopez fugindo para Assunção Robert, ainda no estado-maior de Inhaúma, verificava todos os aspectos e remetia as missivas a seu pai, ao comandante Brotheridge, e a Maria Isabel, sendo que a dla mais enfática, dizia&lt;br /&gt;                            “Meu Amor&lt;br /&gt;                              Sei que é difícil, assim como tem sido pra mim, conduzir as coisas sem a tua presença.. A tua falta me corrói por dentro, e só a certeza de voltar me põe de pé e com ânimo para seguir em frente. A luta, mesmo sendo favorável a nós, tem sido difícil, não por conta do inimigo, mas  pelos obstáculos naturais e todas as outras coisas. As baixas por doença tem sido maiores que as das balas inimigas. Acho que me encontrarei com meu primo Lucas dentro em breve. Ele segue com as colunas de cavalaria que perseguem Lopez país adentro. , sinto muito a tu falta, e m al posso esperar para te abraçar , te beijar e aos pequenos James e Ludmila.&lt;br /&gt;                          Teu Sempre a Te Amar&lt;br /&gt;                           Robert “&lt;br /&gt;                           Enquanto isso,  Lucas Almada seguia em patrulha, rastreando possíveis paraguaios extraviados. Tinha entre os seus um guia que trabalhara em uma fazenda de mate da região, e dera preciosas informações. Por pouco não tinham pegado o próprio Lopez, que se refugiara perto, mas ele lhes escapara das mãos. Mas desde muito Lucas era outro homem. Vira massacres demais, perdera toda quase toda sua tropa em escaramuças com os paraguaios. Num dia, vira chegar no acampamento uruguaio caixas marcadas “Departamiento Electoral”. Perguntando por tais caixas, recebeu uma seca resposta do encarregado: “es para las elecciones de nuestro pais, pues ustedes esclavistas, nos las tienen?&lt;br /&gt;                         Isso o aturdiu. Vira vários regimentos formados, em seu exército, somente por ex-escravos, alistados simplesmente  para substituir seus senhores, em uma promessa incerta de liberdade. Muitos lutaram corajosamente a seu lado, e isso o inquietava muito. Sabia que na estância, muito por insistência dos pais, não havia mais escravos, apenas pessoas livres trabalhando, mas apenas lá, e no resto do país. Muitas idéias fervilhavam em sua cabeça, e ele precisava pôr as coisas em ordem para formar uma opinião coerente. Mas ainda havia uma guerra por vencer, e ele, por ora, pôs os pensamentos de lado.&lt;br /&gt;                          Um ano depois, a guerra terminara. Solano Lopez morrera em Cerro Corá, encerrando cinco anos de conflito e morticínio, que tinham reduzido em muito a população do Paraguai e transformado o país em um deserto. Mas a guerra não apenas era de mortes, mas de mudanças. Muitos achavam contraditório lutarem pela liberdade e virem de um pais maciçamente escravocrata. Muitos mesmo já começavam a questionar mesmo o regime imperial. Entre estes, o capitão Lucas Willingthorpe Almada.&lt;br /&gt;                           Robert partira com Maria Isabel, e seu tio retomara as terras de sua hacienda, que até então tinha sido transformada em hospital.  Lucas, agora, tomava mais e mais os rumos da família no Brasil, e, da guerra, voltara outro, com novas idéias novos momentos, ainda por vir..Nadejda e Lucas, pai, apenas observavam a mudança no caráter do filho, cujas idéias eram, a seu ver , conseqüência de todo aquele banho de sangue...Mas novos tempos ainda iriam surgir, e mais aventuras para os Shatov-Willingthorpe...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7994880024790164796?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7994880024790164796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7994880024790164796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7994880024790164796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7994880024790164796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/10/saga-dos-shatov-willingthorpe-parte-iii.html' title='A Saga dos Shatov-Willingthorpe - Parte III'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1314255575410969966</id><published>2007-10-27T19:17:00.001-07:00</published><updated>2007-10-27T19:21:23.121-07:00</updated><title type='text'>A saga dos Shatov-Willingthorpe - Parte II</title><content type='html'>&lt;strong&gt;BAÍA DE NAVARINO, GRÉCIA,  1827&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    As duas frotas estavam à vista. Nenhuma delas tomou a iniciativa de disparar. A frota turca, com seus navios de velas triangulares, tomou formação de semicírculo, aguardando a iniciativa inimiga. Mas ela não vinha. No tombadilho do HMS Longbow, um jovem oficial de cabelos castanhos e olhos azuis vivos perscrutava a linha de navios com sua luneta, vendo a disposição dos navios inimigos.  A frota turca impressionava pelo tamanho, mas ela talvez não tivesse a habilidade nem o treinamento dos marinheiros europeus ali reunidos. Ingleses, franceses e russos estavam prontos para desafiá-la, a chamado dos insurgentes gregos, que em desespero clamaram a embaixadas e consulados no mundo inteiro.&lt;br /&gt;- Ansioso pela luta, jovem Willingthorpe?- Perguntou o oficial alto, de suíças grisalhas, ao se aproximar dele.&lt;br /&gt;- Como qualquer um deles, senhor, assentiu com um gesto de cabeça.&lt;br /&gt;                  Assim estava Nigel Shatov-Willingthorpe, segundo em comando no Longbow, capitaneado por Simon Travers, o mesmo que serviu como aspirante de seu pai em Trafalgar, e que tinha sido o último a vê-lo com vida antes do seu navio, o Spearhead, afundar na batalha.  Travers tinha sido o mentor de Nigel na Academia Naval, e acompanhava com interesse sua carreira. Trouxera-o para a divisão experimental, onde eram testados os novos barcos, e ele se sobressaíra como um hábil e disciplinado oficial, a imagem de seu pai. Simon se sentia em débito com o pai de Nigel, como se quisesse fazer pelo filho o que não pôde fazer por ele..&lt;br /&gt;                 Mas a calmaria havia acabado. Um disparo de artilharia de costa, feito contra o navio francês Gallimard, começou a refrega. Os canhões turcos, ainda de alma lisa, nada podiam contra as armas de alma raiada dos navios europeus. O Longbow, sozinho, já pusera fora de combate ou afundara pelo menos oito embarcações, enquanto franceses e russos faziam um estrago ainda maior. Nigel teve seu batismo de fogo quando destruiu, com os canhões de vante, uma chalupa turca que tentava abordar seu navio. A batalha, depois de quinze minutos, estava terminada. A Grécia não era mais Otomana. &lt;br /&gt;                   Nigel se perguntava onde estaria o amigo Byron, seu colega em suas folgas da academia. Sua mãe, a condessa Ludmila, não o aprovava muito, mas não proibia sua amizade com Nigel. Na Suíça, ele conhecera a irmã de um dos amigos de Byron, Mary Shelley, mulher de cabelos longos e loiros, alta e altiva, que formava, junto com o irmão, Percy, e um amigo, Keats, uma espécie de “elite intelectual” inglesa na Suíça.. Ela o atraiu muito, e viveram, mesmo brevemente, uma história apaixonada... Mas as responsabilidades falavam alto, e ele deixou a vida idílica para voltar à Academia Naval. Ele ainda não sabia que Byron morrera de febre, em Missolonghi, e Keats morrera afogado num lago próximo à sua casa, e Mary e Percy tinham viajado para o Egito. Agora, ele voltava suas atenções para a batalha, e para novas histórias, e elas estavam apenas começando...&lt;br /&gt;                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAR DA CHINA MERIDIONAL, 1838&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  A bruma impedia a visão da costa, mas ele sabia bem onde estava Não era a primeira vez que cruzava aquelas águas, mas a atenção tinha de ser redobrada, pois a situação não somente do mar poderia ficar tensa, mas a do país também. A sua missão era, com o HMS Serapis, levar o alto comissário britânico para a China, sir Henry Poittinger, a fim de resolver um impasse. Impasse este que seu próprio governo criara, ao substituir a prata com que negociava com os chineses por ópio. Ele já vira os malefícios que aquela droga terrível causava, ao ver seus amigos Percy Shelley ,Keats e Byron se destruírem.&lt;br /&gt;                    Mas a balança de pagamentos em prata estava causando prejuízos à Companhia das índias Orientais, que procurava uma forma de reverter essa situação, e a forma encontrada foi o comércio de ópio. Mas, para não se ver completamente envolvida, a companhia passou a contratar os serviços de “privateers”, que traziam o ópio da Índia – seu monopólio era ciosamente guardado – para ser negociado na China. Desde a viagem de Lord McCartney, em 1794 – o pai de Nigel, Thomas, tinha sido comissionado para a viagem – tinham sido impostas regras rígidas para o comércio com os chineses. Só se podia comerciar com agentes comissionados pelo governo imperial os chamados “Co-Hong”, e apenas se podia comerciar produtos que os chineses assim aprouvessem. O semi-isolamento fez desses agentes pessoas extremamente corruptas – e ricas – num circulo vicioso que estava longe de acabar..&lt;br /&gt;                   Um desses “privateers”, que iria se encontrar com Nigel naquele ponto do mar da China era Malcolm Struan, um escocês de rosto largo e olhar duro, fundador e “Tai-Pan” – Senhor Das Riquezas, em chinês - da Casa Nobre, a mais antiga casa comercial no Extremo Oriente. Ele já havia arrancado dos chineses – com um misto de força e persuasão convincente – uma faixa de ilhas na foz do Rio das Pérolas, mais precisamente uma ilha rochosa desabitada, denominada Hong Kong, e ali estabeleceu a sede de seu império pessoal. Controlava uma grande frota de contrabando de ópio ao longo da costa. Tinha barcos armados que faziam a segurança de seu negócio e era um homem famoso por não ter meias palavras.&lt;br /&gt;                    Não demorou muito para que os mastros de uma Lorcha – embarcação mista de casco de desenho ocidental e velas de quarto com varas – tipicamente chineses – despontasse por entre a bruma. Com a luneta, pôde ver a figura de Malcolm Struan na proa,  a mão apoiada na amurada. Ancorando a uma distância segura, Struan, de escaler, aproximou-se do HMS Serapis e sinalizou, pedindo permissão para subir a bordo. Uma escada foi baixada e em questão de minutos estava a bordo do navio inglês.&lt;br /&gt;                    Sir Henry Poittinger, alto comissário do Parlamento, o esperava no tombadilho. Os dois trocaram olhares e se cumprimentaram secamente, antes de adentrarem a cabine principal. Nigel observava a cena. Imaginando até onde poderia ir a conversa entre os dois. A primeira vez que vira Struan tinha sido dois anos antes, quando quase abrira fogo contra ele, mas depois se tornaram – até certo ponto – amigos. Ele não concordava com o que ele fazia, mas  guardava essa reserva para si.&lt;br /&gt;                     Numa conversa de quase duas horas, Struan cientificou – ao menos por um lado – o que ocorria com o comércio com a China. Falou das ações de um comissário chamado Lin Zexu, que começara uma campanha sem precedentes contra o consumo e o comércio de ópio, ameaçando até mesmo as legações estrangeiras, em Tientsin e Xangai. Ele seguia pelo país, com tropas armadas, com total autoridade concedida pelo imperador, desalojava comerciantes e punia severamente quem estivesse negociando ou escondesse ópio em sua casa. Agora, ele chegara ao extremo de cercar as legações estrangeiras, exigindo que fossem entregues as caixas de ópio ali armazenadas.&lt;br /&gt;                       Nigel escutara a conversa com uma expressão pétrea. Não concordava com a atitude governamental para com o ópio, mas era dever de ofício obedecer a ordens superiores. Numa de suas últimas visitas a Londres, ele conhecera no Navy and Army Club um jovem oficial que tinha idéias muito pouco ortodoxas a respeito da política. Seu nome era Charles George Gordon e tinha acabado de chegar da China, e falava pra quem quisesse ouvir o descaso e a cupidez dos ingleses em relação aquele país. Aquilo cheirava a insubordinação, mas ele escutou atentamente o jovem oficial, e, em algumas partes, não deixou de dar razão a ele.  &lt;br /&gt;                         Após o fim da conversa, Struan retornou à lorcha e tomou o rumo de Hong Kong. Nigel navegou para Shangai, onde já o esperava Sir Charles Sommerville, comandante da esquadra do Extremo Oriente. Ainda não havia uma representação diplomática propriamente dita; assim, Sir Charles era a mais alta autoridade britânica na região, e poria Sir Henry Poittinger a par de outros pormenores da situação. Sir Henry não confiava em Struan nem por um minuto. Sabia que esses “privados”, muitas vezes, excediam as prerrogativas, e causavam muita confusão naquelas paragens. &lt;br /&gt;                          Logo após desembarcar Sir Henry e providenciar os devidos alojamentos – Ele e sir Charles teriam muito que conversar – cerificou cada detalhe do navio antes dele mesmo desembarcar.  Um vulto familiar já o esperava. Sao Feng, mercador de chá de Hankow, era amigo de Nigel desde que ele o salvara de piratas há um ano, e era uma amizade tal a ponto de São Feng – homem rico e de um grande coração – ceder uma de suas propriedades a Nigel para que ele não tivesse de usar os alojamentos da marinha. No início, ele recusara polidamente, mas acabou aceitando, pois era um solitário naquele lugar, e São Feng, irredutível, apenas respondia: “a dívida de uma vida não tem preço que se calcule, Honorável Willingthorpe”. Tornaram-se grandes amigos. Mas Sao Feng, desta vez, trazia uma expressão apreensiva.&lt;br /&gt;- Honorável Willingthorpe, desculpe o rosto de chuva, mas verdadeiramente há tempestade a caminho.&lt;br /&gt;- Como assim, Sao Feng?&lt;br /&gt;- O cerco às legações, honorável amigo, era antes uma obra de espionagem, agora, ao que parece, será ação militar direta. Lin Zexu apenas aguarda uma deliberação do Imperador.&lt;br /&gt;                        Caminharam até a saída do porto, e tomaram um riquixá até a casa de Nigel. Estranhamente, não estava surpreso. Isso explicava, em parte, o encontro de Sir Henry Poittinger com Malcolm Struan em águas internacionais. Qualquer um dos dois poderia simplesmente negar aquele encontro, se as coisas chegassem a um nível crítico. São Feng se mostrava preocupado, e não sem razão. O imperador Daoguang, que sucedera ao longo reinado de Qianlong, era um governante bem intencionado, mas não tinha a força nem a personalidade de seu pai, que simplesmente não deu importância para a expedição de Lord McCartney, em 1794, respondendo secamente que “meu povo não tem necessidade de suas engenhocas industriais”. O governo de Sua Majestade não iria permitir uma afronta dessas durante muito tempo. &lt;br /&gt;- Vá à minha casa esta noite, Honorável Willingthorpe, haverá alguns amigos meus que acho que gostará de conhecer.&lt;br /&gt;- Estou um pouco cansado, amigo Sao Feng, mas acho que irei, sim.&lt;br /&gt;                       Ela atraía atenções onde quer que fosse. Não somente pela beleza – tinha cabelos castanhos e olhos azuis muito vivos – mas porque passava longe dela a frivolidade ou a futilidade. Era uma mulher que, longe de permanecer circunspecta e esperar a iniciativa, era ela a iniciativa em pessoa, e nada escapava ao seu ímpeto. A mãe, ao tentar domá-la, apenas recebia a resposta “é nosso sangue, mamãe, somos feras da tajgá”, dizia ela, e desarmava a mãe, pois Ludmila sabia de onde vinha todo esse ímpeto. Era o mesmo ímpeto que fizera o pai se apaixonar por ela, muito tempo antes. Agora, ela o via representado na filha.&lt;br /&gt;                       A condessa estava preocupada com a situação na China. Sabia que a missão do filho era delicada; ele não dizia nada nas cartas, mas ela sabia, em seu íntimo, o quanto era perigosa a situação. Também recebia correspondência regular de seu irmão, que a informava dos acontecimentos. A filha, atenta à preocupação da mãe, a observava curiosa&lt;br /&gt;- Nigel é corajoso e esperto, Mamitschka, ele se sairá bem.&lt;br /&gt;                      A mãe confiava no filho, mas ela sabia o que era estar longe, e receber, apenas por augúrios, uma notícia boa ou ruim. Lembrava do seu amado Thomas, morto em Trafalgar, quando o vento cortante e frio entrou na casa, avisando-a da morte dele quando seus filhos acabavam de nascer. Sentia falta de Lady Claire, sua sogra, que havia morrido há onze anos. Ela foi a fortaleza que a apoiou e ajudou-a a criar os dois filhos, e que, sem ela, talvez não tivesse conseguido. Jamais se casara de novo; ela casara por amor, apaixonada, e apaixonada trouxera seus filhos ao mundo&lt;br /&gt;                       Agora, ao ver a filha diante dela, via como tinha sido afortunada; eles cresceram belos e inteligentes, Nigel se destacando em sua carreira como oficial, e Nadejda – que ela chamava de Nadya – uma bela e deslumbrante mulher – talvez até deslumbrante demais – que desarmava qualquer homem diante dela. Ludmila imaginava se algum dia ela ia se deixar domar pela paixão. Ela freqüentava as rodas de intelectuais e poetas da moda – muitas vezes ela fazia reuniões desses artistas em Seagate Manor; mesmo Byron e Mary Shelley um dia lá estiveram – e não se deixava levar pelas opiniões dos que diziam – mais por inveja do que qualquer outra coisa – que ela devia “conhecer seu lugar e se portar como uma dama”. O que acontecia era que, na verdade, os homens a temiam por ser exatamente o que eles jamais esperavam – uma mulher com  a determinação mais intensa do  mundo...&lt;br /&gt;                    Depois de descansar um pouco, Nigel resolver ir ao jantar oferecido por Sao Feng. O riquixá o deixou pontualmente às oito no portão, onde ele foi conduzido por um dos criados ao grande salão da casa. Archotes iluminavam o caminho de pedras que conduzia à área central da casa, onde estavam Sao Feng e seus convidados. O grupo era bastante variado, constituído, em grande parte, de clientes que negociavam chá com o anfitrião. Uma figura chamou imediatamente a atenção de Nigel. Ela possuía um rosto gracioso, arredondado, olhos verdes e penetrantes. Estava acompanhada de um senhor de barba grisalha hirsuta, de compleição física robusta, de olhos também verdes, mas de aspecto mais duro, sem o brilho da mulher que o acompanhava. Mal viu Nigel, Sao o conduziu ao centro.&lt;br /&gt;- Honorável Amigo! Que bom vê-lo aqui! Permita que eu apresente alguns bons amigos. Este é o senhor Estevão Monforte, de Macau, e sua filha Leonor.&lt;br /&gt;- Encantado, senhor Monforte. E igualmente encantado, senhora Leonor.&lt;br /&gt;                  Estévão Monforte surpreendeu-se de Nigel dominar o português. Mas Nigel dominava a língua porque a aprendera em suas viagens pela costa ocidental da África, quando caçava navios negreiros. Uma vez, numa de suas missões de apresamento, conhecera um marinheiro chamado Matias, e este deu-lhe um livro de presente, chamado “Marília de Dirceu”, de um poeta brasileiro chamado Tomás Antônio Gonzaga, que havia sido exilado por conspirar contra a coroa portuguesa. Nigel apaixonou-se pelo idioma, que parecia conter uma alma em cada palavra, um brilho em cada sílaba e preposição.&lt;br /&gt;                   Ele conhecia Estévão Monforte, porém, de outras razões. Ele era um dos mais intrépidos traficantes de escravos da costa Ocidental da África, e era imensamente rico. Com a campanha do reverendo Wilbeforce pela libertação dos escravos e com a decretação do “Bill Aberdeen” – o mandato de autoridade da Marinha Real para capturar ou mesmo afundar navios negreiros -  Monforte rapidamente mudou seu negócio, reciclando sua frota de navios para o comércio do chá, e, ocasionalmente, algum ópio. Ainda era conhecido, em sua terra natal, como “O Negreiro”. Nigel só não sabia que ele era pai de uma filha tão bela... Os olhos verdes de Leonor eram como esmeraldas de um fulgor raro... O rosto, emoldurado por cabelos negros e brilhantes, parecia irradiar algo que o deixava completamente à mercê dela...&lt;br /&gt;                   Naquela noite, o sono não o encontrou. Embora estivesse frio, ele suava. Sabia dessa sensação. Tivera-a quando do romance com Mary Shelley, uma sensação que o tirava de esquadro, o desorientava. Ainda tinha na mente os olhos verdes e brilhantes, os cabelos negros, como um manto de seda. Leonor. Um nome tipicamente português. Um nome que, para ele, era mais que um significado. Ainda estava com o perfume dela em suas mãos, uma rara combinação de essências, na qual o jasmim predominava... Sentia-se ainda enlevado pela lembrança dela a dançar com ele, como se mais ninguém estivesse ali. Pela segunda vez, alguém penetrava a muralha de seu coração. E ele sentia que, dessa vez – algo dentro de seu ser dizia –  não seria efêmero o que sentiria...&lt;br /&gt;                    O dia, porém, revelou-se como a tempestade que Sao Feng havia previsto. Atendendo a uma ordem do Imperador, tropas comandadas por Lin Zexu apertaram o cerco contra as legações estrangeiras, para que entregassem o ópio estocado nos armazéns. A estratégia usada por ele foi cortar qualquer suprimento às legações, fazendo com que o ópio fosse entregue em troca dos suprimentos. O cabo de guerra estava já em seu ponto de ruptura, e nenhum dos lados queria ceder. A casa de Nigel ficava fora do quarteirão das legações, e ele tomou rapidamente um riquixá para o porto, onde os ânimos já estavam exaltados. Os chineses tinham um ódio velado pelos estrangeiros – embora uma dinastia estrangeira estivesse no poder;os manchus que a compunham não eram chineses – e qualquer oportunidade para extravasá-lo era aproveitada. Procurou inteirar-se do que acontecia, e encontrou Sir Henry Poitinger de pé, acompanhado de uma guarda armada.&lt;br /&gt;- Esses demônios nos cercaram! Exigem que entreguemos o ópio que está armazenado.&lt;br /&gt;- E o que está sendo feito?&lt;br /&gt;- Estamos tentando ganhar tempo e parlamentar, mas não sabemos o que pode ocorrer&lt;br /&gt;- Vou ao meu navio e ficarei a postos&lt;br /&gt;- Faça isso. Tentarei ver o que posso fazer.&lt;br /&gt;                    Nigel sabia que as legações estavam numa enrascada. O corpo militar a serviço das legações não tinha mais que mil homens, e Lin Zexu contava com mais de trinta mil homens espalhados pelas cercanias da cidade. A situação começava a se tornar insustentável, com a fome e a sede começando a se tornar conselheiras. As potências se dividiam entre entregar ou não o ópio. Ele podia dar algum apoio de artilharia com seu navio, mas isso não adiantaria muito. A superioridade em homens de Lin Zexu acabaria por selar a sorte de todos. Tinham de jogar com o tempo, com a sorte e com o destino...&lt;br /&gt;                    Por fim, Nigel já estava na ponte do Serapis, no aguardo dos acontecimentos. As tropas de Lin Zexu já se posicionavam ao redor do quarteirão das legações, apenas aguardando ordens. Ele sabia que seria apenas uma questão de tempo até que os soldados imperiais batessem a pequena tropa de guarda das legações, invadissem o quarteirão e capturassem os armazéns. Poderia dar algum apoio de artilharia com os canhões do navio, mas o risco de atingir casas era muito grande. Podia, quando muito, adiar o inevitável. Ele se perguntava onde estariam Estevão Monforte e sua filha...&lt;br /&gt;                    Suja divagação foi interrompida por um aviso do oficial de vigia, sobre um nadador misterioso a caminho do navio. A guarda de bordo se aprestou a tomar os fuzis e disparar, mas uma ordem de Nigel, eles estacaram.  Ele reconheceu o nadador. Era Chen, um dos criados de Sao Feng. Mandou que jogassem uma corda, e, em minutos, o criado estava a bordo.&lt;br /&gt;- Trago notícias de meu senhor, Honorável capitão.&lt;br /&gt;- Muito Obrigado, Chen. Agora se seque e descanse. &lt;br /&gt;- Obrigado, honorável.&lt;br /&gt;                  Abriu o pacote de couro que o homem trazia, que continha uma carta de Sao Feng, avisando de outra concentração de tropas mais ao norte das legações, pronta a agir. Lin Zexu não estava brincando. O prazo dado por ele – setenta e duas horas – estava se esgotando, e os diplomatas estrangeiros estavam irredutíveis. Tudo poderia se transformar num massacre em questão de horas...&lt;br /&gt;                  A visita do Capitão Travers foi uma das mais agradáveis surpresas. Tanto Nadya quanto Ludmila tinham em alto conceito esse oficial, filho do Almirante Travers, que foram superior de Nigel há dez anos. O pai havia morrido de uma síncope fulminante, e sempre fora um grande amigo da família, sendo ele que deu a notícia da morte de Thomas, pai de Nigel, em combate. Mas, dessa vez, ele não vinha sozinho. Junto com ele, um jovem alto, de cabelo escuro e tez trigueira, que parecia ser espanhol. Seus olhos negros eram intensos, com uma permanente chama de intensidade. Os cabelos, longos, caíam nos ombros com uma simetria que, a ela, parecia exoticamente atraente.&lt;br /&gt;- Meu amigo!!!Há quanto tempo!!!Que surpresa agradável!!! – Nadya o abraçou e o beijou nas faces, enquanto o conduzia pra dentro. A condessa Ludmila o aguardava na entrada.&lt;br /&gt;- Desculpem meus maus modos, mas esse é o meu amigo Lucas Almada, da província de São Pedro do Rio Grande do Sul, no Brasil.&lt;br /&gt;- Muito prazer, senhorita Nadya, a sua fama a precede – falou ele, com um inglês de acento um pouco carregado – Lucas Almada, a seu serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Era  o que os franceses chamavam de coup de foudre – O encanto à primeira vista – que os aproximava agora. Os olhos negros dele encontraram os azuis dela, parecendo antecipar cada parte em que estavam, cada pensamento, cada palavra, cada ação. Era como se já estivessem por se amar, embora ainda não se conhecessem...&lt;br /&gt;               A condessa Ludmila rompeu o enlevo, chamando-os para dentro. Ela o seguia com o olhar, pousado nos longos cabelos negros. Ele não parava de contemplar os cabelos castanhos e os olhos azuis dela, ansiando-a de coração e alma. Era  uma coisa nova para ele, e queria descobrir até o âmago deste sentir...&lt;br /&gt;- É verdade que seu país está em guerra, senhor Almada? – perguntou a condessa, percebendo as emoções da filha.&lt;br /&gt;- A minha província, condessa, luta contra os desmandos do Imperador, que quer reduzir os negociantes de minha terra à miséria.&lt;br /&gt;- Como assim? – Desta vez, foi Nadya a curiosa.&lt;br /&gt;- O governo imperial cobra taxas abusivas dos estancieiros do sul, mas com pra o gado uruguaio e argentino sem taxas! Isso revoltou nossos fazendeiros – meu pai inclusive – e nos colocou em colisão com o Império. Daí a guerra, que se arrasta há três anos. Os imperiais não conseguem nos vencer, porque conhecemos nosso terreno e eles não. Nossos cavalarianos são nascidos e criados lá, conhecem a região e as manhas dos animais.&lt;br /&gt;             Ela pôde comprovar isso nos dias seguintes. Ele era um impecável cavaleiro, além de um atirador certeiro. Mas não era apenas isso. Ele era um sensível, leitor de poesia e cultor de música. Mas ela sentia também, dentro dele, uma força e uma intensidade que a chamavam pra perto.&lt;br /&gt;              Um dia, a cavalgar juntos, ele a tomou nos braços e a beijou. Já havia sido beijada antes, mas não com aquela intensidade, aquele ardor, que venceu qualquer reserva que tivesse. Agora, a paixão mandava, a vontade de amar prevalecia... Mãos, lábios e corpos se buscavam, como um desconhecido a tatear no escuro. Naquele dia, gritaram juntos, pois ele rendia-se ao primeiro amor, e ela dava seu primeiro grito de mulher... Queria aquele homem para ela, nem que tivesse de lutar contra o mundo inteiro...&lt;br /&gt;                Quando voltaram, a condessa a esperava. Se contava com um olhar de reprovação, encontrou os olhos e braços ternos da  mãe a abraçarem, a senti-la, a dar seu apoio. Ela sabia. Lera nos olhos da filha. Já não era mais uma questão de se, mas de quando. Ela se lembrava do que ele recitara para ela, quando arrefeceram do amor...Um poema que ela  não compreendia, mas que ela repetiu, embora de forma trôpega, pois não dominava o idioma;&lt;br /&gt;“Vem, Marília Bela;&lt;br /&gt;Façamos do feno brando leito&lt;br /&gt;Para gozarmos o viço&lt;br /&gt;Dos sãos amores”&lt;br /&gt;             Ele já não mais se sentia senhor de si. Sabia-se pertencer a ela, e assim o queria pra sempre.  Queria-a no limite de suas forças, e além delas. Jamais tinha sentido isso por alguém. As aventuras amorosas perdiam o sentido para ele completamente, pois se frustrara em não encontrar o que mais buscava...Amor profundo, como o que Tomás Antônio Gonzaga, de quem recitara a ela o poema, nutria por sua amada Marília. Mas não Nadya. Ela era o Sol, as estrelas e a Lua, tudo isso junto. Sabia, dentro do seu coração, que a amaria pelo resto da vida.&lt;br /&gt;              A mãe sabia. O olhar dizia tudo. O mesmo olhar que ela, ao amar seu Thomas, tivera. A mesma paixão intensa, o mesmo ardor, a mesma vontade de pertencer. A filha tentou dizer-lhe algo, mas ela a calou com os dedos.&lt;br /&gt;- Viva seu amor, minha filha. Jamais o deixe morrer...&lt;br /&gt;           A filha a abraçou, numa cumplicidade de não mais mãe e filha, mas de duas mulheres que sabiam o que o amor significava. Duas mulheres fortalecidas pelo amor. Mais fortes que qualquer intempérie que desabasse. Fortes para o resto da vida. &lt;br /&gt;            Naquele momento, a situação nas legações havia chegado a um impasse. De prontidão, Nigel aguardava ordens, enquanto cada vez mais as tropas de Lin Zexu apertavam o cerco. O contingente das legações se preparava para resistir, quando, de repente, chegou outra mensagem de Sir Henry, ordenando que se cessasse qualquer tipo de ação ofensiva, e que fosse mandada uma mensagem a Lin Zexu, informando-o que o ópio seria entregue e as legações seriam evacuadas.&lt;br /&gt;            O que se viu depois foi uma cena sem precedentes. Todo o ópio estocado nos armazéns das legações – dizia-se um montante de trezentas toneladas – foi todo esvaziado e jogado nas águas da baía, com Lin Zexu dirigindo uma prece às “entidades das águas”, para que o perdoassem por essa intrusão em seu meio. As legações foram evacuadas, e os diplomatas em seus respectivos navios. A mesma mensagem dizia que ele deveria se juntar, em Macau, a uma frota de mais navios que chegaria em breve. Navios de várias nacionalidades formavam uma frota heterogênea, com um único objetivo: a guerra, o controle da costa da China para o tráfico. &lt;br /&gt;            Nigel tomou o rumo de Macau, mas, a meio caminho, encontrou a frota, que tinha à testa o HMS Warrior, na direção da costa da China. As ordens dadas a Nigel eram desembarcar o Alto Comissário em Calcutta e depois seguir para se juntar à frota em direção à China. Os dias do navio à vela haviam passado, e, embora elas ainda fossem usadas, o eram de forma secundária, pois a máquina a vapor viera para tomar seu lugar. A marinha chinesa ainda possuía juncos e canhões de alma lisa, enquanto que o navio de Nigel, o HMS Serapis, já era equipado com canhões de carga pela culatra e alma raiada, que aliavam maior precisão e maior alcance.&lt;br /&gt;             Ele, na realidade, se sentia dividido quanto à condução daquela guerra. Os chineses não teriam a menor chance, e seriam fragorosamente derrotados. Ademais, o maior motivo dessa guerra, para ele, não tinha razão de ser: o pernicioso comércio de ópio, que simplesmente arruinava milhares de vidas para o lucro de poucos. Custava acreditar que a Marinha Real mandara uma frota para proteger traficantes de ópio. Parecia que tudo o que ouvira do jovem Charles George Gordon tinha sua razão...&lt;br /&gt;               Em retorno, passara por Macau, mas não tivera notícias de Estevão Monforte e sua filha. Logo se juntou à frota, que apresentava suas exigências ao governador de Xangai.. Mas a aparência de parlamentação era simplesmente uma manobra diversiva, pois os navios já desembarcavam soldados na outra margem, com a intenção de atacar de surpresa. O contingente inglês era de longe o maior, e Shangai foi tomada em questão de horas. O navio de Nigel recebeu a missão de escoltar os transportes com a força auxiliar franco-alemã. No caminho da península de Kiaoutschou, recebeu sinais de um barco aparentemente avariado. Eram sinais irregulares, como se a pessoa não tivesse a menor idéia do que estivesse enviando. Ordenou alerta de combate, enquanto o navio se aproximava...Logo identificou-o como uma Lorcha, das que serviam aos contrabandistas de ópio, mas ela não estava armada. Tinha um dos mastros avariados e estava aparentemente sem direção...&lt;br /&gt;              Imediatamente, juntou uma equipe de abordagem e encarregou-se pessoalmente do assunto. Não era sempre que um capitão se encarregava de tais assuntos, mas um pressentimento estava se moldando em seu coração, e ele era alguém que sempre acreditava neles – mais de uma vez eles salvaram sua vida – assim, ele tomou a dianteira do grupo, e agilmente escalou a amurada. O homem a fazer sinais aparentava ser não o capitão, mas seu imediato. Quase cambaleando, se dirigiu ao encontro de Nigel&lt;br /&gt;- Graças a Deus que o encontramos, senhor – disse ele em português, entre arrancos – achava que iríamos morrer de fome, perdidos no mar. Chamo-me Martim Andeiro, senhor, imediato da Lorcha Infanta Margarida. &lt;br /&gt;- O que houve aqui? Algum ataque?&lt;br /&gt;- Sim, senhor, juncos armados chineses nos atacaram assim que saímos do porto. Íamos para Goa, nos abastecermos e rumarmos a Portugal, mas eles nos atacaram. Não estávamos armados, mas eles nos castigaram muito. Nosso leme foi atingido, mas conseguimos despistá-los. Acho que eles temem as lanchas armadas dos traficantes.&lt;br /&gt;- Onde está o capitão?&lt;br /&gt;- Morto, senhor. Uma das aparas de madeira do mastro partido o matou. Está na cabine. Mas não é nada bonito de se ver.&lt;br /&gt;              Sem ouvir o imediato, Nigel se dirigiu célere até a cabine, e o que deparou foi de gelar o sangue. O corpo que via era o de Estevão Monforte, praticamente dividido em dois pela apara do mastro. Isso era mais temido pelos marinheiros numa batalha do que as balas ou a metralha, pois as aparas e lascas não tinham direção, atingindo inimigos e amigos. Chamou  sua equipe para conduzirem o corpo de Estevão para o Serapis, enquanto dava uma busca pelo navio. &lt;br /&gt;- Não havia uma moça com ele, cabelos negros, olhos verdes?&lt;br /&gt;- sim, senhor, nós a escondemos, pois não saberíamos o que os chineses fariam&lt;br /&gt;- Onde ela está?&lt;br /&gt;- No porão de carga, senhor. Por aqui&lt;br /&gt;              Numa ansiedade que ele mesmo estranhara, desceu, acompanhando o imediato até os porões de carga. Lá, estava ela. Vestia roupas masculinas, mas , mesmo assim, era como se ele conseguisse ver a beleza dela através de tudo aquilo...Mal o viu, ela o abraçou, um abraço profundo de querer, de jamais se apartar...Ele a beijou com intensidade, sendo intensamente correspondido. Já sabia que o destino deles estaria traçado para sempre...&lt;br /&gt;- Seu Pai...eu o vi...Mandei meus homens prepará-lo&lt;br /&gt;- Ele não sofreu, Nigel, foi muito rápido. Mas temos que sair daqui...Juncos armados chineses estão em toda parte.&lt;br /&gt;- Me navio e os demais da frota são fortes. Eles farão frente.&lt;br /&gt;           Mesmo que ele tivesse mentido, ela confiava nele. Tinha rezado a todos os santos para que o trouxessem, e, agora, ele estava ali, e ela não mais se apartaria dele. &lt;br /&gt;            A cerimônia foi breve, mas comovente. Os marinheiros da Infanta Margarida foram sepultados no mar, com todas as honras. Estevão Monforte foi o último, como rezava a antiga tradição. Uma lágrima correu dos olhos de Leonor, quando o corpo do pai deslizou da prancha para o mar...&lt;br /&gt;              A guerra foi tão rápida que surpreendeu até os mais otimistas. Todos imaginavam um conflito prolongado, mas, em 1842, os chineses, com sua Marinha destruída e todas as principais cidades costeiras em poder das potências ocidentais, não tiveram alternativa senão ceder às  pressões das potências. Os alemães ficaram com a cidade de Kiautschou, e lá instalaram sua frota do Extremo Oriente, no porto de Tsingtao. Os franceses, com Tientsin, e os ingleses, com Shangai. Nigel, entristecido com aquilo, foi visitar seu amigo Sao Feng. Quando entrou na casa, o anfitrião foi vê-lo, embora caminhasse com dificuldade, pois perdera uma perna abaixo do joelho. Tinha sido ferido nos distúrbios durante a guerra, quando invadiram a casa e quase o mataram, pois o insultavam de “cão dos estrangeiros”. O sorriso aflorou em suas faces, quando o viu&lt;br /&gt;- Honorável Amigo! Que bom vê-lo são e salvo! Eu também estou  bem , embora faltem algumas partes – mostrou a prótese articulada de marfim – feita sob medida. &lt;br /&gt;- Folgo em vê-lo bem,  Sao Feng. Não me senti bem tendo que atirar em barcos que não tinham defesa contra nós.&lt;br /&gt;- Mas assim é o destino, honorável. Sempre o destino. Pensamos em fugir dele, mas ele sempre nos alcança.&lt;br /&gt;               Conversaram, entre outras coisas, sobre a morte de Estevão Monforte, a quase morte de sua filha, o resgate m alto-mar. Sao Feng o escutava atentamente, sempre sorrindo, ou franzindo o cenho, de acordo com o que reagia da conversa. Mas contentou-se em ver o amigo bem, e com algo no coração, além da luta.&lt;br /&gt;- Mas o destino age dessa forma, honorável amigo – disse o anfitrião. As suas portas já estão abertas, apenas terá de cruzá-las.&lt;br /&gt;                Despediram-se calorosamente, prometendo ver-se, mal sabendo que essa promessa somente seria cumprida na geração seguinte...&lt;br /&gt;                 Nadejda mergulhava mais e mais fundo em seu amor, e Lucas Almada o correspondia intensamente. Ela aprendeu, em pouco tempo, a língua de seu amado, e mais do que antes, se emocionou vivamente com os poemas que recitava, especialmente depois de se amarem, e era tanta a sede de amor dos dois que parecia não ter fim..&lt;br /&gt;                  Num dos dias que Lucas foi vê-la, sua expressão estava apreensiva. Ela o tomou nos braços, beijou-o apaixonadamente, como que quisesse arrefecer a tempestade em seu coração..&lt;br /&gt;- Minha Vida, acho que terei de deixar a Inglaterra. As coisas ficaram sérias na estância.&lt;br /&gt;- O que houve meu amor?&lt;br /&gt;- Meu pai está à morte, e quer que eu esteja lá. Falei de ti, e ele se encantou por demais. Amo-Te, mas não posso exigir que deixes tua vida aqui e me siga. Lá, estamos em guerra, uma guerra cruel e brutal. Uma guerra sem quartel&lt;br /&gt;- Minha família está bem acostumada com guerras, meu amor. Além do mais, quero que o nosso filho nasça no país de seu pai.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Sim, Lucas Almada. Estou carregando nosso filho em meu ventre&lt;br /&gt;                Aquela notícia o colheu entre a surpresa e o júbilo. Ele se ajoelhou e beijou-lhe o ventre; ela acariciava ternamente os cabelos. A amava mais do que tudo, e um filho era mais do que ele imaginaria querer..Carne de sua carne, sangue de seu sangue. Ele precisaria contar isso a seus pais, mas antes teria de falar com a condessa. Não precisou esperar muito, pois ela estava na varanda, esperando-os&lt;br /&gt;-Ah, então você me fará avó, meu rapaz... Deixe-me abraçá-lo, meu filho, que Deus guarde vocês em sua jornada.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Conheço o amor, meu jovem, e aqui está uma que te seguirá onde estiveres, pelo amor que tens, e sei que guardas a ela igual amor. É a única coisa nesta vida, meu rapaz, que vale a pena viver.&lt;br /&gt;                Agora ele via de onde ela tirara tanta determinação. Elas eram mais que mãe e filha. Eram duas mulheres que, de aparente fraqueza, possuíam uma força que nenhum homem sequer chegaria a equiparar....Agora, ela o acompanharia ao Brasil, no início de uma nova jornada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        ESTÂNCIA DO LAGAR, PROVÍNCIA DE SÃO PEDRO DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL,  1839&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  A Carruagem tomou o caminho da entrada do alpendre do casarão, uma típica construção de um andar, mas sólida, típica das estâncias gaúchas, com a capela à direita. Na entrada do alpendre, já esperavam Teresa e Julião Almada, pais de Lucas, e sua irmã Luciana, a mais curiosa de todas. Julião esforçava-se para aparentar estar bem, a barba grisalha hirsuta emoldurando um rosto de olhos firmes, de quem já tinha visto de tudo. Vestia um poncho azul e bombachas de risca, terminadas em botas de fole marrons, no pulso o rebenque de montaria. Teresa, sua mulher, mãos cruzadas sobre as saias, observava, cabelos negros presos em um coque, a chegada da carruagem&lt;br /&gt;                   O primeiro a descer foi Lucas, já vestido à pampa, com ceroulas bordadas sobressaindo do chiripá vermelho. Nadejda desceu depois, com cuidado, pois a gravidez já estava adiantada.  Tiveram uma parada no Rio de Janeiro, mas logo retomaram viagem porque Lucas temia ser detido pelos imperiais.  A mãe correu para abraçá-lo, beijando-o nas duas faces, enquanto tomava as mãos de Nadejda entre as suas.&lt;br /&gt;- Bem-vinda, minha filha, venha, eu te acomodarei.. A viagem deve ter sido difícil em teu estado. Eméria, traga toalhas de água de alecrim, depressa!&lt;br /&gt;                   Teresa pegou as toalhas trazidas pela criada e as passou pelo rosto e mãos de Nadejda., refrescando-a. O frio já dava seus primeiros sinais, mas isso a relaxou muito.  Teresa a conduziu ao quarto, onde um banho já estava sendo preparado.&lt;br /&gt;- Recebi tua carta, pai. Deixou-me muito preocupado.&lt;br /&gt;- Coisas de velho, meu filho. O fato de eu te chamar tem pouco a ver com isto&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Bento Gonçalves cá esteve, a falar comigo, para aderir aos republicanos.&lt;br /&gt;- Republicanos, meu pai?&lt;br /&gt;- Sim, Bento Gonçalves e o general Netto proclamaram a República Rio-Grandense&lt;br /&gt;                     Então o pai o inteirou da situação, desde a fuga de Bento Gonçalves do Forte do Mar, em Salvador na Bahia, até o ato de proclamação da República Rio Grandense. Lucas escutava atentamente, embora não disfarçasse sua surpresa. Sabia que havia elementos dos liberais exaltados – a maioria deles republicana – no movimento, mas  não imaginava que eles tivessem chegado até esse ponto. O pai falou das notícias de todas as províncias rebeladas – Pará, Bahia, Maranhão – e de como o poder do regente estava sendo desafiado. Acreditava-se um verdadeiro gaúcho, mas ainda no coração era um monarquista.&lt;br /&gt;- Sei o que se passa em teu peito, meu filho. Eu também me sinto assim. Respeito o general Bento Gonçalves, mas abandonar o Imperador é algo temerário.&lt;br /&gt;                      Lucas ficou sem saber o que dizer.&lt;br /&gt;                      Enquanto isso, em Seagate Manor, outra carruagem se aproximava, trazendo Nigel e Leonor de volta da China. A condessa Ludmila esperava na entrada, a criadagem toda ansiosa por conhecer a esposa de Nigel. Ele desceu primeiro, ajudando-a a passar os degraus. Seus olhos verdes chamaram a atenção de todos, assim como seu sorriso espontâneo. Fez questão de cumprimentar todos, dos cavalariços à governanta, e, quando chegou frente à condessa, ia fazer uma reverência, mas foi impedida por Ludmila&lt;br /&gt;- Somos, acima de tudo, mulheres, minha querida Leonor. Não devemos ter diferenças.&lt;br /&gt;- Muito feliz em conhecê-la, condessa. – disse ela, mais à vontade ao reconhecer uma personalidade igual à sua.&lt;br /&gt;                     Na conversa com a mãe, Nigel também contou todas as peripécias que havia passado na China, desde o encontro com Malcolm Struan até o resgate dos diplomatas e o conflito com os chineses. Ludmila, mas que interessada, se sentia aliviada em ter o filho em casa são e salvo. Leonor a impressionara bastante. Ela contou a Nigel o casamento da irmã, a viagem dela ao Brasil, a notícia de que ela ia lhe dar um sobrinho.&lt;br /&gt;- Que pena não ter podido estar aqui, mamitschka – sentiu ele – Adoraria poder ter visto minha irmã feliz. &lt;br /&gt;- Ela também sentiu sua falta, meu filho. Ela deixou lembranças e te desejou boa sorte.&lt;br /&gt;                    À noite, Leonor contou a Ludmila como tinha sido resgatada por Nigel, e como eles haviam se casado. O sotaque português de Leonor a fazia mais interessante. Outra coisa que fascinou ainda mais Ludmila foi que ela gostava de tocar e cantar – Nigel tocava piano e Nadejda viola da gamba, mas Leonor trouxe outro instrumento para casa – um bandolim – e gostava muito de cantar fados – o melancólico e poético cantar português – e sua voz era dolente como as notas do instrumento&lt;br /&gt; “Quem contar&lt;br /&gt;Um sonho que sonhou&lt;br /&gt;Não conta tudo o que encontrou&lt;br /&gt;Contar um sonho é proibido...&lt;br /&gt;Quero sonhar um sonho com amor&lt;br /&gt;E na janela uma flor&lt;br /&gt;Uma fonte d’água e meu amado...”&lt;br /&gt;               Ludmila via os olhos de Nigel enquanto ela cantava – eram os olhos de seu Thomas, os mesmos olhos apaixonados – e via como Leonor o encantava. Lembrava-se sempre desse momento – os olhos nos olhos – naquele balcão de sua casa em São Petersburgo – e esse momento a marcou pra toda uma vida. Os poucos momento intensos vividos eram a lembrança que carregava agora, e eles a acalentavam exatamente nesses momentos. Amara seu Thomas com ardor, e sentia que, um dia, estariam juntos de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Já refeita da viagem, Nadejda procurou conhecer a casa e os domínios do amado. A primeira vista da Campanha a impressionou, pois a terra, plana, com poucas colinas ou elevações dignas de nome, era como um oceano sem fim, mas um oceano de terras, que iam até onde a vista alcançava. Era um país de cavalarianos, pensou ela, um lugar onde homem e animal se fundiam num só. Ela percebeu isso assim que viu os peões saírem para o trabalho. Não podia cavalgar, por causa de seu estado – a barriga de oito meses era bem visível – mas ansiava a hora de poder fazê-lo, para conhecer esse imenso território.&lt;br /&gt;- É um país bem maior que o teu, Minha Vida – falou baixinho, ao pé do ouvido – Mas não maior do que meu amor por ti.&lt;br /&gt;- Teu pai parecia preocupado. O que houve?&lt;br /&gt;- As coisas aqui, no ver dele, saíram de controle. Antes , era um movimento para que fosse dada a devida importância ao Sul, mas, agora, os mais radicais dentre eles proclamaram a República. Muitas adesões antigas estão se esvaindo. Uma coisa é uma reivindicação justa, outra é desafiar o Imperador –disse, com um profundo vinco na testa – agora, não demorarão a reagir Mas não devia estar te falando isso. Preocupo-te demais.&lt;br /&gt;- Mas sabes que te perguntaria, mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;- Sei disso, mas sabes que eu te prezo tanto que sempre tento te puxar fora  dos problemas...&lt;br /&gt;- Mas sabes que mais cedo ou mais tarde, terei ciência deles...Não podemos limitar o que devemos sentir, assim como o que termos pela frente.&lt;br /&gt;- Tu sempre sendo muito mais sábia que aparentas. Acho que, se fosses homem, seria melhor general que qualquer outro... Mas vem, que o minuano não tarda...&lt;br /&gt;                    No dia seguinte, uma comitiva de farroupilhas chegou à fazenda para falar com Julião. Encontraram Lucas no alpendre. À testa do grupo, um homem de peito largo, cabelos negros e longos bigodes, com uma viola a tiracolo. Sorria um sorriso de sarcasmo, como se sempre a vida fosse uma sátira a se rir.&lt;br /&gt;- Buenas! O coronel Julião Almada está à casa?&lt;br /&gt;- Sou o filho dele, Lucas. Qual sua graça?&lt;br /&gt;- Sou o capitão Rodrigo Cambará. Estamos de passagem para pegar uns suprimentos para o General Bento Gonçalves, e entregar uma mensagem a seu pai. Acaso teria o favor de nos ajeitar os cantis? Estamos com sede...&lt;br /&gt;                    Mediu bem o homem À sua frente. Era o tipo de pessoa que seria uma tolice desafiar, pois parecia destro nas armas. Tinha, apesar do tom respeitoso com que se dirigiu, uma grande arrogância em seu porte. &lt;br /&gt;- Entre e fale com Atanásio, o capataz. Ele vai providenciar água e alguma forragem. Considere a mensagem entregue.&lt;br /&gt;- Gracias a Vossa Mercê&lt;br /&gt;- Por nada. &lt;br /&gt;                      Lucas adentrou a casa, a entregar a mensagem a seu pai. Sentia que ventos tempestuosos estavam a caminho.&lt;br /&gt;                       Em Seagate Manor, também Leonor, um pouco menos de tempo que Nadejda, também experimentava a maternidade. Nigel exultava, pois, afortunadamente, estava a passar uma licença prolongada em casa, esperando seu novo comando. Leonor e Ludmila passavam o tempo conversando ou jogando gamão, enquanto Nigel se ocupava da correspondência pessoal, há muito desatualizada. Mas ele esperava, também, notícias sobre seu novo comando. Mas as notícias chegaram com uma carta do Almirantado, que o convocava a Londres para uma audiência com os  Lordes do Mar. Ele não sabia o que poderia significar aquilo, mas estava para o que desse e viesse. Leonor observava a apreensão, mas ela sabia dos momentos do marido, e não se intrometia...&lt;br /&gt;                       Nigel estava preocupado com a convocação dos Lordes do Mar. Eles eram as grandes autoridades da Marinha Real, que determinavam os rumos e o desenvolvimento da estrutura da Marinha, desde suas regras de conduta a tecnologia. Ele se lembrava de quando foi indicado para o setor experimental por seu mentor, capitão Travers, e se comentou que ela jovem demais para o posto. Mas ele superou cada etapa com maestria e competência, e mais o nome da família abriram outras portas. &lt;br /&gt;                        Os cinco Lordes do Mar já o esperavam. Ele chegou pontualmente à sala de reuniões e perfilou-se diante daqueles almirantes, que o fitavam com um misto de curiosidade e um certo ar de espanto. O almirante Lorde Ruthland foi o primeiro a usar a palavra.&lt;br /&gt;- Comandante Willingthorpe, sabe o motivo de sua convocação aqui?&lt;br /&gt;                         Ele acabara de saber um deles. Havia sido promovido. Agora, restava saber qual seriam as outras razões.&lt;br /&gt;- O senhor teve contatos há um ano com um jovem oficial chamado Charles George Gordon? – Perguntou Lord Ruthland&lt;br /&gt;- Sim, nos encontramos no Navy and Army Club. &lt;br /&gt;- E o que acha das posições dele?&lt;br /&gt;- O senhor deseja a minha opinião ou apenas acarear-me com os fatos?&lt;br /&gt;- Não sou eu quem está sendo interrogado, comandante – Respondeu Lord Blamey – Apenas se atenha aos fatos.&lt;br /&gt;- Sinceramente, nosso envolvimento na China, mesmo vitorioso, pode se revelar um desastre, Milordes. Não faço eco à insubordinação, mas acho que isso deveria ter sido mais bem pensado.&lt;br /&gt;- O senhor concorda com ele?&lt;br /&gt;- Não é uma simples questão de concordar. Muitas vezes, estar de fora do problema nos dá uma visão mais clara de como ele é. Os privateers desafiaram as leis internacionais e agora impuseram à China um estado pirata, e a ilha de Hong Kong é a sua capital.&lt;br /&gt;             Os Lordes confabularam por um momento. Ele não estava errado. O governo havia concedido poder demais aos traficantes, e eles exacerbaram, constituindo verdadeiras frotas piratas e ameaçando o comércio na China. Por mais que alguns fossem aliados, mesmo frouxamente – caso de Malcolm Struan – não se sentiam ligados à lei britânica, e sim às suas próprias fortunas. Nigel conjeturou o que poderiam estar definindo ali.&lt;br /&gt;- Comandante Willingthorpe, achamos que o senhor, então, é o homem certo para a tarefa que estamos a lhe incumbir. O senhor é um observador experiente, além de um marinheiro de raro talento. O senhor já esteve no Brasil, comandante?&lt;br /&gt;- Apenas de conhecer a costa, Milordes, quando patrulhava atrás de negreiros.&lt;br /&gt;- Pois por nossa determinação, o senhor está sendo nomeado nosso adido no Brasil. Residirá no Rio de Janeiro. Já tomamos todas as providências necessárias. O senhor será os olhos e ouvidos da Rainha em relação à situação da escravidão e do tráfico naquela área. Compreende a importância de sua missão, comandante?&lt;br /&gt;- Sim, inteiramente.&lt;br /&gt;- Então, comandante, sucesso em sua missão. Está dispensado&lt;br /&gt;              Ao retornar a Seagate Manor, contou a Leonor e à mãe tudo o que havia ocorrido no Almirantado. A condessa apenas sabia do Brasil pelas conversas com o genro, e elas não eram nada tranqüilizadoras. &lt;br /&gt;- Meu filho, como estará a situação da cidade para onde vais?&lt;br /&gt;- O Rio de janeiro está em ordem, minha mãe. Apenas algumas províncias estão rebeladas.&lt;br /&gt;- Mas o fogo, se acha para onde se espalhar, não vê distâncias, meu filho... Muito cuidado.&lt;br /&gt;               Três dias depois, Leonor e Nigel seguiram para Portsmouth, de onde tomaram o vapor que os levaria ao Brasil. Nigel se preocupava se a esposa estava contrariada ou não a respeito daquela missão. Se isso ocorria, não havia nenhum sinal da parte dela. O ar do mar parecia avivá-la, torná-la mais viçosa e radiante. Até que ela fez a ele a revelação.&lt;br /&gt;- Espero o nosso filho. Ele nascerá neste país. – disse no sorriso, beijando-o intensamente – O seu amor cresce em mim, Nigel, meu tesouro.&lt;br /&gt;                 Ele não cabia em si de contentamento. Um filho! Mais um Willingthorpe neste mundo. Uma coisa que o deixara muito contente foi a possibilidade de visitar a irmã, mas antes ele precisaria saber da situação para antes tomar uma decisão;pelo que contara a mãe, ela estava para dar à luz, se isso já não tivesse acontecido.&lt;br /&gt;                 A paisagem do Rio de Janeiro foi um forte impacto para ele. A primeira coisa que o impressionou foi a intensa azáfama do cais do porto, com os navios de escravos chegando, a atividade febril de leiloeiros buscando os melhores lances. De um lado a outro, pessoas a cavalo, a pé ou simplesmente transportadas nos ombros dos escravos, as damas em liteiras – chamadas de cadeirinhas de arruar – os homens em redes de algodão cru. Não havia pavimentação, apenas ruas de lama e os famosos sobrados portugueses, com suas janelas com sacadas e azulejos de porcelana – que eram familiares a ele de Macau e Goa. Leonor sentiu-se um pouco na sua Lisboa natal. De repente uma figura alta, de cabelo ruivo e suíças espessas, chamou-os em voz alta.&lt;br /&gt;- Comandante Willingthorpe? Sou o contramestre Fulton, às suas ordens. Tenho ordens do Almirante Greenfell para acompanhá-lo às suas instalações. Desculpe o mau jeito, senhor. – Riu, enquanto ordenava aos escravos que levassem a bagagem.&lt;br /&gt;               Uma carruagem já os esperava, e os conduziu primeiro à casa que residiria, um sobrado próximo ao Paço Imperial e ao Hotel dos Estrangeiros. Era amplo, de janelas idem, onde o sol batia e dava luz e cor próprias a ele. Fulton coordenava a arrumação da bagagem, enquanto Leonor percorria a casa, conhecendo o que seria seu lar daí para diante. Ela gostou da maneira como a luz do sol entrava, e imaginou como seria quando o bebê chegasse. &lt;br /&gt;- Meu amor, cuide de tudo aqui, enquanto vou ver o Almirante Greenfell. Preciso me apresentar.&lt;br /&gt;                Ainda de uniforme, Nigel se dirigiu para a sede da embaixada britânica, cruzando as ruas e perscrutando o movimento. Para onde quer que fosse, a massa de escravos era predominante. Ele se perguntava como seria se todos os escravos se rebelassem. De fato, já havia acontecido uma insurreição na Bahia cinco anos antes, mas ela foi tão severamente reprimida que os escravos ainda estavam “pacificados”, ao menos por enquanto&lt;br /&gt;- Ora, Ora, Ora! Quem temos aqui? O filho de Thomas Willingthorpe! Esqueça os graus pelo menos por enquanto, rapaz, sente-se e sirva-se.&lt;br /&gt;                O Almirante John Pascoe Greenfell era talvez mais investido de autoridade do que o próprio embaixador inglês. Veterano das Guerras Napoleônicas e da Guerra da Independência do Brasil, era, por assim dizer, comandante em chefe da Marinha Imperial, no lugar que era de Lord Cochrane, que foi o comandante à época. Greenfell vinha do sul, onde os farroupilhas ainda eram uma pedra no sapato do governo, que vivia num completo impasse.&lt;br /&gt;- Se eles tivessem ao menos uma marinha que pudéssemos afundar, meu rapaz, mas eles lutam em terra, e como lutam bem! &lt;br /&gt;                 O almirante o pôs a par do que se passava nas províncias rebeladas, e, também, do movimento que já se ensaiava, nos meios políticos, da antecipação da maioridade do Imperador, que, achavam eles, era o único meio de dar tranqüilidade ao país. De acordo com a Constituição, ele só poderia assumir o trono com a idade de vinte e cinco anos; tinha apenas treze, e isso poderia prolongar o banho de sangue; enquanto isso o governo era exercido por regentes, uns fortes e competentes, outros não mais que fantoches políticos. &lt;br /&gt;                 Na estância, Lucas acabava de entregar a mensagem a seu pai, quando viu o grupo de cavalarianos se afastando. Viu o pai a ler a missiva, e entre reações de espanto e franzir de cenho, entregou-a ao filho.&lt;br /&gt;- Os imperiais estão num impasse com os farrapos, filho. Estão recrutando todo o pessoal das estâncias ao redor para compor cavalhadas. Esta mensagem diz muito e é ao mesmo tempo uma ameaça velada.&lt;br /&gt;Lucas tomou a mensagem e a leu&lt;br /&gt;               “Caro coronel Julião&lt;br /&gt;                 Nossa causa urge de reforços e víveres. Os imperiais apertam o cerco e estamos cada vez mais comprometidos em defender o nosso país, e todos os que vivem nele devem contribuir para essa sobrevivência. Daqui a uma semana, um de meus piquetes virá arregimentar gentes para as cavalhadas. Vossa mercê poderá nos ajudar com o que tiver e puder. Quem poderá garantir o futuro de nosso país, se não pudermos defendê-lo?&lt;br /&gt;                 Bento Gonçalves da Silva&lt;br /&gt;                 Presidente da República Rio-Grandense”&lt;br /&gt;- Isso não é velado! É uma ameaça direta!!!&lt;br /&gt;- Sei disso, meu filho. É por isso que precisamos nos aprestar. Chame Atanásio e reúna os peões da estância. E mande mensageiros às estâncias da Figueira e da Gamela, para que os compadres Matias e Fernão estejam comigo. Mande que ele se avie depressa.&lt;br /&gt;                 Nadejda estava na sala, junto com a cunhada Luciana, quando ouviu o movimento dos homens da soleira. Um pressentimento lhe passou no peito, e a criança em seu ventre agitou-se. Já sabia daquele tipo de sensação, contada pela mãe no dia em que nasceu. Já ia levantar-se, quando Lucas a interpelou.&lt;br /&gt;- Tranqüiliza-te meu amor, é apenas uma preocupação de meu pai&lt;br /&gt;- Meu coração diz que não, tesouro. Alguma coisa vem vindo.&lt;br /&gt;                Aprendera a respeitar os instintos dela, que sempre estavam alertas para as coisas deste e do outro mundo.  A gravidez já anunciava seu final, e Eméria se mudou para a casa, pra ficar de olho na mulher do seu senhor. Já o tinha trazido ao mundo, agora ia trazer a cria dele...&lt;br /&gt;                Não demorou muito para que as coisas se dessem.&lt;br /&gt;                Atanásio chegou esbaforido, a montaria espumando, e com muito esforço se manteve de pé enquanto relatava tudo que vira e ouvira a seu patrão&lt;br /&gt;- Patrão, Sinhô Fernão vem, mas Sinhô Matias ta morto. Os farrapos queimaram a estância dele. Só sobrou a muié e dois fio.&lt;br /&gt;- Tudo bem, Atanásio. Fizeste bem feito. Vai à cozinha e pede a Eméria que te dê água e comida&lt;br /&gt;                 Julião aprestou os homens da fazenda, mandando Teresa e as mulheres pro Torreão da casa. Aquela estrutura tinha sido feita pelo pai de Julião, Jerônimo, quando ainda havia a guerra com os castelhanos. Era uma estrutura forte, feita de pedra,  com um poço no térreo, para evitar que morressem de sede. Nadejda não pôde deixar de notar a semelhança entre aquela estrutura e as torres de menagem dos castelos que ela vira na Europa. Caminhava com dificuldade, amparada por Eméria, que a ajudava a subir as escadas do Torreão. A ala de refugio era no meio da torre, senda as partes mais acima usadas pelas sentinelas que a guarneciam. &lt;br /&gt;                 Fernão e seus homens chegaram quatro horas depois, se posicionando nos arredores. FernãoGraça Morgado era de antiga família paulista, que migrara para o sul depois da Guerra dos Emboabas, quando perderam a primazia de exploração das minas. Seu pai também combatera os castelhanos, e granjeara vasta extensão de terras na campanha, na avançada da fronteira com a Banda Oriental. Chegava a cavalo com a mulher, Laurinda, que era dita ser tão guerreira e hábil nas armas quanto o era o marido. Numa carreta, com os poucos pertences que sobraram, vinha Luísa, mulher de Matias Barreiro, morto pelos farrapos por protestar sua lealdade ao Imperador. Ela vinha com os dois filhos, Ana e Pedro, o mais jovem, ainda de colo. Mesmo com a dor da perda do marido, o rosto era altivo, nobre.&lt;br /&gt;- Compadre Julião, peço sua acolhida e sua hospitalidade, e também pra viúva do Compadre Matias.&lt;br /&gt;- Está dada de coração, Compadre. Sabe que o amigo é sempre bem-vindo&lt;br /&gt;- Oxalá essa visita fosse em dias melhores,  compadre – Arrematou – Mas os tempos são os tempos.&lt;br /&gt;                Luísa e as crianças se acomodaram no Torreão, enquanto os homens se organizavam para a defesa. Lucas dava ordens aqui e ali, tentando não deixar nenhuma parte da sede descoberta. Mas seus olhos iam, quase sempre, para o torreão, onde estava seu amor, e que, dentro em breve, traria ao mundo o filho que ele tanto esperava...&lt;br /&gt;                 Nigel e Leonor já estavam aclimatados ao Rio. Caminhadas pela manhã, despachos junto ao embaixador inglês e eventos sociais, já preenchiam seu cotidiano por completo. Uma boa ajuda veio de Leonor, pois, como já estivera no Brasil, ajudou-o a respeito dos costumes da cidade e alguns da Corte, onde achou interessante que, para que o país ficasse independente, um príncipe da antiga metrópole teve de ser o autor da manobra. Num dos eventos da corte em que participaram, foram apresentados ao jovem imperador. Era um menino de treze anos, parecendo desconfortável ante aquela pompa toda. O corpo diplomático em sua totalidade estava presente, e, quando chegou a sua vez de apresentar seus respeitos ao Imperador, o mesmo foi quem tomou a iniciativa;&lt;br /&gt;- Seja bem-vindo ao Brasil, comandante. Imagino que já esteja aclimatado. O calor é sempre um problema para os europeus, estou certo?&lt;br /&gt;- Sim, Majestade – disse, fazendo uma mesura – Mas já nos acostumamos. Minha esposa me ajudou bastante.&lt;br /&gt;- Ah, isso é muito bom. Visite-me, quando estiver com algum tempo. Sempre estarão abertas as portas. Gostaria muito, de coração.&lt;br /&gt;- Farei o possível, majestade – disse já se despedindo&lt;br /&gt;              Havia visto  nos olhos do imperador mais que interesse. Era como se pedisse sua ajuda, como se ele fosse um guia, uma espécie de instrutor. “Acho que pensei com exagero”, dizia, de si pra si, divagando sozinho. Leonor também o percebera, e não deixou de observar tal comportamento da parte do jovem imperador.&lt;br /&gt;- Ele é apenas um menino – disse com assertividade – Um menino assustado diante de tanta responsabilidade.&lt;br /&gt;- Também acho, meu amor. Mas ele é a maior esperança de estabilidade deste país. A instabilidade é péssima para nossos interesses aqui. Se eu puder fazer algo, farei o que eu puder.&lt;br /&gt;             A impressão geral dele sobre o país era boa, mas duas coisas ainda o incomodavam muito. Uma delas era a ainda persistente escravidão. A despeito dos esforços de pessoas como o reverendo Wilbeforce, que fizeram com que a Inglaterra libertasse seus escravos em 1833, a escravidão ainda era um mal endêmico em muitos lugares, sendo o Brasil o maior país ainda a manter o regime de escravidão. Nigel se perguntava aonde aquilo ia andar...&lt;br /&gt;             Na estância o amanhecer veio com as sentinelas avançadas dando os sinais de que os farrapos se movimentavam. A cavalhada vinha sem formação, sinal de que não esperavam oposição. Todos se colocaram alerta, armas azeitadas e lâminas afiadas. Não tinham ilusões. Sabiam que ia correr sangue...&lt;br /&gt;             O primeiro piquete foi avistado logo que a luz do sol bateu na campanha. Não vinham em formação, possivelmente por achar que encontrariam a estância vazia. De longe, o Torreão impunha sua presença, dando um ar de força à edificação. Os farrapos avançavam lentamente, sem perceber que a aparentemente quieta estância estava cheia de armas bem prontas para a luta. Lucas estava na dianteira, aguardando o momento certo para atirar. Não tirava, porém, os olhos do Torreão, onde estava seu amor, e seu filho. &lt;br /&gt;             A cavalhada avançava despreocupada, sem saber que caminhava para uma armadilha.&lt;br /&gt;             Com o primeiro estampido, os homens se dispersaram, cada qual procurando abrigo para se proteger e atirar de revide. Lucas se deslocava com sua gente, buscando sempre um lugar diferente para fustigar os atacantes. Ao mesmo tempo, seu filho ia marcando sua chegada ao mundo...&lt;br /&gt;              Os tiros iam em rápida sucessão, ora estropiando um , ora matando outro. Lucas era exímio atirador, e não errava sua mira em ninguém. A cavalhada dos farrapos tentava tomar a estância numa carga armada, mas foi contida pelos peões sob o comando de Lucas, que os dispôs a cobrirem-se mutuamente, uma fila atirando enquanto a outra ia recarregando.  A cavalhada tentou contornar a casa, mas foi recebida pelos peões de Fernão Morgado, que se posicionara na retaguarda. &lt;br /&gt;              No Torreão, Nadejda e Eméria traziam o filho de Lucas ao mundo. A luta era grande lá dentro como fora. Parecia que a senda dos Willingthorpe era trazer seus filhos ao mundo no meio das batalhas. Ela era ajudada por Eméria, que, apalpando aqui e ali, fazia com que o parto fosse mais fluido.&lt;br /&gt;- Não te apoquentes, mulher, teu filho vem, tem certeza.&lt;br /&gt;              La fora, a cavalhada tentava, de todos os meios, romper aquela barreira. Já haviam perdido gente demais, e não conseguiram tomar a estância. Lucas estava já quase exausto, os homens já estavam com pouca munição. Logo seria a hora em que sabres e adagas falariam mais alto, e muitos mais morreriam&lt;br /&gt;              No Torreão, Nadejda, com todas as suas forças, fazia seu filho nascer. Sua mãe havia conversado, quando ela começava a mudar de criança a mulher, das artes da paixão, do prazer, e da maternidade, e dizia das dores, que eram dores intensas, mas que eram logo esquecidas assim que o bebê nascia... Agora, ela as estava  sentindo, tal qual sua mãe havia falado. Intensas, penetrantes, mas, dentro delas, se sentia realizada por trazer o fruto de seu amor ao mundo...&lt;br /&gt;              No Rio, chovia a cântaros. Nigel estava a ler poesia, enquanto Leonor dedilhava o bandolim, quando uma nota desafinada avisou que mais um Willingthorpe também estava a caminho...&lt;br /&gt;              Em Seagate Manor, os ventos do Norte traziam o inverno. A condessa Ludmila lia ao lado da janela, quando sentiu uma presença familiar, familiar demais. Virou-se lentamente, e viu, da luz da janela, o seu Thomas. Estava como da última vez que tinham se visto,  o sorriso de antes, os mesmos olhos vivos e penetrantes.  Ela se levantou para se aproximar, mas ele fez um gesto para que ela permanecesse onde estava. Ele se aproximou, a beijou e disse: “Logo chegará o dia em que estaremos juntos, meu amor; mas a vontade de estar contigo foi mais forte. Logo estaremos lado a lado. Eu te amo”. Ela permaneceu ali, enquanto ele se desvanecia na noite...&lt;br /&gt;             Duas mulheres traziam mais uma geração dos Willingthorpe ao mundo. Num país intenso, duas partes de uma geração lutavam por nascer, no meio dos elementos e do estrépito das armas.&lt;br /&gt;             Os farrapos arremetiam com toda a força em seus ataques. Cargas e mais cargas eram detidas pela renhida defesa dos que estavam na estância. Do torreão, as sentinelas, escolhidas pela sua boa pontaria, abatiam os chefes dos piquetes com tiros certeiros. Mais abaixo, outra luta e desenrolava, e Nadejda se mostrava à altura, usando de toda a sua força e intensidade para trazer aquela criança ao mundo. Eméria não a deixava, as duas trabalhando juntas.&lt;br /&gt;              A noite chuvosa havia transformado as vias num lamaçal, impedindo qualquer saída. Nigel não conseguia achar ninguém naquele dilúvio. Nada podia ser visto num raio de metros. Voltou á casa e contou o que tinha visto à mulher. Ela, mantendo sua calma, apenas disse;&lt;br /&gt;- Terá de ser por você, meu amor. Terá de trazer você o seu  filho ao mundo...&lt;br /&gt;              A história apenas começava para aquelas duas mulheres  &lt;br /&gt;              Na estância, a luta tomara seu aspecto mais cruel. Uma parte dos defensores ficara sem munição, e enfrentava os farrapos corpo a corpo. Era lança contra sabre, faca contra adaga. Gargantas eram cortadas, braços decepados, corpos rasgados. Mesmo assim , os farrapos não conseguiram penetrar a defesa de Lucas e de Fernão. Exaustos, mas sem se deixarem abater, eles dirigiam os homens para os pontos mais fracos, não deixando nunca os atacantes atravessarem.&lt;br /&gt;              No Torreão, Nadejda estava no limite de suas forças, mas seu filho estava nascendo,. Ela sentia que era uma criança forte, pelo que suas forças eram empregadas. Eméria, em meio ao esforço da mãe, se sentia feliz, por trazer à vida o filho do seu senhor. As sentinelas poupavam a munição, acertando mais seletivamente seus alvos.&lt;br /&gt;             Leonor também tinha a sua luta,. Ela dirigia Nigel em todas as etapas, lhe dizendo o que fazer e como fazer. Não era inexperiente, pois ajudara várias criadas nesse mister, na casa de seu pai em Macau. Agora, era a vez dela. Nigel, num quê de ansiedade, seguia todas as instruções de Leonor; lá fora, os relâmpagos ribombavam cada vez mais alto, e a chuva não dava sinais de parar...&lt;br /&gt;             Os farrapos tentaram, então, mais uma carga, centrando no ponto mais fraco da defesa, perto do armazém da casa. Os defensores, em gestos arriscados, buscavam os alforjes dos mortos, em busca de alguma munição. Já não havia mais nenhuma. A cavalhada vinha em mais uma arremetida, quando, de repente, surgem Lucas e seus homens, e, num último esforço, descarregam a última carga de munição que lhes restava. Os farrapos, tomados de surpresa, perdem o ímpeto e se dispersam, e os peões da estância, coragem renovada, arremetem em cima da cavalhada. Homens são apeados e mortos, cavalos sem cavaleiros galopam no campo, mortos e feridos se espalham. Lucas luta bravamente, mas, num momento de distração, um pontaço de lança lhe perfura o ombro. Uma dor fina e penetrante o invade, mas ele não perde o prumo. Se desvencilhando da  lança, gira o sabre e talha o sujeito de alto a baixo, matando-o instantaneamente. Ainda vê a cavalhada bater em retirada, antes de perder as forças e cair no chão Atanásio o vê cair e o carrega pra dentro do Torreão, onde, finalmente, seu filho vem ao mundo. Mas agora se precisam ver outras coisas&lt;br /&gt;             Um relâmpago, mais forte que todos os outros, marca a chegada do filho de Nigel. Leonor arrefece, quase desfalecida, enquanto Nigel lava seu filho e o agasalha, para entregá-lo à mãe, não sem antes também cuidar dela. Depois ele entrega a ela o bebê, e ele, sôfrego, busca na mãe o calor e o alimento de seu seio.&lt;br /&gt;- Lutaste bem, meu amor. Veja o seu filho, como ele é belo.&lt;br /&gt;             O bebê viera muito parecido com ele, mas os vivos e intensos olhos verdes não deixavam dúvidas de que a essência daquela corajosa mãe estava lá. Ele se aconchegou ao lado dela, as lágrimas de emoção jorrando caudalosas&lt;br /&gt;- Me perdoe – Disse ele – Por fraquejar.&lt;br /&gt;- Porque fraquejar, meu amor? Foste o mais forte dos homens esta noite. Trouxeste teu filho à luz. Quer ato mais corajoso?&lt;br /&gt;- Mas tive medo quando estava acontecendo. Medo de falhar com você&lt;br /&gt;- Eu sabia que jamais irias falhar, meu amor. Jamais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              A batalha havia terminado. A cavalhada dos farrapos fora detida; agora, era hora de tratar os feridos e enterrar os mortos. Fernão Morgado também estava ferido, com uma bala de mosquete no braço esquerdo. Os mortos – amigos e inimigos – estavam sendo reunidos mais longe, para depois serem enterrados sem que os corpos envenenassem os poços. &lt;br /&gt;              No Torreão, Nadejda finalmente dera à luz um belo menino, de cabelos negros e olhos azuis, que chamou pelo mesmo nome do pai, Lucas. Uma nova família nascia, a dos Willingthorpe Almada. Não houve vento frio, nem bater de janelas. Apenas mais uma criança vindo ao mundo, entre tantas mortes. Nadejda relaxou, enquanto o bebê também nela buscava o conforto, o aconchego e o alimento de seu seio. Sabia que o seu amor não morrera. Voltaria pra ela, voltaria para conhecer o filho, e para novamente amá-la...&lt;br /&gt;              Nigel deu a seu filho o nome de  Robert, como o primeiro dos Willingthorpe, ainda na época Elizabetana, que havia lutado com Drake e Frobisher contra os espanhóis. Leonor aprovou o nome, sentindo que ele seria um símbolo de força e coragem. Descansou, pois a noite tinha sido muito exaustiva para ela, e sabia que, depois, precisaria de todas as suas forças...&lt;br /&gt;              Na manhã seguinte, um estafeta veio com uma mensagem endereçada a ele, em que “Sua Majestade Imperial o convocava para uma audiência informal no Paço de São Cristóvão, às três da tarde”. O estafeta esperava a resposta de Nigel, e ele confirmou a presença lá. Quando contou a Leonor, ela assentiu, dizendo que era sábio que ele tivesse esse contato, devido à grande importância.&lt;br /&gt;- Não se preocupe comigo, meu tesouro. Estou bem e Robert também está. Além disso, pense na importância desse convite&lt;br /&gt;                 Leonor sabia o que dizia. Há algum tempo os políticos se movimentavam numa campanha pela maioridade do Imperador. Diziam que era a única maneira de levar estabilidade ao país, sacudido por conflagrações e rebeliões em quase todas as províncias. Balaios, Cabanos e Farrapos estavam minando, segundo muitos, a estabilidade do país, e eram necessárias medidas urgentes, e uma delas, segundo a maioria das pessoas, era a antecipação da maioridade do imperador, já que os regentes não conseguiram se impor como força política.&lt;br /&gt;                 Exatamente às três da tarde, a carruagem de Nigel adentrou no jardim do Paço de São Cristóvão. Era uma residência de fachada não tão pomposa, embora ocupasse um espaço amplo. No jardim, o camarista do paço já o aguardava para conduzi-lo à presença do Imperador. Aguardou no salão nobre do Paço, até que o imperador apareceu. Não vestia a roupa de cerimônia, como de outras ocasiões, mas uma sobrecasaca de cor cinza com calças brancas, com um broche na lapela, uma miniatura da Coroa Imperial. Os cabelos bem penteados davam mais a ele o ar de um estudante do que o de um Imperador.&lt;br /&gt;- Como tem passado, comandante? – disse ele em francês, língua em que parecia estar mais à vontade -  Há muito não nos vemos. Mas entendo. O protocolo nos obriga a sermos exigentes demais com nós mesmos, eu admito&lt;br /&gt;- Estou bem, Majestade. Folgo em saber que está bem da mesma forma&lt;br /&gt;              Subitamente, o imperador fez um sinal, e o camarista do paço cerrou as portas do salão. Apenas ele e o Imperador estavam lá, a sós. Dirigiram-se a uma das bancadas, que dava para o jardim.&lt;br /&gt;- Gosto deste espaço. Recorda-me uma parte da infância que foi marcadamente inesquecível.&lt;br /&gt;              O termo “infância” poderia estar mal aplicado, vindo de um menino de treze anos, mas as exigências de um protocolo e a consciência de sua responsabilidade o fizeram crescer rápido demais, podendo ele, com toda a segurança, referir-se à infância como um passado distante.&lt;br /&gt;- Sabe o que se anda boatando pela cidade, comandante?&lt;br /&gt;- Não, majestade – omitiu Nigel.&lt;br /&gt;- Que a única solução para dar estabilidade e equilíbrio ao país é a antecipação de minha maioridade. Que isso traria paz ao império. O senhor sabe, é claro, que só poderei, pela constituição estabelecida por meu pai, assumir o trono daqui a doze anos. Mas muitos querem que eu assuma agora. O que me diz disso, comandante?&lt;br /&gt;- Sempre aprendi, majestade – disse, entre ares desconfiados – que, quando nos sentimos prontos para fazer algo, estamos maduros para fazê-lo – completou&lt;br /&gt;- Então o senhor concorda com essas pessoas?&lt;br /&gt;- Acho que se tem de acabar com essa ruína das instituições, Majestade. Se me permitir falar livremente...&lt;br /&gt;- O Barão de Caxias, que está no Maranhão a combater os balaios, me disse a mesma coisa. Deve-se mudar a constituição, se se quer salvar o país&lt;br /&gt;-Acho que, se isso gerar a estabilidade, será muito bom&lt;br /&gt;               Nigel finalmente se convenceu. A conversa se prolongou por mais duas horas. Nigel despediu-se dele com um aperto de mão, cuja firmeza revelou uma excelente impressão por parte de ambos. Antes de sair, deixou com o imperador uma frase:&lt;br /&gt;- Faça o melhor por seu país, majestade. Deus o guarde.&lt;br /&gt;               Após a cruel faina de enterrar os mortos – amigos e inimigos – os defensores da Estância do Lagar celebravam a sua vitória. Vários novilhos foram mortos e assados, na maneira de preparar carnes conhecida nos pampas. Lucas e Nadejda estavam no alpendre, a tudo observando, se confraternizando com os peões; Fernão Morgado e Laurinda dançavam a chimarrita, enquanto Luísa Barreiro, parecendo mais conformada, marcava o passo com os pés, com os filhos no colo&lt;br /&gt;- Será que ainda atacarão, meu amor? – Perguntou Nadejda, ainda com os estertores da batalha na memória.&lt;br /&gt;- Acho que não, tesouro – respondeu o marido, braço apoiado na tipóia – Nossos piquetes disseram que os farrapos vão longe daqui.&lt;br /&gt;- Espero que sim. Quero você perto de mim, pra me amar muito.&lt;br /&gt;                No dia seguinte, a faina voltava a seu ritmo normal; o gado era reunido, os peões cuidavam de marcar bezerros, não antes de separar a sorte – o quarto bezerro de cada lote – como paga de serviço. Era assim nos pampas, onde o gado, seja ele onde estivesse – era a mola mestra da vida desses homens. Homens que nasciam e cresciam livres, como a vastidão dos campos.&lt;br /&gt;                Já recuperada, Nadejda decidiu se integrar em definitivo ao universo do marido. Já não vestia os vestidos rodados de antes, preferindo as roupas da região, ousando mesmo a vestir bombachas e a calçar botas de fole. Hábil amazona e melhor atiradora, se impôs entre os homens de seu marido, que a respeitavam como a ele próprio. Mas ela era toda carinho para com o filho, que era a luz dos olhos do pai. Ele crescia rápido, ágil, curioso com o mundo à sua volta.&lt;br /&gt;- É um belo menino esse meu neto, minha nora. Parece que puxou ao pai, com essa vontade toda de crescer.&lt;br /&gt;- As crianças são assim, curiosas com o mundo&lt;br /&gt;- Meu Lucas era assim. Um menino traquina, inquieto com o mundo&lt;br /&gt;- Esses ares de menino me trouxeram até aqui, minha sogra&lt;br /&gt;- Vejo felicidade em meu filho, mas te advirto aqui de uma coisa.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- A vida no continente é sempre de sobressalto... Ora se pode estar de paz, ora nossos homens partem pra lutar em outras bandas. Assim é a vida aqui. &lt;br /&gt;- Minha família é de homens do mar, minha sogra. Sabemos muito bem o que a senhora fala. Minha mãe mesma sabe o que é isso. Perdemos nosso pai, eu e meu irmão gêmeo, no dia em que nascemos&lt;br /&gt;- Então estás preparada pra viver aqui, minha filha. Estás mais que preparada.&lt;br /&gt;           No Rio, Nigel seguia com seus deveres de observador. A situação política na cidade se agitara, com os clubes da maioridade fazendo abertamente campanha pela antecipação da maioridade do Imperador. Em todas as províncias pipocavam clubes maioristas, que publicavam editorial após editorial, defendendo que o Imperador deveria assumir a nação, antes que a anarquia assumisse. Ele pensava naquele garoto de quase quatorze anos, investido de uma responsabilidade que, por mais que estivesse preparado, era assustadora. Ele teria de pacificar um país. Sempre estava em audiência, ao menos uma vez por dia, no Paço de São Cristóvão. De uma relação de respeito, nasceu uma profunda amizade, na qual Nigel era quase um pai. Ele pensava em Robert, seu filho, e jamais descuidava de , além de sua educação, dar todo o seu amor de pai, sempre que estava próximo.&lt;br /&gt;           Uma semana depois, realizou-se a cerimônia de batismo, segundo o ritual anglicano. Foi uma cerimônia doméstica, pois a Constituição brasileira, apesar de ser tolerante com as demais religiões, considerava apenas a Igreja Católica como oficial; as outras religiões eram permitidas, mas apenas em seu culto doméstico, sem templos ou santuários. Assim, Robert Monforte Shatov-Willingthorpe se tornava cristão. O Imperador mandara um presente – uma cruz de ouro com cravejamento de esmeraldas – através da Condessa de Gouveia, uma amiga de Leonor que era esposa do camarista do Paço.&lt;br /&gt;           Numa das audiências que o Imperador concedia a Nigel – momento pra oportunas conversas informais. – um grupo foi anunciado pelo camarista. Tinham urgência de falar com o Imperador. Eram representantes dos vários clubes maioristas das províncias, que queriam uma audiência urgente. Depois de convencerem o regente, Pedro de Araújo Lima, um político calejado e homem de visão, embora fraco, se dirigiam agora ao próprio Imperador, pedindo uma decisão se aceitaria ou não o trono. O Imperador os fitou, um a um. Seus olhos pareciam ler as vontades de cada um dos membros daquela comissão, a esperança nos olhos de cada um. O Imperador olhou para Nigel, que apenas assentiu com a cabeça. A seguir, os membros do comitê perguntaram, em um tom de quase implorar.&lt;br /&gt;- Sua majestade deseja seu reino? Sua Majestade quer assumir o trono de seu pai?&lt;br /&gt;- Quero já! – Disse, com voz firme e olhar idem –  Quero já!&lt;br /&gt;          As ruas do Rio se tomaram de festa. “Temos um Im perador”, gritavam os passantes. “Viva Dom Pedro segundo”, gritavam outros. Nigel estava contente, e, de certa forma, aliviado. Aquele menino se tornara um homem. Isso ele lera nos olhos dele. Aquele menino saberia governar o país. Agora, ele teria de ter paciência para toda a azáfama e a lufa-lufa da cerimônia de coroação. Aquele seria um dia longo...&lt;br /&gt;          As notícias da antecipação da maioridade e da coroação do Imperador chegaram à estância do Lagar à tardinha, quando Atanásio chegava a galope, vindo da estância de Santana da Alegria. Trazia os exemplares de jornais do Rio, que tratavam da coroação do Imperador e do Movimento Maiorista. Lucas estava chegando ao alpendre quando tomou a notícia das mãos do capataz.&lt;br /&gt;- Isso é sério mesmo?&lt;br /&gt;- É, sim, patrãozinho – disse entre arrancos – os homens da capital coroaram o Imperador e estavam dando vivas até agora.&lt;br /&gt;            Lucas tomou os jornais nas mãos e os levou a seu pai, que leu com atenção cada linha. Um suspiro de alívio saiu e seu peito. Seria a esperança de paz para a região , que ainda sofria com a confrontação entre farroupilhas e imperiais. Nadejda o acompanhou, o pequeno Lucas no colo, enquanto conversava com o pai.&lt;br /&gt;- Será mesmo a paz, meu pai? Os imperiais e os farrapos ainda não estão cansados de pelear, que eu saiba&lt;br /&gt;- Mas um imperador, meu filho, já é diferente. Vê que o Rio de Janeiro já entrou em calma.&lt;br /&gt;- Mas aqui os ânimos estão mais exaltados, e os farrapos deram um passo que não podem voltar atrás...Eles perderiam prestígio&lt;br /&gt;             Ele sabia do que falava. Mesmo com propriedades e gado na Banda Oriental, os farroupilhas deram um passo que os colocava como inimigos figadais do governo imperial, que muito possivelmente não teria clemência com eles. Mas já tinha sabido da chegada do Barão de Caxias, que assumiria o comando das tropas imperiais. Ele já havia debelado a Balaiada, e faria o mesmo com a Farroupilha. Como era de praxe, chamou os líderes para  negociar, mas nem Davi Canabarro nem Bento Gonçalves se aprestaram. Assim, começou lentamente a negar terreno aos farrapos, deixando pouco espaço para que eles manobrassem, pois Caxias sabia que não poderia vencê-los nas regras deles, ou seja, na cavalaria. Ele teria de desgastá-los para vencer&lt;br /&gt;             No Rio, Nigel, tinha mais uma audiência com o Imperador, desta vez já como soberano coroado. Em seu uniforme de cerimônia, estava pouco à vontade, mas voltar a ver o Imperador fez bem a ele&lt;br /&gt;- Como tem passado, comandante? E o pequeno Robert?&lt;br /&gt;- Estamos bem, Majestade. E o senhor?&lt;br /&gt;- O senhor tinha razão, comandante. Uma responsabilidade e tanto&lt;br /&gt;- Que o senhor saberá conduzir sabiamente.&lt;br /&gt;- Esqueça as formalidades, agora, me conte como está a família e as notícias da Inglaterra.&lt;br /&gt;            Ao chegar em casa, comentou com Leonor as novas da audiência, e como estava a situação do Imperador. Conseguira unanimidade mesmo nas províncias mais agitadas, e parecia que tudo iria se encaminhar. Leonor escutava tudo atentamente, enquanto amamentava o pequeno Robert..&lt;br /&gt;- Meu amor, esta mensagem chegou para você. Do próprio almirante Greenfell&lt;br /&gt;            Ele abriou cuidadosamente o envelope, que trazia uma convocação do almirante, para que seguisse com ele para o Sul, ao porto de Laguna, mas antes passaria em Porto Alegre, para abastecer a tropa que levava ao sul. Ele franziu o cenho, preocupado, pois não queria deixar Leonor nem o pequeno Robert na cidade. Pediu que pegassem o primeiro barco para a Inglaterra,  ficassem um tempo com a condessa Ludmila, at´pe que ele dissesse que tudo estava seguro.&lt;br /&gt;- Acho que é melhor pra vocês no momento. Ademais minha mãe quererá conhecer o pequeno Robert.&lt;br /&gt;- Sei de tua preocupação, meu amor. Não seria necessário, mas já que achas melhor, iremos eu e o pequeno Robert.&lt;br /&gt;           Enquanto o navio partia para a Inglaterra, Nigel se juntava ao Almirante Greenfell e partia para o Sul, onde outra aventura começaria...&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;            Chegaram ao litoral de Santa Catarina por volta da tarde,  depois de alguns dias de mar um pouco agitado, desmanchando a impressão, criada pelo Almirante Greenfell, de que Nigel fosse apenas um soldado de gabinete, um burocrata de Londres. Ele se revelara um completo marinheiro, surpreendendo pelo conhecimento das correntes do litoral, um litoral que ela esteve apenas por aproximar-se; Greenfell rendeu-se às habilidades de Nigel. Fundearam  na Barra , pois a cidade ainda estava sob o poder dos farrapos, que tinham proclamado a República Juliana um ano antes , mas informantes dentro da cidade aviaram a Greenfell que os farrapos eram cada vez mais odiados, e ele iria se aproveitar disso para capturar a cidade.&lt;br /&gt;- Meu plano, comandante, é me aproximar mais do litoral na calada da noite, e desembarcar as tropas de surpresa. Não cometerei o mesmo erro duas vezes&lt;br /&gt;            Ele falava de uma mesma tentativa, feita há um ano, mas as barcaças de desembarque foram surpreendidas por dois lanchões armados dos farrapos, que foram trazidos campanha adentro sobre rodas, por um grupo de farrapos comandados por um italiano chamado Giuseppe Garibaldi. As barcaças foram atacadas e tiveram que se retirar, sob fogo dos lanchões farrapos. Mas ele não permitiria que isso acontecesse uma segunda vez.&lt;br /&gt;             Ludmila recebeu com alegria Leonor e o pequeno Robert, tomando o neto no colo assim que chegaram a Seagate Manor. Leonor contou da cidade do Rio de Janeiro, das audiências de Nigel com o Imperador, e do nascimento do pequeno Robert.  Ela ouviu tudo atentamente, contando também a Leonor a história da aparição de Thomas. Mas o mais importante é que seu neto estava lá, para mimá-lo, senti-lo; era como se um pouco de  Nigel estivesse ali, com ela...&lt;br /&gt;             O desembarque em Laguna havia sido bem sucedido, e agora os rebeldes não tinham mais nenhuma saída para o mar. Cada vez mais eram empurrados para o interior da província, onde apenas sua habilidade como cavalarianos os impedia de ser derrotados completamente. Mas isso não poderia durar muito e, cinco anos depois, os farrapos faziam a paz. Não uma derrota, mas um armistício, lembrando a palavra de Caxias, que dizia que “tais homens não se venciam pelas armas”.&lt;br /&gt;              A missão de Nigel estava completa, e ele poderia se reunir à família na Inglaterra. Mas ele queria ainda fazer duas coisas.Uma delas ele fez de imediato: tomou o primeiro navio para Porto Alegre, e daí uma carruagem para a Estância do Lagar, onde Nadejda já o esperava, pois ele teve o cuidado de despachar um mensageiro para avisá-la.. Ela já estava no alpendre, em trajes gaúchos, com Lucas e o filho, e dona Teresa, pois seu sogro, Julião Almada, havia morrido no inverno anterior e Luciana, a cunhada, havia se casado com o filho de Fernão Morgado, que havia retornado da Europa, e viviam na Estância da Gamela. &lt;br /&gt;- Meu irmão!!!Venha e me dê um beijo!!! Que saudades suas!&lt;br /&gt;- Vejo que continua transgressora vestida assim, de forma tão forte. Que diriam teus amigos em Londres?&lt;br /&gt;- Minha vida é aqui, me sinto bem assim. Mas não foi para criticar minhas roupas que viajaste tão longe. Conte-me as novas enquanto tomamos um amargo.&lt;br /&gt;          Depois do aperto de mão com o cunhado, Lucas adentrou a sede da estância, enquanto uma mucama lhe carregava as malas e ia preparar o seu banho. Enquanto isso, ela e Lucas escutaram atentamente a narrativa do nascimento de Robert, as audiências e a amizade nascida com o Imperador, e sua ação no desembarque de Laguna. Nadejda contou-lhe então a batalha na estância, os mortos e feridos e o nascimento do pequeno Lucas, que corria solto pela casa, até esbarrar nas pernas do tio, que o pegou no colo e o abraçou e beijou afetuosamente.&lt;br /&gt;- Como todos na família, nasceste no meio de lutas. É nosso destino, não é mesmo, irmã?&lt;br /&gt;-Parece sempre estar escrito em nós, meu irmão... Sempre.&lt;br /&gt;            Os dias foram maravilhosos na estância. Nigel desenferrujou suas habilidades eqüestres, surpreendendo Lucas, que achava que um marinheiro não teria habilidade com os cavalos. Mas Nigel se revelou um excelente cavaleiro, não decepcionando Nadejda, que achava que o irmão, depois de tanto tempo no mar, tivesse desleixado de cavalgar.&lt;br /&gt;- Leonor e eu sempre cavalgávamos no Rio. Servia para nos distrair muito. E levávamos o pequeno Robert, também...Sei do crescimento dele apenas pelas cartas de Leonor.  Devo voltar à Inglaterra nestes próximos quinze dias, para apresentar meu relatório ao Almirantado&lt;br /&gt;- Que pena, meu irmão..Poderias ficar mais tempo..Mas sei de teus deferes, e jamais foste de ser leviano com eles.&lt;br /&gt;            Assim, Nigel deixou Porto Alegre e, antes de ir para a Inglaterra, solicitou uma audiência com o Imperador  na Paço de São Cristóvão, no que foi prontamente atendido. Ao encontrarem-se, Nigel viu o quanto ele havia mudado. Já não era mais o rapazola assustado que vira pela primeira vez, mas um homem resoluto, senhor de si, não mais assustado, mas uma personalidade que, ao mesmo tempo, inspirava confiança e bondade. Em trajes comuns, parecia mais o reitor de uma universidade a um monarca. Mas era essa a imagem que sempre Nigel sentiu quando o viu pela primeira vez; mas dali também havia algo mais, uma força que, Nigel sabia,poderia conduzir o país.&lt;br /&gt;- Prazer em vê-lo, comandante. Como vai sua caríssima irmã? Espero que bem.&lt;br /&gt;- Está sim, Majestade. Todos se encontram bem, obrigado pela sua preocupação&lt;br /&gt;- Com que então vai nos deixar, comandante. Sentirei falta de nossas conversas. O que vai colocar em seu relatório final?&lt;br /&gt;- A mais positiva das impressões, Majestade. Meu país só tem a lucrar com a amizade entre nós. É com pesar que eu vos deixo e a este país. Meu filho nasceu nele, e tenho um respeito muito grande por esta terra.&lt;br /&gt;- O senhor tinha razão comandante. Tenho de fazer o melhor por este país. Meu pobre pai não teve tempo de fazê-lo. Cabe a mim, agora..&lt;br /&gt;- Então, majestade, faça sempre o melhor que puder, e não desampare este país...&lt;br /&gt;- Tenha certeza de que não o decepcionarei, comandante. Tenha uma boa viagem. Que Deus o acompanhe.&lt;br /&gt;- Também a vós, majestade.&lt;br /&gt;               Do tombadilho do navio, Nigel via a costa brasileira se desvanecer no horizonte. Sentiria falta daquela terra, que, agora, era o país de sua irmã. A viagem transcorreu calma e sem incidentes, e foi com alegria que Ludmila, Leonor e cada vez mais crescido Robert o receberam na varanda de Seagate Manor. Leonor o recebeu com um apaixonado e caloroso beijo, enquanto ele tomava o pequeno Robert no colo, e também com a mesma ternura abraçava a mãe, que, enfim o reencontrara.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1314255575410969966?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1314255575410969966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1314255575410969966' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1314255575410969966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1314255575410969966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/10/saga-dos-shatov-willingthorpe-parte-ii.html' title='A saga dos Shatov-Willingthorpe - Parte II'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-2444635602332712203</id><published>2007-10-26T18:29:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T18:34:23.323-07:00</updated><title type='text'>A saga dos Shatov-Willingthorpe</title><content type='html'>Como eu prometi, aqui começa a saga de uma familia de guerreiros, de mulheres fortes e destemidas de homens valorosos e corajosos...Atravessando os séculos, de 1804 a 2007, emoções e intensidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cabo Trafalgar,1804&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                   Era uma sensação estranha o que sentia.&lt;br /&gt;                   Um comando no mar era o que ele mais queria, pois não havia sido feito para ficar muito tempo em terra. O seu primeiro posto diplomático fora marcante por todas as razões: conhecera São Petersburgo, cidade reputada como uma das mais belas da Europa, fato que ele comprovara ao chegar; fizera amigos, como o conde Nikolai Shatov, almirante da Esquadra do Báltico, e sua irmã Ludmila, por quem ele se apaixonara. Ela lhe falara, e lhe mostrara, as paisagens do país dela, e ele lhe falara dos campos de Seagate Manor, perto de Portsmouth, lar ancestral dos Willingthorpe. Se apaixonaram de ímpeto, o amor sendo mais forte a cada momento, mesmo com a sombra de Napoleão sobre a Europa, e a Inglaterra apreensiva sob que direção a Rússia tomaria...&lt;br /&gt;                   Afastou os pensamentos por um momento, pensando na situação presente. Os navios da Esquadra Mediterrânea Mantinham constante vigilância nos navios estacionados na costa da Espanha, pois, tendo destronado o rei Fernando VII e colocado seu irmão José Bonaparte no trono, O Imperador queria, a todo custo, controlar a esquadra espanhola para que, unida com a francesa, controlasse o Canal da Mancha e apoiasse a invasão da Inglaterra. "Se dominarmos o Canal por seis horas", dizia ele, "A Inglaterra estárá de joelhos frente a nós". Mas o Almirantado, antecipando a manobra, havia bloqueado a costa espanhola, impedindo quaisquer navios de sair do porto de Cádiz, o mais movimentado e sede da Armada espanhola.&lt;br /&gt;                   Era essa a situação que Thomas Willingthorpe divisava de sua luneta. Como capitão do HMS Spearhead, estava mais perto da costa do que qualquer outro navio inglês, e podia mesmo ver, de sua coberta, os preparativos dos navios espanhóis e  franceses. Sabia que logo haveria luta, e todos estavam ansiosos, especialmente o tenente Crowler, artilheiro-mestre. Queria logo trocar balaços com "Johnny Crapaud", como os marinheiros chamavam os franceses, aproveitando a palavra que significava "sapo". Todos estavam bem treinados, pois Thomas aproveitava o tempo para apurar cada vez mais a perícia de seus homens, especialmente os artilheiros, os quais eram os mais exigidos. Os mestres de velas também, pois ele sabia que a perícia nestas duas coisas seria a diferença entre viver ou morrer...&lt;br /&gt;                  Com seu quarto de vigia no fim, Thomas passou ao tenete Bayan, mestre de velas, o quarto seguiinte. Em sua cabine, passou ao diário de bordo a seguinte nota: "Jogo de olhos e olhares; se não houver luta, cada olhar de lá e de cá será munição letal". Em seguida, deitou-se em seu  beliche, e sua mente entregou-se Às lembranças...Ludmila..Vinha-lhe à memória o aroma de mimosa, as mãos suaves e ágeis, o cabelo castanho e os olhos azuis fortes, ele diria "como oceanos bravios". Lembrava das vezes em que se amaram, ela a conter a pressa de marinheiro, o amor apressado dos que vivem no mar; "agora estás em terra,  meu almirante, caminhe devagar, ou navegue em meu mar tempestuoso, mas lentamente..." Cada toque dela estava gravado a fundo na memória....De repente, o chamado para o mar, quase sem tempo de se despedir...Ele quis dizer algo, ela o cala com um beijo;"não precisa dizer que me ama, pois seu amor está a gritar dentro de mim..."&lt;br /&gt;                Foi tirado de suas lembranças pelo aspirante Travers, que trazia uma mensagem do almirante Nelson, que o chamava para uma reunião a bordo da Capitânia, o HMS Victory, o mais poderoso navio da esquadra, armado com 120 canhões, quarenta a mais que o Spearhead.  A nau capitânia inspirava confiança ao resto da esquadra, pois, quem seria capaz de superar o Victory?&lt;br /&gt;                O Almirante Nelson foi direto ao assunto, como era de seu estilo. A esquadra, caso os franceses se animassem pra lutar, não faria o molde clássico de formação de combate, ou seja, alinhar-se em arco, mas formaria uma cunha direcionada para o centro da esquadra inimiga, o que ficou conhecido como " Toque de Nelson". O Spearhead seria a ponta dessa cunha, trocando os primeiros tiros com os franceses. Mas isso dependeria do que franceses e espanhóis fariam. O Almirante Colingwood, um velho lobo do mar que, em seus cinquenta e seis anos de vida, só vivera sete meses em terra firme, tocou no ombro de Thomas e sorriu cordialmente&lt;br /&gt;- Boa sorte, e comece a surra nesses malditos sapos, ou então morramos de tédio...&lt;br /&gt;                 Logo que voltou ao navio, Thomas pasou a instruir a estratégia a cada um dos comandantes, oficiais e grumetes. Fariam, se possível, fogo de bordada, para que se infligisse grandes danos ao inimigo, antes que começassem a sofrer danos. Cada um já sabia o que fazer, depois de tanto teinamento, que poderia fazer seu trabalho dormindo...&lt;br /&gt;                  A carruagem parou lntamente no jardim e ela desceu com cuidado, o ventre já da gravidez adiantada. A condessa Willingthorpe, mãos cruzadas, esperou-a já na entrada, a criadagem perfilada. Ela caminhou em passos lentos, cuidadosos, até que a condessa estendeu a mão e, depois, abraçou-a, dando um beijo carinhoso em cada uma das faces.&lt;br /&gt;- Então é você que tem o coração do meu filho; as cartas dele a falar de você não estavam erradas.&lt;br /&gt;- A honra é minha, condessa&lt;br /&gt;- Somos mãe e filha agora, minha jovem. Chame-me Claire&lt;br /&gt;                 Conversaram bastante, entre uma rodada de chá de camomila e biscoitos. Ela conversou do amor dela por Thomas, do casamento secreto, da gravidez, da celeridade com que ele havia voltado ao mar, e todas as outras coisas&lt;br /&gt;- Acostume-se, minha filha... O mar é... Também um rival... - Hesitou a condessa por um instante - Traz nossos homens de volta, mas às vezes não..Mas isso é conversa de uma velha...Não me dê atenção...&lt;br /&gt;                    Nesse momento, Thomas, em seu quarto de vigia, vê o que queria há tanto tempo: os navios franceses e espanhóis enfunavam velas, prontos a partir...Haveria luta!!!Ficou ao alcance de sinal e mandou mensagem ao Almirante Nelson.  O tédio foi substituído por atividade febril, de escorvar os canhões e deixar as cargas preparadas. Tudo tinha de estar certo. O menor erro poderia significar ir para o fundo, ou coisa pior. Os oficiais e os homens mantinham as armas de mão prontas e carregadas, pois sempre poderia haver a possibilidade de abordagem. A esquadra fora dividida em duas, uma sob o comando do Almirante Colingwood, e outra sob o comando de Nelson; logo atrás dele estava o navio de Thomas. O vento favorável facilitou a concentração de forças, onde, se esperava, a perícia dos artilheiros e dos mestres de velas fizesse a diferença. A cunha já estava formada, avançando inexoravelmente na direção do destino...&lt;br /&gt;                    A xícara de chá caíra com um baque estridente, e ela levara às mãos ao ventre., sentindo o líquido quente e viscoso escorrer pelas pernas, empoçando levemente a área a seus pés...&lt;br /&gt;                    O filho de Thomas ia nascer...&lt;br /&gt;Inexoravelmente, o Spearhead começava a se aproximar da distância de contato. Os artilheiros já estavam a postos apenas aguardando ordens. O adversário mais próximo, o Santíssima Trinidad, não esperou chegar ao alcance de tiro; disparou uma salva de bordo, mas o navio de Thomas não foi alcançado pelos disparos, que foram muito erráticos....Thomas apenas elevou a mão, e Timmy, o timoneiro, girou o leme, fazendo com que o navio desse uma guinada para a direita. Isso era o sinal para os artilheiros, que imediatamente, quase em uníssono, dispararam seus canhões. A bordada arrebentou o costado do navio espanhol, inutilizando o bordo de canhões superior. mas o trabalho ainda não estava terminado...Na popa, os artilheiros tinham uma outra arma, a caronada, um tipo de canhão que, em vez de disparar projéteis sólidos, disparava toda sorte de estilhaços, para saturar um espaço. Os disparos da caronada acertaram em cheio as cabines de popa, arremessando o capitão e os oficiais para fora do barco. Em questão de minutos, o navio espanhol estava reduzido a chamas e escombros...&lt;br /&gt;                     Ela estava na plenitude de suas forças. Conseguiu andar até o quarto, acompanhada pela condessa, que, depois de pô-la na cama , mandou chamar a Sra, Haversham, uma excelente parteira. Ao chegar, ela trazia uma corda trançada grossa, que encaixou em cada bordo inferior da cama. Depois, pediu a Ludmila que segurasse firme aquela corda, que a criança nasceria bem. Ela apalpou a barriga, sentiu os movimentos do bebê, movimentos firmes e vigorosos. Já tinha visto partos demais, além do que poderia contar, e se orgulhava de jamais ter perdido nem mães nem crianças. &lt;br /&gt;                     O trabalho de parto estava apenas começando. A batalha também.&lt;br /&gt;                     Dois navios franceses, o Bravecoeur e o Chimére, se aproximavam do Spearhead. Thomas, habilmente, se posicionou a  estar passando do lado dos dois, de modo que só um pudesse assestá-lo, evitando fogo cruzado. Por outro lado, a perícia dos artilheiros britânicos realmente estava fazendo a diferença, com os inimigos não tendo a mesma precisão. O Victory,sozinho, já havia incapacitado ou afundado pelo menos cinco navios espanhóis e dois franceses, e acabava de inutilizar e por fora de combate o Bucentaure, nau capitânia do almirante francês Villeneuve. Mas os inimigos não desistiam, e o Victory se viu sob a mira dos canhões do Redoutable, uma das naves mais combativas da esquadra franco-espanhola&lt;br /&gt;                     Ela e o bebê estavam lutando. Ele, vigoroso e  forte, vinha ao mundo com intensidade. As mãos, segurando a corda, mostravam a força que fazia, com os nós dos dedos já brancos. A condessa Willingthorpe a encorajava, enxugando-lhe a testa, enquanto a Sra. Haversham trazia mais uma criança ao mundo.&lt;br /&gt;                     O Spearhead também lutava bravamente, atirando habilmente, explorando cada ponto fraco dos adversários que surgiam. Havia posto fora de combate o Chimére, mas o Bravecoeur dava sinais de não se render. Mesmo com os mastros arrebentados, ele ainda se mantinha em combate, o capitão gritando palavras de ordem da coberta. Mas um disparo certeiro o derrubou, e uma bordada restante selou seu destino.&lt;br /&gt;                     Ludmila agora gritava com força, empurrando sua cria com toda a vontade que possuía, o fruto de seu amor ganhando cada polegada de sua chegada ao mundo. Lutavam juntas, as mãos hábeis da Sra. Haversham e a força de u’a mãe resoluta e apaixonada.&lt;br /&gt;                      A batalha chegava ao seu clímax. A esquadra franco- espanhola estava completamente obliterada, e o sonho de Bonaparte de dominar o canal por seis horas se desfazia nas águas do cabo Trafalgar. Mas a vitória teria um alto preço: Na refrega com o Redoutable, um atirador, do alto do mastro do navio francês, acerta em cheio o almirante Nelson, que cai, quase sem forças, na coberta; a bala entrara pelas costas e saíra pelo peito, provocando a quebra da espinha. Levando para o convés inferior, morreria horas depois, mas com a notícia de uma completa vitória.&lt;br /&gt;                       Ludmila continuava a lutar. Seu rebento vencia as fronteiras que lhe restavam para chegar e respirar seu primeiro ar. A mãe, com todas as suas forças, também lhe dava forças. Foi quando a Sra. Havesham gritou para a Condessa Claire:&lt;br /&gt;- São dois, senhora! Dois filhos!&lt;br /&gt;                       A condessa não cria no que se passava. Eram dois os rebentos que lutavam, o que significava um cuidado e, ao mesmo tempo, um risco maior...O primeiro, uma menina rosada e de olhos vivos, mesmo para uma recém nascida, despontava e dava seu primeiro vagido neste mundo. Rapidamente, a Condessa Claire a lavou e a acomodou no mesmo berço que ela acalantara Thomas, trinta e um anos antes. Um berço de carvalho, de um de tantos navios comandados pela família, que os fazia lembrar sempre de seu passado. Mas ainda havia mais um a caminho...ainda uma batalha a vencer...&lt;br /&gt;                      Thomas ainda não sabia da morte do almirante. Continuava a lutar, a procurar pelo inimigo, como um leão incansável. Os disparos criaram uma névoa que tornava impossível identificar, ao menos por enquanto, quem era amigo de inimigo.. E foi aí que o Renard, um dos poucos que havia escapado do fogo inglês, se aproximou e fez sua salva. Os oficiais que estavam no tombadilho foram arrancados de seus lugares pelas balas e pelo cannister fire – carga de latas contendo bolinhas de chumbo. Thomas esquivou-se, ordenando ao artilheiro mestre; “Fogo à vontade”. Uma bordada ainda foi disparada, mas o navio francês atirou mais rápido, e um dos projéteis atingiu o paiol dianteiro, e uma horrível explosão ameaçou partir o navio em dois. Mas ele ainda resistia , e num último esforço, os artilheiros remanescentes usaram a caronada – uma das armas que ainda restavam -  e fizeram um disparo apontando na linha d’água. O impacto quebrou o cavername, fazendo com que o navio francês adernasse. Daí pra diante, teriam de abandonar o navio, que também iria afundar.&lt;br /&gt;                      O Spearhead também adernava, já anunciando sua despedida da batalha. Os tripulantes sobreviventes arumaram-se e começaram a abandonar o navio. Quando deram pelo capitão, encontraram-no caído, sob o calço do mastro principal, as mãos fechadas num crucifixo de prata com engastes de pérolas, sua primeira lembrança de Ludmila, que sabia que não veria mais...&lt;br /&gt;- Capitão, deixe-me tirá-lo daí – Gaguejava o aspirante Travers&lt;br /&gt;- Tarde demais, Travers. É minha vez agora. Vencemos?&lt;br /&gt;- Sim Capitão, uma grande vitória...&lt;br /&gt;- E os homens?&lt;br /&gt;- Maior parte a salvo, Capitão, mas o tenente Bayan está morto, senhor.&lt;br /&gt;- Pobre jovem... Mas vá embora Travers, antes que este seja o seu túmulo também..Vá!!!&lt;br /&gt;                    O aspirante Travers bateu continência e abandonou o navio, se reunindo aos outros homens no escaler. Foram recolhidos pelo Euryalus, um dos navios na força do almirante Colingwood... À medida que iam sendo recolhidos, davam um último adeus a seu barco e a seu capitão, que tão corajosamente os comandara....&lt;br /&gt;                     Thomas sabia que seria sua hora..Sentiu o sangue aflorar à boca, as forças a faltarem. Segurou firme o crucifixo de prata, pensou em Ludmila, e ela foi a última lembrança e a última palavra que vieram em à sua mente, antes de seus olhos se fecharem e o mar dar seu abraço de morte... ”Amo-Te, Ludmila, um dia estaremos juntos.”, &lt;br /&gt;                   Foram suas últimas palavras&lt;br /&gt;                   Nesse momento, o segundo filho de Thomas Willingthorpe nascia, Um menino de cabelos castanhos, quinze minutos depois da irmã. Seu choro era alto, e intenso, e surpreendeu Lady Claire. Era um choro sentido, um choro que se dava quando se perdia alguém... Ela o acomodou, e Ludmila estava, agora, sem forças, mas feliz por ter dado dois filhos ao seu amado, a continuação de um amor forte e belo...Ela agora precisava descansar, pois logo veria seu amado....&lt;br /&gt;                    De repente, um vento frio e cortante sacudiu as janelas do quarto, fazendo-as bater. Lady Claire sabia o que aquilo significava – aquele sinal era conhecido da família – Ludmila também sentiu aquilo, e um arrepio percorreu-lhe o corpo, fazendo-a tontear. A Sra. Haversham deu-lhe láudano e ela adormeceu profundamente...&lt;br /&gt;- Ela terá de ser forte – A Sra. Haversham sabia o que queria dizer aquele sinal. &lt;br /&gt;- Ela será, ela será.&lt;br /&gt;                    Assim começava a saga dos Shatov- Willingthorpe.&lt;br /&gt;                    Os gêmeos se chamaram Nigel e Nadejda.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-2444635602332712203?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/2444635602332712203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=2444635602332712203' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2444635602332712203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2444635602332712203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/10/saga-dos-shatov-willingthorpe.html' title='A saga dos Shatov-Willingthorpe'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-8124854357285720881</id><published>2007-10-25T17:32:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T17:37:55.826-07:00</updated><title type='text'>Aguardem</title><content type='html'>Meus amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   |A partir de amanhã, uma aventura literária de gerações começa neste blog...A saga de uma família de guerreiros e sábios, desde as Guerras Napoleônicas até a atualidade...Preparem-se para conhecer os Shatov-Willingthorpe!!! Aguardem!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-8124854357285720881?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/8124854357285720881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=8124854357285720881' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8124854357285720881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8124854357285720881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/10/aguardem.html' title='Aguardem'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-3936106353627192871</id><published>2007-10-12T18:16:00.000-07:00</published><updated>2007-10-12T18:19:01.392-07:00</updated><title type='text'>DE AMOR E AMIZADE EM TODOS TEMPOS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Amizade e Amor&lt;br /&gt;Na infância&lt;br /&gt;Se constroem no sonho&lt;br /&gt;No cantar inocente de antiga melodia;&lt;br /&gt;Amor e amizade na juventude&lt;br /&gt;Se constroem na descoberta&lt;br /&gt;Do jamais vivido&lt;br /&gt;No receio do menor passo&lt;br /&gt;No saber escondido&lt;br /&gt;No sorrir sem razão&lt;br /&gt;Na certeza de se querer viver&lt;br /&gt;Certeza de juventude&lt;br /&gt;Amor e Amizade de Adulto&lt;br /&gt;É coisa de viver os dias&lt;br /&gt;De se falar meio de lado&lt;br /&gt;Com uma meio proximidade&lt;br /&gt;Mas a sinceridade&lt;br /&gt;Mesmo que demore a ser&lt;br /&gt;Sente e vive&lt;br /&gt;Mesmo que no retirado de si&lt;br /&gt;Amor e Amizade na Velhice&lt;br /&gt;É coisa de viver cada dia&lt;br /&gt;Lembrar de coisas de antes&lt;br /&gt;Às vezes se esquecer do agora,&lt;br /&gt;Mas lembrar do sempre&lt;br /&gt;Pra jamais se esquecer..&lt;br /&gt;Assim nos tempos&lt;br /&gt;Vivemos&lt;br /&gt;Diferentes ventos&lt;br /&gt;Assim é &lt;br /&gt;Amor e Amizade&lt;br /&gt;Em todos os tempos!!!&lt;br /&gt;Pra Sempre!!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-3936106353627192871?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-156125196011553585</id><published>2007-10-10T19:15:00.000-07:00</published><updated>2007-10-10T19:21:00.784-07:00</updated><title type='text'>PÓLOS</title><content type='html'>NOS´PÓLOS DE MEU CORAÇÃO&lt;br /&gt;SE HÁ VALSA&lt;br /&gt;ÉS O FLAMENCO&lt;br /&gt;DANÇARINA DE TACONEIO FORTE&lt;br /&gt;DETERMINADA VONTADE&lt;br /&gt;NOS PÓLOS DE MEU CORAÇÃO&lt;br /&gt;SE EM UM DELES HÁ TERNAS CORES&lt;br /&gt;TENS AS CORES DA CHAMA DA BATALHA&lt;br /&gt;VELAS RUBRAS DE MINHA NAU CORSÁRIA&lt;br /&gt;NOS PÓLOS DE MEU CORAÇÃO&lt;br /&gt;ONDE HÁ NEVES ETERNAS&lt;br /&gt;PERMANECES MAGMA ARDENTE&lt;br /&gt;A FORMAR NOVAS TERRAS&lt;br /&gt;COM A VIDA EM TEU BOJO&lt;br /&gt;NOS PÓLOS DE MEU CORAÇÃO&lt;br /&gt;ONDE A PALAVRA É TERNA&lt;br /&gt;TU ÉS POESIA ETERNA...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-156125196011553585?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/156125196011553585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=156125196011553585' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/156125196011553585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/156125196011553585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/10/plos.html' title='PÓLOS'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-6840962507090453241</id><published>2007-10-06T19:41:00.000-07:00</published><updated>2007-10-06T19:49:53.186-07:00</updated><title type='text'>ANDARES(À  AMÁLIA RODRIGUES E TERESA SALGUEIRO)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;DISPO-ME D'ALVARES OUTROS&lt;br /&gt;E CAMINHO TUAS RUAS&lt;br /&gt;SONS DE GUITARRA &lt;br /&gt;SÃO TUA SAUDOSA POESIA&lt;br /&gt;DA RIBEIRA DAS NAUS AO ROSSIO&lt;br /&gt;DA ALFAMA AO CHIADO&lt;br /&gt;DA MOURARIA A MAFRA&lt;br /&gt;DOS JERÔNMOS&lt;br /&gt;À BATALHA&lt;br /&gt;NAS TUAS LUZES&lt;br /&gt;MEUS AIS &lt;br /&gt;SÃO SEGUIDOS DA DOLENTE GUITARRA&lt;br /&gt;E DE DOLENTE VOZ&lt;br /&gt;DAS SAUDADES D'ALÉM-MAR&lt;br /&gt;DE PERDIDAS NAUS&lt;br /&gt;NOS PÉLAGOS PERDIDOS&lt;br /&gt;CLAMAM A POESIA D'ALMAS DO MAR&lt;br /&gt;NAS CORDAS D'UMA GUITARRA&lt;br /&gt;NA DOLENTE VOZ&lt;br /&gt;DAS SAUDADES DE UM FADO...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-6840962507090453241?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/6840962507090453241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=6840962507090453241' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6840962507090453241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6840962507090453241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/10/andares-amlia-rodrigues-e-teresa.html' title='ANDARES(À  AMÁLIA RODRIGUES E TERESA SALGUEIRO)'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7612963262203424598</id><published>2007-10-03T18:44:00.000-07:00</published><updated>2007-10-03T18:54:56.533-07:00</updated><title type='text'>POEMA PARA A RAINHA DAS ILHAS (À ELIZABETH I)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;EM TEUS CABELOS RUBROS&lt;br /&gt;TENS AS CHAMAS DA VITÓRIA&lt;br /&gt;TENS AS FORÇAS DE UM PAÍS INTEIRO&lt;br /&gt;TUA BELEZA&lt;br /&gt;SE TRANSFORMA EM CORAGEM&lt;br /&gt;TUA CORAGEM&lt;br /&gt;SE TORNA A VONTADE DE TEU POVO&lt;br /&gt;TUA BRAVURA &lt;br /&gt;ENFRENTA A MAIS PODEROSA ARMADA &lt;br /&gt;ERGUE AS ILHAS&lt;br /&gt;AOS PORTAIS DA GLÓRIA&lt;br /&gt;EU, MARINHEIRO DE TANTOS MARES&lt;br /&gt;ME CURVO À TUA CORAGEM&lt;br /&gt;TU, MAIS BRAVA QUE QUALQUER HOMEM&lt;br /&gt;TU, SOBERANA &lt;br /&gt;ME CURVO À TUA BELEZA&lt;br /&gt;E À TUA MAJESTADE&lt;br /&gt;IMORTAL...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7612963262203424598?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7612963262203424598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7612963262203424598' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7612963262203424598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7612963262203424598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/10/poema-para-rainha-das-ilhas-elizabeth-i.html' title='POEMA PARA A RAINHA DAS ILHAS (À ELIZABETH I)'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-4627535076450581031</id><published>2007-10-01T17:49:00.000-07:00</published><updated>2007-10-01T18:42:42.040-07:00</updated><title type='text'>POEMA DE AMOR PARA ARWEN E ARAGORN</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ELA, IMORTAL&lt;br /&gt;DE TANTAS COISAS VISTAS&lt;br /&gt;OUVIDAS&lt;br /&gt;SENTIDAS&lt;br /&gt;RENDE SEU CORAÇÃO&lt;br /&gt;AO JOVEM GUERREIRO&lt;br /&gt;AO CORAÇÃO MORTAL&lt;br /&gt;QUE, MESMO AO SABER &lt;br /&gt;DE SUA VIDA FINITA&lt;br /&gt;O AMA COM A FORÇA DOS SÉCULOS&lt;br /&gt;A LUZ DE ÉHRENDIL&lt;br /&gt;ABENÇOA O AMOR DE DOIS MUNDOS&lt;br /&gt;MESMO QUE ELA SAIBA &lt;br /&gt;QUE A VIDA SE ESVAIRÁ&lt;br /&gt;MESMO ASSIM&lt;br /&gt;ELA RENUNCIA AO VIVER PRA SEMPRE&lt;br /&gt;PRA SEMPRE VIVER&lt;br /&gt;NO CORAÇÃO DE SEU AMADO&lt;br /&gt;MESMO QUE SÉCULOS PASSEM&lt;br /&gt;A HISTÓRIA&lt;br /&gt;SE TORNE LENDA&lt;br /&gt;A LENDA&lt;br /&gt;SE TORNE MITO&lt;br /&gt;AS FLORES&lt;br /&gt;AS ÁRVORES&lt;br /&gt;TODAS AS COISAS DA TERRA MÉDIA&lt;br /&gt;SUSSURRARÃO AOS VENTOS&lt;br /&gt;"AQUI, SE AMARAM&lt;br /&gt;PRA SEMPRE VIVERAM&lt;br /&gt;E SEMPRE SERÃO&lt;br /&gt;ARWEN E ARAGORN"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-4627535076450581031?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/4627535076450581031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=4627535076450581031' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4627535076450581031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4627535076450581031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/10/poema-de-amor-para-arwen-e-aragorn.html' title='POEMA DE AMOR PARA ARWEN E ARAGORN'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7569371137850446049</id><published>2007-09-29T20:18:00.000-07:00</published><updated>2007-09-29T20:27:15.235-07:00</updated><title type='text'>POEMA PARA O CONTINENTE MULHER</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;NO TEU OCEANO&lt;br /&gt;MINHA NAVE DE RUBRAS VELAS&lt;br /&gt;EU CORAÇÃO TORNADO NAU&lt;br /&gt;NAVEGA INTENSO&lt;br /&gt;ANSIOSO D'APORTAR EM TUAS PRAIAS&lt;br /&gt;ONDE AREIAS COR DE MARFIM&lt;br /&gt;E BOSQUES CASTANHOS&lt;br /&gt;SÃO TU, EM MÚLTIPLA IMAGEM&lt;br /&gt;NA CORDILHERIA DOS TEUS QUADRIS&lt;br /&gt;VISLUMBRO O VALE DE TEU VENTRE&lt;br /&gt;O VALE ENTRE TEUS SEIOS&lt;br /&gt;ONDE ENCONTRO DEPOIS&lt;br /&gt;TEU BOSQUE SAGRADO&lt;br /&gt;TEU FEMININO TEMPLO&lt;br /&gt;DE ONDE SORVO TEU VINHO VOTIVO&lt;br /&gt;E ME DERRAMO EM LIBAÇÃO&lt;br /&gt;ATÉ MINHA ÚLTIMA GOTA DE HOMEM&lt;br /&gt;E OUÇO A MÚSICA DE TEU TEMPO&lt;br /&gt;DE TEU ESPAÇO&lt;br /&gt;ATÉ SENTIR-ME INTEIRO&lt;br /&gt;EM TEU CONTINENTE MULHER&lt;br /&gt;EM SORVER TUA CULTURA E POESIA&lt;br /&gt;EM VIVR TUA HISTÓRIA&lt;br /&gt;EM DESCOBRIR TUA GEOGRAFIA&lt;br /&gt;EM SER &lt;br /&gt;PARTE&lt;br /&gt;DE TI...&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7569371137850446049?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7569371137850446049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7569371137850446049' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7569371137850446049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7569371137850446049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poema-para-o-continente-mulher.html' title='POEMA PARA O CONTINENTE MULHER'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-2946777217930944087</id><published>2007-09-27T19:16:00.000-07:00</published><updated>2007-09-27T19:20:54.991-07:00</updated><title type='text'>OCEANOS D'ALMA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;MEUS OLHOS VERTEM&lt;br /&gt;EM INTENSO MACARÉU&lt;br /&gt;OS OCEANOS DE MINH'ALMA&lt;br /&gt;ÁGUAS EM QUE NAVEGA &lt;br /&gt;A NAVE DE VELAS RUBRAS DE MEU CORAÇÃO...&lt;br /&gt;MEU PEITO&lt;br /&gt;É CONTINENTE REVOLTO&lt;br /&gt;A BUSCAR SUA VONTADE&lt;br /&gt;DE EXPANDIR-SE&lt;br /&gt;DE GRITAR&lt;br /&gt;COMO TROVÕES&lt;br /&gt;DE DESVAIRADA TEMPESTADE&lt;br /&gt;A BORRASCA DE SEU ÂMAGO&lt;br /&gt;MEUS OLHOS VERTEM&lt;br /&gt;OS OCEANOS DE MIM&lt;br /&gt;MEUS OCEANOS DE AMOR&lt;br /&gt;MEUS MARES DE SAUDADES...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-2946777217930944087?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/2946777217930944087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=2946777217930944087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2946777217930944087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2946777217930944087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/oceanos-dalma.html' title='OCEANOS D&apos;ALMA'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-2721253397474728504</id><published>2007-09-26T19:24:00.000-07:00</published><updated>2007-09-26T19:41:22.804-07:00</updated><title type='text'>POESIA DA BATALHA DOS CAMPOS DE PELLENOR</title><content type='html'>&lt;strong&gt;MINAS TIRITH GRITA DE DOR&lt;br /&gt;A CIDADE DOS HOMENS&lt;br /&gt;É PRESA DA ESCURIDÃO&lt;br /&gt;ACUADA, ELA RESISTE&lt;br /&gt;ACENDE OS FOGOS DO SOCORRO&lt;br /&gt;A TODOS OS REINOS DOS HOMENS&lt;br /&gt;A CIDADE LUTA CONTRA AS FORÇAS DO MAL&lt;br /&gt;ÚNICA LUZ ANTE A COMPLETA TREVA&lt;br /&gt;ENTÃO&lt;br /&gt;A TROMPA SOA NO HORIZONTE&lt;br /&gt;OS SENHORES DO CAVALO ACORREM&lt;br /&gt;A FALANGE MONTADA&lt;br /&gt;SEU REI EM RUBRA ARMADURA&lt;br /&gt;SUA DAMA DE ELMO DOURADO&lt;br /&gt;INCÓGNITA ENTRE OS BRAVOS&lt;br /&gt;ABRE CAMINHO ENTRE AS NEGRAS HORDAS&lt;br /&gt;CAVALGUEM, EORLINGAS!&lt;br /&gt;CAVALGUEM ROHIRRIM!&lt;br /&gt;OS HOMENS NÃO MORRERÃO&lt;br /&gt;AS TREVAS NÃO REINARÃO&lt;br /&gt;A BATALHA RENHIDA&lt;br /&gt;A FALANGE MONTADA&lt;br /&gt;AVANÇA SEM MEDO&lt;br /&gt;MAS OS HERIADRIN ACORREM&lt;br /&gt;CAVALOS E OLIPHANTES&lt;br /&gt;DOMINAM OS CAMPOS DE BATALHA&lt;br /&gt;ONDE O SENHOR DE NAZGUL &lt;br /&gt;PAIRA EM SOMBRA&lt;br /&gt;O REI DE ROHAN TOMBA&lt;br /&gt;O SENHOR DO MAL AVANÇA&lt;br /&gt;MAS A CORAJOSA DAMA &lt;br /&gt;SE INTERPÕE EM SEU CAMINHO&lt;br /&gt;E ONDE O HOMEM NÃO ATINGE&lt;br /&gt;A MULHER SUBMETE PELA ESPADA&lt;br /&gt;A BRAVA DAMA &lt;br /&gt;É AGORA &lt;br /&gt;ANTE O REI AGONIZANTE&lt;br /&gt;A SENHORA DOS SALÕES DOURADOS&lt;br /&gt;E O REI DE GONDOR, ANTES PERDIDO&lt;br /&gt;SE ENCONTRA &lt;br /&gt;OS HOMENS MORTOS&lt;br /&gt;ANTES DESONRADOS&lt;br /&gt;SE REDIMEM&lt;br /&gt;E ENCONTRAM PAZ&lt;br /&gt;GONDOR MAIS UMA VEZ TEM UM REI&lt;br /&gt;ROHAN TERÁ UMA RAINHA&lt;br /&gt;MAIS CORAJOSA &lt;br /&gt;QUE TODAS AS GERAÇÕES&lt;br /&gt;OS HOMENS SABEM&lt;br /&gt;QUE A GUERRA NÃO SE ACABARÁ&lt;br /&gt;ENQUANTO O PENHOR DO MAL&lt;br /&gt;NÃO FOR DESTRUÍDO&lt;br /&gt;MAS DEPOIS DE SÉCULOS&lt;br /&gt;ELES TÊM&lt;br /&gt;ESPERANÇA&lt;br /&gt;CONQUISTADA&lt;br /&gt;NOS CAMPOS DE PELLENOR...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-2721253397474728504?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/2721253397474728504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=2721253397474728504' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2721253397474728504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2721253397474728504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poesia-da-batalha-dos-campos-de.html' title='POESIA DA BATALHA DOS CAMPOS DE PELLENOR'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-9173475961255867266</id><published>2007-09-25T19:20:00.000-07:00</published><updated>2007-09-25T19:28:16.951-07:00</updated><title type='text'>Poema Para Lady Éowyn de Rohan</title><content type='html'>&lt;strong&gt;TE ERGUESTE BELA &lt;br /&gt;EM TEU ELMO DOURADO&lt;br /&gt;DE TEUS CABELOS LOIROS&lt;br /&gt;E OLHOS AZUIS&lt;br /&gt;DE TEU CORAÇÃO E DE TUA ALMA&lt;br /&gt;BUSCASTE A CORAGEM DA BATALHA&lt;br /&gt;SE APAIXONAS COM TUA BELEZA&lt;br /&gt;APAIXONAS AINDA MAIS&lt;br /&gt;COM A TUA CORAGEM&lt;br /&gt;ÉS TODAS AS MULHERES DE ROHAN&lt;br /&gt;AO MESMO TEMPO&lt;br /&gt;QUANDO O MAL SE LEVANTA E DIZ&lt;br /&gt;"HOMEM ALGUM ME MATARÁ"&lt;br /&gt;TU TIRAS TEU ELMO E DIZ&lt;br /&gt;"NÃO SOU HOMEM"&lt;br /&gt;E O SUBMETE À ESPADA &lt;br /&gt;ÉS MAIS QUE HOMEM&lt;br /&gt;ÉS AMOR&lt;br /&gt;ÉS MULHER &lt;br /&gt;ÉS CORAGEM...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-9173475961255867266?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/9173475961255867266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=9173475961255867266' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/9173475961255867266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/9173475961255867266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poema-para-lady-owyn-de-rohan.html' title='Poema Para Lady Éowyn de Rohan'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-6314371604101040804</id><published>2007-09-23T18:50:00.000-07:00</published><updated>2007-09-23T18:54:14.306-07:00</updated><title type='text'>Poema da Espera</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Na janela frente ao mar&lt;br /&gt;Cada onda é pensar em tua volta&lt;br /&gt;Cada ventania&lt;br /&gt;É como se fosse teu carinho&lt;br /&gt;Há tanto ansiado&lt;br /&gt;Conto o tempo como quem desfia&lt;br /&gt;Rosários de mil saudades&lt;br /&gt;No rochedo onde é minha casa&lt;br /&gt;Vislumbro o mar&lt;br /&gt;Ainda agarrado ao odor&lt;br /&gt;De nossa última noite&lt;br /&gt;Sinto os ventos&lt;br /&gt;Como fugaz lembrança&lt;br /&gt;A carta&lt;br /&gt;Ainda com tuas letras&lt;br /&gt;Escritas em frágil folha&lt;br /&gt;Que tenho como mais preciosa jóia&lt;br /&gt;O que sou&lt;br /&gt;Sou quem aguarda&lt;br /&gt;Quem ama&lt;br /&gt;Quem anseia&lt;br /&gt;Em mil tempos&lt;br /&gt;Mil&lt;br /&gt;Eternidades...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-6314371604101040804?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/6314371604101040804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=6314371604101040804' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6314371604101040804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6314371604101040804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poema-da-espera.html' title='Poema da Espera'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-6104221687138524768</id><published>2007-09-22T20:21:00.000-07:00</published><updated>2007-09-22T20:25:17.373-07:00</updated><title type='text'>Poema da Busca</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Latitude&lt;br /&gt;Longitude&lt;br /&gt;Nada é mais limite&lt;br /&gt;Quando o anseio de ti&lt;br /&gt;É mais que mundo inteiro&lt;br /&gt;Tua essência&lt;br /&gt;Minha Bússola&lt;br /&gt;Teu Corpo &lt;br /&gt;Meu Mapa&lt;br /&gt;Teu Mundo Mulher&lt;br /&gt;Mais que descoberta&lt;br /&gt;Tuas mãos&lt;br /&gt;Cada parte de ti&lt;br /&gt;São Oceanos e Continentes&lt;br /&gt;Tua Boca &lt;br /&gt;Meu Maelstrom&lt;br /&gt;Onde quero&lt;br /&gt;Pra Sempre&lt;br /&gt;Me perder...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-6104221687138524768?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/6104221687138524768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=6104221687138524768' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6104221687138524768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6104221687138524768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poema-da-busca.html' title='Poema da Busca'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1850403176036120351</id><published>2007-09-20T19:38:00.000-07:00</published><updated>2007-09-20T19:47:43.633-07:00</updated><title type='text'>Poema pra minha cidade</title><content type='html'>Em ti&lt;br /&gt;Guardo as memórias&lt;br /&gt;Do Menino Errante&lt;br /&gt;Curioso do Mundo&lt;br /&gt;Nos teus sobradões&lt;br /&gt;A história de poetas e artistas&lt;br /&gt;Que ousaram romper os ditames do mundo&lt;br /&gt;Francesa nasceste&lt;br /&gt;Dos louvores ao Rei Menino&lt;br /&gt;Portuguesa cresceste&lt;br /&gt;De além-mar saudosa&lt;br /&gt;Nas lágrimas da cidade&lt;br /&gt;Tornam-se cores os azulejos&lt;br /&gt;Jóias de minha cidade&lt;br /&gt;Que jamais tiro de mim&lt;br /&gt;Na primeira noite que vi, atravessar o dia&lt;br /&gt;Na manhã seguinte&lt;br /&gt;Me acordei poeta&lt;br /&gt;Nas palavras que verto&lt;br /&gt;Excertos&lt;br /&gt;De minha cidade&lt;br /&gt;Excertos&lt;br /&gt;De São Luís...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1850403176036120351?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1850403176036120351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1850403176036120351' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1850403176036120351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1850403176036120351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poema-pra-minha-cidade.html' title='Poema pra minha cidade'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-2269754500479096578</id><published>2007-09-19T19:07:00.000-07:00</published><updated>2007-09-19T19:13:22.520-07:00</updated><title type='text'>Poesia da Cidade eterna</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Em ti&lt;br /&gt;Sinto-me além de teus tempos&lt;br /&gt;Teus espaços&lt;br /&gt;Em ti, &lt;br /&gt;Sinto teus temperos exóticos&lt;br /&gt;Tua alma&lt;br /&gt;Nas tuas ruas&lt;br /&gt;Onde as mãos são mais que a voz&lt;br /&gt;História e dor&lt;br /&gt;Fascínio e amor&lt;br /&gt;Convivem&lt;br /&gt;Coexistem&lt;br /&gt;Dov'é la tua magia&lt;br /&gt;In ogni passi dalla storia...&lt;br /&gt;Una storia d'amore&lt;br /&gt;Poi questo è il paese de sole&lt;br /&gt;Paese di mare&lt;br /&gt;Un paese che sará piú de tempo&lt;br /&gt;Perché tu&lt;br /&gt;Sei eterna&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-2269754500479096578?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/2269754500479096578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=2269754500479096578' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2269754500479096578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2269754500479096578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poesia-da-cidade-eterna.html' title='Poesia da Cidade eterna'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-8085823051847375774</id><published>2007-09-18T18:55:00.000-07:00</published><updated>2007-09-18T19:06:52.302-07:00</updated><title type='text'>Poesia do Continente Negro</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dentre todas as terras &lt;br /&gt;Tu me forjaste&lt;br /&gt;Me aguçaste os instintos&lt;br /&gt;Quando caminhei por tuas savanas&lt;br /&gt;Entre a fé e o coração&lt;br /&gt;Eu escolhi&lt;br /&gt;Meu coração&lt;br /&gt;Ardendo e pulsando&lt;br /&gt;Ao calor de ti, terra intensa&lt;br /&gt;Que me fizeste descobrir&lt;br /&gt;Sentidos&lt;br /&gt;Cheiros e Cores&lt;br /&gt;Amores&lt;br /&gt;Nogorongoro&lt;br /&gt;Masai-Mara&lt;br /&gt;Tsavo e Serengheti&lt;br /&gt;Nomes marcados a fogo em meu ser&lt;br /&gt;Jamais esquecidos&lt;br /&gt;Sempre Imortais&lt;br /&gt;N'Kosi Sikeleli Afrika&lt;br /&gt;Tua terra me fez nascer&lt;br /&gt;Me fez descobrir-me homem&lt;br /&gt;Me fez descobrir viver&lt;br /&gt;Escolher viver&lt;br /&gt;Enfim, assumir a vontade de viver&lt;br /&gt;Fecho os olhos&lt;br /&gt;E me descubro&lt;br /&gt;Ainda em África&lt;br /&gt;E sorrio&lt;br /&gt;E me vejo correr as savanas&lt;br /&gt;Nesta tua terra&lt;br /&gt;Onde está ainda meu coração&lt;br /&gt;Meu corpo&lt;br /&gt;E minha alma&lt;br /&gt;N'Kosi Sikeleli Afrika...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-8085823051847375774?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/8085823051847375774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=8085823051847375774' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8085823051847375774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8085823051847375774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poesia-do-continente-negro.html' title='Poesia do Continente Negro'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-193681499177713066</id><published>2007-09-17T19:13:00.000-07:00</published><updated>2007-09-17T19:21:10.182-07:00</updated><title type='text'>Poesia de un paes indomable</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Estoy en la Arena&lt;br /&gt;A las cinco de la tarde&lt;br /&gt;Los ojos nigros de un miura&lt;br /&gt;Son los ojos de la muerte&lt;br /&gt;El momiento de la verdad&lt;br /&gt;Entre la muleta y las aspas del miura&lt;br /&gt;Soy hijo de ti&lt;br /&gt;Paes indomable&lt;br /&gt;De los cabellos nigros &lt;br /&gt;De los ojos nigros&lt;br /&gt;De mujeres y calores&lt;br /&gt;Tu, paes indomable&lt;br /&gt;Estás en mi sangre&lt;br /&gt;Paes de fuego&lt;br /&gt;Paes&lt;br /&gt;De pasiones bailadas&lt;br /&gt;Como un taconeo gitano...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-193681499177713066?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/193681499177713066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=193681499177713066' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/193681499177713066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/193681499177713066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poesia-de-un-paes-indomable.html' title='Poesia de un paes indomable'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-5213930735303522317</id><published>2007-09-16T17:13:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T17:17:20.363-07:00</updated><title type='text'>Poéme d'un pays charmant</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nas tuas ruas&lt;br /&gt;A história se perde&lt;br /&gt;Vira Romance&lt;br /&gt;Nos teus Bistrots&lt;br /&gt;Plenos de Absinto&lt;br /&gt;Se respira arte&lt;br /&gt;Ergueste teu charme em torre&lt;br /&gt;Imortal altura de tua intensidade&lt;br /&gt;Le Pays Des Amants&lt;br /&gt;Le Pays Des Poétes&lt;br /&gt;Que fizeste surgir&lt;br /&gt;Do outro lado do Atlântico&lt;br /&gt;O lugar onde nasci&lt;br /&gt;Hoje te presto&lt;br /&gt;Minha homenagem de alma&lt;br /&gt;Nas tuas ruas&lt;br /&gt;A poesia vira vontade&lt;br /&gt;De Amar&lt;br /&gt;De Viver&lt;br /&gt;Vive le Bleu, le Blanc, Le Rouge!!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-5213930735303522317?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/5213930735303522317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=5213930735303522317' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5213930735303522317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5213930735303522317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/pome-dun-pays-charmant.html' title='Poéme d&apos;un pays charmant'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7878951400407922951</id><published>2007-09-15T20:10:00.000-07:00</published><updated>2007-09-15T20:17:39.952-07:00</updated><title type='text'>Poesia para um pais distante</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ainda lembro&lt;br /&gt;De tuas torres vermelhas&lt;br /&gt;De tuas cúpulas douradas&lt;br /&gt;De tua praça, vermelha e bela&lt;br /&gt;Da tua bela catedral&lt;br /&gt;Da tua elegância de âmbar&lt;br /&gt;Mesmo no inverno, tens ardor e intensidade&lt;br /&gt;Tu, país assim, és mais mãe que pátria&lt;br /&gt;Terra de uma poesia sem par&lt;br /&gt;Za Rodinu...&lt;br /&gt;Rossyia&lt;br /&gt;Dos teus campos de girassóis&lt;br /&gt;Me rendi &lt;br /&gt;Ao teu encanto&lt;br /&gt;Onde a fineza da arte&lt;br /&gt;E o selvático da tajgá&lt;br /&gt;Formam teu coração belo...&lt;br /&gt;Rodina&lt;br /&gt;Rossyia&lt;br /&gt;Saudades &lt;br /&gt;De teu inverno branco&lt;br /&gt;E de tuas torres vermelhas...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7878951400407922951?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7878951400407922951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7878951400407922951' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7878951400407922951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7878951400407922951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/poesia-para-um-pais-distante.html' title='Poesia para um pais distante'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-3631094761743728181</id><published>2007-09-12T19:36:00.001-07:00</published><updated>2007-09-12T19:41:01.037-07:00</updated><title type='text'>NAS PALAVRAS, A BUSCA INCESSANTE DE CORAÇÃO E ALMA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Recito,&lt;br /&gt;E meu verso se torna&lt;br /&gt;Caminho de Buscar-te&lt;br /&gt;Sentir-te&lt;br /&gt;Ser-te&lt;br /&gt;Ter-te&lt;br /&gt;Onde cada estrofe&lt;br /&gt;É parte de ti&lt;br /&gt;Que minhas carícias&lt;br /&gt;Tal qual apaixonadamente escrito portulano&lt;br /&gt;Me levam &lt;br /&gt;Ao porto seguro&lt;br /&gt;Do continente de teu corpo...&lt;br /&gt;Às paragens de tua alma`...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-3631094761743728181?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/3631094761743728181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=3631094761743728181' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3631094761743728181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3631094761743728181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/nas-palavras-busca-incessante-de-corao.html' title='NAS PALAVRAS, A BUSCA INCESSANTE DE CORAÇÃO E ALMA'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-5844929563166658933</id><published>2007-09-11T19:10:00.000-07:00</published><updated>2007-09-11T19:13:33.568-07:00</updated><title type='text'>NOS TOQUES, A LINGUAGEM DOS AMANTES</title><content type='html'>&lt;strong&gt;BEIJOS&lt;br /&gt;MIL BEIJOS&lt;br /&gt;MIL PALAVRAS DITAS&lt;br /&gt;SEM O MOVER SEQUER DE UM SOM&lt;br /&gt;TEUS LÁBIOS,&lt;br /&gt;MEUS LÁBIOS&lt;br /&gt;NOS ENTREGAMOS&lt;br /&gt;NEM SEQUER FALAMOS O QUE SENTIMOS&lt;br /&gt;NOSSOS CORPOS&lt;br /&gt;FALAM POR NÓS &lt;br /&gt;NOSSO SER&lt;br /&gt;FALA POR NÓS&lt;br /&gt;MESMO QUE NADA DISSÉSSEMOS&lt;br /&gt;NOSSOS CORPOS, CORAÇÕES E ALMAS&lt;br /&gt;GRITARIAM...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-5844929563166658933?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/5844929563166658933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=5844929563166658933' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5844929563166658933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5844929563166658933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/nos-toques-linguagem-dos-amantes.html' title='NOS TOQUES, A LINGUAGEM DOS AMANTES'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-3018909706166893397</id><published>2007-09-09T15:44:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T15:47:00.727-07:00</updated><title type='text'>AMAR ALÉM DE TEMPO E ESPAÇO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;MEU SER &lt;br /&gt;DESDOBROU-SE&lt;br /&gt;MAIS QUE AS DISTÂNCIAS&lt;br /&gt;MAIS QUE O ETÉREO&lt;br /&gt;ALÉM DE LATITUDES E LONGITUDES&lt;br /&gt;NAS LINHAS DE UM VERSO&lt;br /&gt;OU NAS FRASES DA PROSA&lt;br /&gt;ELE SE DESVELA&lt;br /&gt;SE DESCERRA&lt;br /&gt;SE ABRE&lt;br /&gt;TAL QUAL ROSA ENGALANADA&lt;br /&gt;COM A MAIS BELA DAS CORES&lt;br /&gt;MESMO QUE SOMENTE&lt;br /&gt;ESPÍRITO SEJAMOS&lt;br /&gt;INDA ASSIM&lt;br /&gt;IREI&lt;br /&gt;BUSCAR-TE&lt;br /&gt;ONDE QUER QUE ESTEJAS...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-3018909706166893397?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/3018909706166893397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=3018909706166893397' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3018909706166893397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3018909706166893397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/amar-alm-de-tempo-e-espao.html' title='AMAR ALÉM DE TEMPO E ESPAÇO'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-4230710515507518194</id><published>2007-09-07T19:22:00.001-07:00</published><updated>2007-09-07T19:28:02.162-07:00</updated><title type='text'>AS DIFERENTES FORMAS DE AMAR</title><content type='html'>A partir de hoje, estarão no meu blog, em forma de verso e de links, poesias a apresentar as diferentes formas de amar, de acordo com o coração e a alma de cada um...descubram-se e desfrutem de cada parte, pois qualquer maneira de amor vale a pena!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira, de amor tão intenso que ultrapassa os limites do bem e do mal, devorador, marcado a fogo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TUAS UNHAS&lt;br /&gt;COMPUSERAM A SINFONIA&lt;br /&gt;QUE É EM MEU CORPO&lt;br /&gt;VERGÕES COMO CLAVES&lt;br /&gt;ARRANHÕES COMO NOTAS&lt;br /&gt;TUA POESIA ENLOUQUECIDA&lt;br /&gt;MARCA MINHA PELE&lt;br /&gt;MARCA COMO POSSE TUA&lt;br /&gt;ESSE CORPO&lt;br /&gt;ESSA ALMA &lt;br /&gt;ESSE CORAÇÃO&lt;br /&gt;QUE TE ALIMENTARÃO&lt;br /&gt;ATÉ MINHA GOTA DE HOMEM&lt;br /&gt;POIS MESMO QUE NÃO ME AMES&lt;br /&gt;EU TE AMO&lt;br /&gt;MAS, SE TE AMO&lt;br /&gt;TOMA CUIDADO...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=3YNvMlG2TZE&amp;mode=related&amp;search=&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-507902338601728270</id><published>2007-09-05T20:08:00.000-07:00</published><updated>2007-09-05T20:39:21.086-07:00</updated><title type='text'>Entreato</title><content type='html'>Usei, mais do que nunca, a meditação, o encontro comigo mesmo, nestes meus dias ausente do blog. Era como uma torrente de idéias, que mexe contigo até a raiz dos ossos, e, de verdade, faz com que as coisas se mexam bastante, se agitem dentro de mim. Depois deste intervalo, volto a escrever diariamente. O pensamento em forma de verso, que deixo aqui hoje, é o resultado desta meditação, e deste repensar de coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que serás?&lt;br /&gt;Silenciosa observadora de minha poesia&lt;br /&gt;Ou ativa entusiasta, buscando ver e sentir tal poesia?&lt;br /&gt;O que serás?&lt;br /&gt;Indiferente ao coração que clama&lt;br /&gt;Ou visitarás a morada dele&lt;br /&gt;E saberei, porque teu nome ficou lá?&lt;br /&gt;O que serás?&lt;br /&gt;Somente tu podes dizê-lo&lt;br /&gt;Se serás apenas tal apontador&lt;br /&gt;A buscar falas perdidas dos atores&lt;br /&gt;Ou atração principal&lt;br /&gt;Que aplaudirei entusiástico e vibrante?&lt;br /&gt;O que serás?&lt;br /&gt;Fernande Olivier?&lt;br /&gt;Olga Kokhlova?&lt;br /&gt;Marie-Therése Walter?&lt;br /&gt;Dora Maar?&lt;br /&gt;Ou serás a doce Françoise Gilot, &lt;br /&gt;Última musa do artista indomável?&lt;br /&gt;Apenas tu poderás dizer&lt;br /&gt;E apenas eu&lt;br /&gt;Poderei sentir...&lt;br /&gt;O que serás...?&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-507902338601728270?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/507902338601728270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=507902338601728270' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/507902338601728270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/507902338601728270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/09/entreato.html' title='Entreato'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-3989672261331490928</id><published>2007-08-31T19:44:00.000-07:00</published><updated>2007-08-31T19:49:30.404-07:00</updated><title type='text'>Aprendizado em forma de verso</title><content type='html'>Aprendi&lt;br /&gt;Nestes dias&lt;br /&gt;Onde coração e alma&lt;br /&gt;São mais que verdadeiros&lt;br /&gt;Muitos que os vêem &lt;br /&gt;E os sentem&lt;br /&gt;Os usam&lt;br /&gt;E os descartam&lt;br /&gt;Como se de nada valessem&lt;br /&gt;Ou de nada mais fossem&lt;br /&gt;Senão algo&lt;br /&gt;A ser descartado&lt;br /&gt;Onde mesmo que mostres&lt;br /&gt;Coração e alma puros&lt;br /&gt;Vampirizarão a ti&lt;br /&gt;Quando deres teu melhor&lt;br /&gt;Mesmo assim&lt;br /&gt;Conitunuarão amando&lt;br /&gt;Mesmo ressentidos&lt;br /&gt;Mesmo Magoados&lt;br /&gt;Amarão&lt;br /&gt;E mesmmo lutarão&lt;br /&gt;Por quem os magoou&lt;br /&gt;Mesmo que sejam feridos de morte&lt;br /&gt;Como assim o foram&lt;br /&gt;Virarão o rosto&lt;br /&gt;Para o beijo&lt;br /&gt;Ou para&lt;br /&gt;A bofetada&lt;br /&gt;Ou o lanho das unhas&lt;br /&gt;Que doerá mais no coração&lt;br /&gt;E na alma&lt;br /&gt;Que no corpo que sangrará...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-3989672261331490928?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/3989672261331490928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=3989672261331490928' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3989672261331490928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3989672261331490928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/aprendizado-em-forma-de-verso.html' title='Aprendizado em forma de verso'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-2712327398826873642</id><published>2007-08-27T16:25:00.000-07:00</published><updated>2007-08-27T16:51:50.848-07:00</updated><title type='text'>Um dia de sentir</title><content type='html'>Dia de sentir, dia de perceber o que há em nosso derredor, dia de buscar a magia e o encanto de um dia que, mesmo comum, tem suas novidades; dia de se emocionar, de derramar lágrimas por uma história de amor, mesmo que te chamem de piegas ou de coisa pior...Dia não de enfrentar a vida, mas de vivê-la em plenitude e intensidade. A vida está aí, meus amigos, a arte do encontro, que nem o desencontro que tanto se vê por aí seja capaz de desancá-la; dia de rir, de se divertir, de pintar a cara, e divertir outrem; dia de cantar, seja em qualquer nota, mesmo a menor nota será música ao olhos Dele...&lt;br /&gt; Liberte-se, seja você mesmo, seja a intensidade de voar, de ser mais que o limite, onde se escondem os desafios; pegue e vença um por um, se descubra um ser feliz, pois é a maior dádiva de Deus, a nossa vida; viva-a com luz e verdade, pois tudo o que construístes e construirás será em glória Dele e de suas vidas. Sejam felizes, sempre em sintonia com o positivo, com os eflúvio divinos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vida&lt;br /&gt;Teu sinônimo&lt;br /&gt;é sentir-te em mim&lt;br /&gt;Em tua intensa poesia&lt;br /&gt;Vem a mim, de onde estiveres&lt;br /&gt;Pois vais confortar os meus sonhos&lt;br /&gt;Desse coração tão tristonho&lt;br /&gt;Que, da Vida&lt;br /&gt;Intensamente,&lt;br /&gt;Nos faz saber da vivência&lt;br /&gt;De sermos nós...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-2712327398826873642?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/2712327398826873642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=2712327398826873642' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2712327398826873642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2712327398826873642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/um-dia-de-sentir.html' title='Um dia de sentir'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-8208222119497406687</id><published>2007-08-25T21:10:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T21:29:00.184-07:00</updated><title type='text'>Antigas Atualidades</title><content type='html'>Hoje tive um momento dos mais gratificantes, ao assistir à performance de uma amiga na adpatação da peça "A Cidade e as Serras", do grande Eça de Queirós. Mesmo feita em 1887, esta peça nos remete àquela questão que tanto indago aqui em meus textos: o que uma cidade faz a uma pessoa, ou, mais aplicadamente, o ritmo dessa cidade faz a muitos de nós...No romance de Eça, as serras são instrumento de redenção, que, na realidade, já estava no corpo e na alma de Jacinto, apenas ele não dava ouvidos...As inquietações são a maneira de nossa alma nos instigar a transformar, mesmo a transgredir em nome desta transformação...Se não damos ouvidos a elas, nos deprimimos, nos sentimos as piores pessoas do mundo; de repente, somos levados a fazer coisas que não nos reconhecemos a fazer, numa descida aos infernos que só nos leva à autodestruição; perdemos o senso de beleza, de vida, de intensidade, e nos deixamos levar, não mais nos levamos. É sempre bom dar ouvidos a nossas inquietações, pois elas são o alarme que nos mostra que alguma coisa precisa ser mexida, reinventada, repensada...Assim, os que não podem ir às serras, busquem as serras de si mesmo, dentro de seus corações...Elas, com toda a certeza, estarão lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto meu coração&lt;br /&gt;Ao verde de onde vim&lt;br /&gt;Das planícies donde, menino&lt;br /&gt;Sonhei conquistar o mundo...&lt;br /&gt;Volto minh'alma &lt;br /&gt;Aos prados e bosques&lt;br /&gt;Donde, menino,&lt;br /&gt;Sonhei ser mágico arqueiro&lt;br /&gt;Numa floresta encantada&lt;br /&gt;Volto meu ser&lt;br /&gt;Às praias calmas donde, menino,&lt;br /&gt;Sonhei conquistar os mares;&lt;br /&gt;Voltei pras minhas terras de sonho&lt;br /&gt;E, sorrindo, &lt;br /&gt;O menino que deixei lá&lt;br /&gt;Ainda, a sorrir, me esperava&lt;br /&gt;E então entendi que, ao sonhar&lt;br /&gt;Era o menino a dizer&lt;br /&gt;No seu eterno sorrir&lt;br /&gt;Que jamais me abandonara...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-8208222119497406687?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/8208222119497406687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=8208222119497406687' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8208222119497406687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8208222119497406687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/antigas-atualidades.html' title='Antigas Atualidades'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-3251875120010084486</id><published>2007-08-23T17:45:00.000-07:00</published><updated>2007-08-23T18:30:58.985-07:00</updated><title type='text'>Crônica</title><content type='html'>Em primeiro lugar, peço perdão aos que acompanham este blog, pela ausência do que vos escreve entre o dia de ontem e de hoje. Apenas desacelerei um pouco, até para que as idéias possam fluir livremente, sem a premência de nada...&lt;br /&gt;Como puderam ver, dediquei dois dias à poesia, para que todos sentissem essa linguagem tão maravilhosa dentro de vocês e sentissem profundamente como a alma se comunica, como a alma se expressa...&lt;br /&gt;A poesia, longe de ser algo incompreensível ou mesmo supérfluo,como já ousaram me dizer alguns, é algo imprescindível à alma humana, algo como alimento, que faz elevar, enlevar, embevecer e encantar...Só a poesia faz a alma verdadeiramente trasncender, alçar-se a lugares e tempos jamais imaginados, superar todas as coisas, ou, simplesmente, viver...&lt;br /&gt;Vou dar-lhes alguns exemplos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homero era cego, e a idade avançada encurvava o corpo já cansado, mas, ao recitar,  ele se agigantava, crescia, tomava a mesma estrutura de seus heróis, fazia todos o ouvirem, e também se imaginarem heróis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia, nos áureos tempos dos celtas, tinha caráter sagrado, evocativo, conjuradora da natureza e de todas as suas forças, onde druidas e sacerdotisas recitavam em honra dos espiritos do ar , da terra e da água, trazendo a guarda da fé de seus acólitos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém recitava tão belamente em Roma quanto Virgílio, e ninguém ergueu um povo em sua magnitude como ele o fez, tornando Roma a mais imortal das cidades, A Cidade Eterna...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média, os bardos e menestréis eram guardiães da esperança, jamais deixando que se desacreditasse o amor, mesmo numa época em que as uniões eram determinadas pelas razões dos senhores, mas eles sempre acendiam a esperança do amor cortês, daquele amor que se alimentava da menor palavra, do menor aceno, em que a honra suprema para um homem de armas era usar as cores de sua dama em sua armadura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Renascença, a poesia era um passaporte para tudo; desde um duelo de armas a uma declaração de amor; a perfeição do verso era comparável à perfeição da pintura ou mesmo da escultura. Dante concebe nesse tempo seu amor puro e ideal por Beatriz, que o faz passar do inferno ao paraíso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século das mudanças, a poesia segue, aliada ao teatro, e, de Lope de Vega a Racine, passando por ninguém menos que Moliére, ela se alça aos palcos , sem jamais sair dos corações e das almas; nos salões dos reis e nobres às tavernas e estalagens, a poesia é profundamente amada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No alvorecer da razão, no apogeu do Iluminismo, a mesma poesia que encanta, que enleva, que embevece, também inflama, insufla, inspira a lutar pelos ideais sagrados de Liberdade , Igualdade e Fraternidade; A poesia que atravessa os oceanos e, em nosso país, inflama os jovens inconfidentes e faz nascer a mais bela história de amor de nossa poesia...Marília de Dirceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo no Romantismo, onde o ardor dos corações desperta na voragem das paixões intensas, onde os jovens vêem no termo à vida uma elegia de amor, a poesia, de epitalâmio a epitáfio, vai além, ultrapassa os meandros do acadêmico e se aventura nas ruas nas praças, pois que a praça é do povo, como o céu é do condor!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século da ciência, onde a mente revela seus recantos e os sonhos passam de presságios a diagnósticos, a poesia viaja entre as mesas dos cafés e cabarés e passa a ser mais que objeto de estudo, passa a ser quintessência, onde a métrica e a medida, longe de tirarem-lhe o brilho, dão a ela mais corpo, mais vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo moderno, o estrépito da máquina jamais a abala; do contrário, é o mote para fazê-la livre, fazê-la alçar vôos mais altos, onde um jovem sonha em voar, e descobre a poesia dos céus, em sua imensidão infinita; do cosmonauta que, mesmo dita em prosa, sua frase tem a poesia da descoberta: "A Terra é Azul". Às máquina soma-se o computador e a ele a Internet, mas a poesia não morre, se refaz, e se redescobre, se reinventa, para sempre sobreviver, mesmo nestes tempos que dizem que ela é obsoleta e supérflua, pois enquanto houver corações amando e almas em luz, haverá , sempre, POESIA!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, poesia plena&lt;br /&gt;Vem dspertar meu coração&lt;br /&gt;Vem povoar minh'alma&lt;br /&gt;Vem fazer de mim&lt;br /&gt;Amante devotado&lt;br /&gt;Ser apaixonado&lt;br /&gt;Embevecido de ti&lt;br /&gt;Inebriado de teu fluir intenso&lt;br /&gt;Traz a mim o que há muito eu perdi&lt;br /&gt;Vem poesia,&lt;br /&gt;Vem fazer-me circunavegar o ser&lt;br /&gt;Em mais que tempo e espaço&lt;br /&gt;Vem ser minha guarida&lt;br /&gt;Fazei minhas lágrimas tristes&lt;br /&gt;em penhores de um sentir&lt;br /&gt;Que de tão intenso&lt;br /&gt;Não cabe em mim&lt;br /&gt;Vem poesia&lt;br /&gt;Vem de novo&lt;br /&gt;Me fazer amar!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-3251875120010084486?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/3251875120010084486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=3251875120010084486' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3251875120010084486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3251875120010084486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/crnica.html' title='Crônica'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7449963081218086807</id><published>2007-08-21T20:20:00.000-07:00</published><updated>2007-08-21T20:47:41.551-07:00</updated><title type='text'>A Singeleza das Quadras</title><content type='html'>&lt;strong&gt;NADA DE MIM&lt;br /&gt;É SOMENTE EU&lt;br /&gt;TUDO DE MIM&lt;br /&gt;É TODO INTENSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NUM DIA FRIO&lt;br /&gt;TOMO TUA MÃO&lt;br /&gt;ME ENTREGO&lt;br /&gt;NO LAÇO DE TEUS DEDOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NUM DIA DE CALOR&lt;br /&gt;TUAS MÃOS&lt;br /&gt;DESPIRÃO&lt;br /&gt;MINHA NUDEZ POÉTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NUM DIA DE OUTONO&lt;br /&gt;TEU CORPO COR&lt;br /&gt;COLORIRÁ MINHA VONTADE&lt;br /&gt;DE TI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NUMA NOITE FRIA&lt;br /&gt;SERÁS MAIS&lt;br /&gt;QUE ACONCHEGO&lt;br /&gt;SERÁS TOTALIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NUMA NOITE QUENTE&lt;br /&gt;SERÁS MAIS QUE TU&lt;br /&gt;SEREI MAIS QUE EU&lt;br /&gt;AMAREMO-NOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOS DIAS&lt;br /&gt;NÃO HAVERÁ TEMPO&lt;br /&gt;NEM ESPAÇO&lt;br /&gt;APENAS VONTADES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TU E EU&lt;br /&gt;PALAVRAS&lt;br /&gt;QUE DEINEIAM CORPOS&lt;br /&gt;QUE ESCULPEM ALMAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONDE E QUANDO&lt;br /&gt;NOSSAS ALMAS RESPONDEM&lt;br /&gt;NOSSOS CORPOS GRITAM&lt;br /&gt;SOMOS PAÍS AMANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAR&lt;br /&gt;TU&lt;br /&gt;TERRA &lt;br /&gt;EU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAR ÉS&lt;br /&gt;POIS CORAÇÃO TE FORMA&lt;br /&gt;TERRA SOU&lt;br /&gt;A QUERER TEU CORAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem da alma não precisa de teoreemas, basta que a deixemos expressar-se&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7449963081218086807?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7449963081218086807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7449963081218086807' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7449963081218086807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7449963081218086807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/singeleza-das-quadras.html' title='A Singeleza das Quadras'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-6031945771873076932</id><published>2007-08-20T18:46:00.000-07:00</published><updated>2007-08-20T19:02:21.927-07:00</updated><title type='text'>Ainda Poesia</title><content type='html'>Agora, a simplicidade intensa dos Tankas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOITE &lt;br /&gt;MEUS ENTRELAÇOS EM TI SÃO ONDAS NO TEU OCEANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIA&lt;br /&gt;O CALOR DO SOL É SOBRE OS CAMPOS DE TEU CORPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TARDE&lt;br /&gt;MEUS DEDOS CAMINHAM CÉLERES NAS TUAS CURVAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VONTADE&lt;br /&gt;MINHA BOCA SORVE DE TUA FÊMEA FONTE SEM SACIEDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTE&lt;br /&gt;TUA DANÇA EM MIM FAZ A MÚSICA DE MEU GOZO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIÊNCIA&lt;br /&gt;OS TEOREMAS DE TI SÃO MENOS QUE TEU TODO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TU&lt;br /&gt;MAIS ESTÁS EM MIM QUE EU EM TI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORPO&lt;br /&gt;MUNDO TEU ONDE ME ENTREGO AOS ELEMENTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMA&lt;br /&gt;UNIVERSO TEU DE INCONTÁVEIS ESTRELAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU&lt;br /&gt;RIO CAUDALOSO DENTRO DE TUA GEOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÓS&lt;br /&gt;RIO QUE CORRE AO TEU MAR OCEANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMAR&lt;br /&gt;LABIRINTO DE NÓS EM CORPOS E ALMAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia é o caminho de achar a alma...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-6031945771873076932?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/6031945771873076932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=6031945771873076932' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6031945771873076932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6031945771873076932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/ainda-poesia.html' title='Ainda Poesia'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1019915142018732927</id><published>2007-08-18T20:00:00.000-07:00</published><updated>2007-08-18T20:12:32.973-07:00</updated><title type='text'>Mais Poesia</title><content type='html'>Hoje, a magia e a singeleza dos haikais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOITE&lt;br /&gt;TUAS MÃOS DE CÉU&lt;br /&gt;SÃO ASAS DE MIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIA&lt;br /&gt;O SOL DE TI&lt;br /&gt;FAZ-ME AMOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TARDE&lt;br /&gt;AS MÃOS SÃO AGORA&lt;br /&gt;ARAUTAS DE ALMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMPO&lt;br /&gt;É APENAS O CÉU&lt;br /&gt;DEPOIS DE AMARMOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORPO&lt;br /&gt;É PAPEL&lt;br /&gt;ONDE ÉS POESIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMA&lt;br /&gt;CALIGRAFIA DE TI&lt;br /&gt;EM CORAÇÃO VIVO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IDEOGRAMA&lt;br /&gt;TU EM INTENSIDADE&lt;br /&gt;GRAVADA EM MIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHANOYU&lt;br /&gt;TUA ÁGUA&lt;br /&gt;TEU CHÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHANOYU&lt;br /&gt;MINHA ÁGUA&lt;br /&gt;NOSSO CHÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHANOYU&lt;br /&gt;MINHAS ÁGUAS&lt;br /&gt;EM TEU CHÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IKEBANA&lt;br /&gt;ONDE TU, FLOR&lt;br /&gt;ENLAÇAS MEU ARRANJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KANJI&lt;br /&gt;MAGIA DE TI&lt;br /&gt;GRAFADA EM MIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HIRAGANA&lt;br /&gt;TUA MAGIA ETERNA&lt;br /&gt;POESIA DE MIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KATAKANA&lt;br /&gt;PALAVRA VIVA&lt;br /&gt;DE TUA INTENSIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LINGUAGEM DA ALMA NOS FAZ VOAR LONGE...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1019915142018732927?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1019915142018732927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1019915142018732927' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1019915142018732927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1019915142018732927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/mais-poesia.html' title='Mais Poesia'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-5807162202438053940</id><published>2007-08-17T19:29:00.000-07:00</published><updated>2007-08-17T19:36:56.334-07:00</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>A poesia toma seu lugar neste dia, e deixa uma mensagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O QUE SOMOS NÓS&lt;br /&gt;SENÃO BUSCADORES DA PERFEIÇÃO&lt;br /&gt;MESMO SABENDO&lt;br /&gt;QUE NUMA ÚNICA VIDA&lt;br /&gt;JAMAIS A ALCANÇAREMOS?&lt;br /&gt;O QUE SOMOS NÓS&lt;br /&gt;SENÃO BUSCADORES DO BELO&lt;br /&gt;MAS SEM SABER QUE O BELO&lt;br /&gt;RESIDE ALÉM DO QUE DIVISAMOS NOS OLHOS?&lt;br /&gt;O QUE SOMOS NÓS&lt;br /&gt;SENÃO CAÇADORES DO PRAZEROSO&lt;br /&gt;SEM SEQUER ATINAR&lt;br /&gt;QUE O VERDADEIRO PRAZER É ALEM DOS SENTIDOS&lt;br /&gt;QUE SOMOS NÓS&lt;br /&gt;SENÃO OS QUE PROCURAM PELO GÁUDIO&lt;br /&gt;MAS SEM SEQUER IMAGINAR&lt;br /&gt;QUE MAIOR GÁUDIO&lt;br /&gt;É CELEBRAR A VIDA!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;          Para pensar, refletir e viver, principalmente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-5807162202438053940?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/5807162202438053940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=5807162202438053940' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5807162202438053940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5807162202438053940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-195598989244644846</id><published>2007-08-16T16:31:00.000-07:00</published><updated>2007-08-16T16:54:39.780-07:00</updated><title type='text'>O que é verdadeiramente viver?</title><content type='html'>Dirijo neste momento uma indagação assaz pertinente a todos: O que é verdadeiramente viver? O que é exercer essa maravilhosa dádiva de Deus, dada em um momento de mais puro amor? e, mais importante, o que nós mais queremos dela?&lt;br /&gt;Muitos repsonderão que querem uma vida "sem surpresas", onde as coisas se sucedam como previsto, sem repentinas mudanças ou guinadas; apenas sentir que um dia vai amanhecer, anoitecer, amanhecer de novo e novamente anoitecer, sem nada que acrescente. Isso é viver? Não, isso é repetir-se, numa seqüência onde, dentro de certo tempo, se vai perceber que a vida passou e não se viveu...Outros preferem viver no comodismo e no conformismo, sempre no "tudo bem", se acostumando a tudo, jamais se rebelando ou sequer se inquietando, achando que a conformação e a passividade a protegem de todos os "imprevistos"...Isso é viver? Isso é apenas se deixar levar pelos ventos, sem ter de verdade direção alguma. Quantas vidas foram construídas assim? Quantos casamentos estão "funcionando" corretamente, apenas porque se mergulhou em um conformismo sem paralelo, em que o medo de viver adiante só não é maior do que perder "O que se construiu"...pena que se construiu em areia, e que a areia, como se sabe, jamais foi um bom alicerce...&lt;br /&gt;Sei que se vai perguntar: "então, o que é viver?" Eu digo: viver é exercer a plenitude do que se é, sem se preocupar com o pensar do outro ou a menor de suas opiniões;viver é jamais desistir de aprender, por que se chegou o momento em que "aos jovens cabem mais as idéias". Nada disso! Todas as idades e momentos tem sua chama vital, e é essa chama que devemos sempre cultivar, a chama do espírito humano, Jamais se sinta "velho demais", ou "novo demais", apenas diga pa você mesmo, essa frase: "Confesso que Vivi", e Ouse Viver e, mais importante, OUSE CONHECER!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na Vida&lt;br /&gt;Somos tempo&lt;br /&gt;Somos espaço&lt;br /&gt;Somos variáveis&lt;br /&gt;Mas mais que ciência&lt;br /&gt;Somos &lt;br /&gt;Inteira e Profundamente&lt;br /&gt;Arte...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-195598989244644846?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/195598989244644846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=195598989244644846' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/195598989244644846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/195598989244644846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/o-que-verdadeiramente-viver.html' title='O que é verdadeiramente viver?'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7478595362899223124</id><published>2007-08-15T18:07:00.000-07:00</published><updated>2007-08-15T18:40:42.835-07:00</updated><title type='text'>Até Quando?</title><content type='html'>Me junto, em dor e oração, às famílias das jovens Tamirys e Jamilly, assassinadas aqui na cidade de São Paulo. Como sói acontecer, todos procurarão culpados e causas, investigarão os crimes, podendo até prender os culpados. Mas fica uma pergunta que não quer calar, ou melhor, duas. Até que ponto as autoridades irão ignorar tal estado de coisas? Se tanto se fala em segurança, o que se faz de verdade? Na realidade, pouco se faz, num jogo de empurra-empurra, o governo simplesmente faz ouvidos moucos frente a essa situação, se é que ainda faz alguma coisa; o pior de tudo é que, depois de sepultadas as vítimas , chorado o pranto, as coisas se banalizam, e essas jovens, que tinham tantos sonhos, tanta vontade de viver, serão mais um ponto percentual em uma estatística sempre crescente de violência, e, ainda pior, tais crimes viram uma banalização que se soma à constante inversão de valores em nosso país, onde crimes maiores viram pizza e crimes tais como os dessas duas jovens, caem inexoravelmente na banalidade, como se a morte delas fosse uma simples ocorrência comum, sem mais pasmar ou estarrecer ninguém. Anestesiamos o nosso cérebro para tais coisas, e, quando chegamos em casa, dentro do conforto dos lares, é fácil protestar, se indignar, mas tais coisas são vazios dentro de uma sociedade que fleumatiza e banaliza tudo, sem considerar que, nessa banalização, anestesiamos nossa vontade por mudanças, nossa indignação... Como diriam os irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, de que vale "falar de morro, morando de frente pro mar"...Não deixemos que isso aconteça. Jamais deixemos de nos indignar diante de tais coisas, pois a indignação leva à ruptura, e esta leva a transformação, para que a morte dessas duas jovens não seja vã, e não seja lembrada apenas como mais uma estatística de mortes. Indignem-se todos, e clamem por mudanças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meus olhos&lt;br /&gt;São agora luto&lt;br /&gt;De duas jovens&lt;br /&gt;Que tantas vontades tiveram e viveram&lt;br /&gt;Agora estão na luz&lt;br /&gt;Acolhe-as na luz de tua face&lt;br /&gt;Em plenitude divina&lt;br /&gt;E aplaca a dor &lt;br /&gt;Dos entes que ficam&lt;br /&gt;Que o Amor de deus seja&lt;br /&gt;O bálsamo dos doidos corações&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7478595362899223124?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7478595362899223124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7478595362899223124' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7478595362899223124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7478595362899223124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/at-quando.html' title='Até Quando?'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-9207618472300443549</id><published>2007-08-14T19:15:00.000-07:00</published><updated>2007-08-14T19:40:54.006-07:00</updated><title type='text'>Lembranças</title><content type='html'>Quem, em seu mais íntimo e recôndito, não tem suas lembranças? quem não tem seu "Caderninho de Recordações", em que rememora, nos momentos de maior recolhimento, essas imagens e esses sons que ficam marcados pra sempre? Nos nossos dias, talvez essa prática não seja das mais usuais, pois tudo que entra em "obsolescência", passa a ser "velho", e como se quer estar sempre "na moda", ou "antenado", certas coisas são relegadas a trastes, coisas sem sentido, jogadas num canto qualquer de nossos pensamentos. &lt;br /&gt;Mas como é prazeroso nos descobrirmos esquadrinhando tais momentos! É como se "lavássemos a alma" das vicissitudes do dia, nos vendo novamente crianças, nas descobertas, nos sorrisos divertidos, nas palavras aprendidas, nos gestos ensaiados, que eram a nossa forma de dizer que éramos, acima de tudo, sonhadores...As canções que cantávamos e que cantavam pra gente. Lembro que meu avô cantava pra mim a "Canção do Expedicionário", e eu já me imaginava ao lado dele, marchando junto, para os campos de batalha da Itália, e lembrava de suas histórias e me enchia de coragem, nas minhas brincadeiras imitando-o, atacando um grupo imaginário de alemães, e um morrinho perto de minha casa passava a ser Monte Castelo, e hasteávamos a bandeira lá, e o "general Fretter Picco", me entregava a pistola. Coisas de criança solta...&lt;br /&gt;Mas são essas lembranças que alimentam nossa alma e confortam nosso coração cansado, e são conselheiras na hora em que mais precisamos de um alento, a nos conduzir vida afora...Jamais maculem-nas ou matem-nas, pois elas são parte de nosso coração e de nossa alma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"HOJE, ADULTO&lt;br /&gt;DEVO MUITO A MEU SER CRIANÇA&lt;br /&gt;LEMBRANÇA QUE ME FAZ NASCER DE NOVO&lt;br /&gt;A CADA VEZ QUE MEU CORAÇÃO SOFRE&lt;br /&gt;A CRIANÇA EM MIM ME TOMA PELO BRAÇO&lt;br /&gt;ME ACARICIA A CABEÇA&lt;br /&gt;E ME SORRI&lt;br /&gt;ME APONTANDO O SOL..."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-9207618472300443549?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/9207618472300443549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=9207618472300443549' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/9207618472300443549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/9207618472300443549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/lembranas.html' title='Lembranças'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7297505431891265949</id><published>2007-08-13T19:45:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T20:04:18.321-07:00</updated><title type='text'>Dia de aula</title><content type='html'>Hoje, dia de aula de inglês e espanhol. Inglês, para um único aluno... espanhol para uma turma de adolescentes, que mais estavam difíceis do que interessados. Mas dá pra ver uma coisa neles que faz com que valha a pena o esforço; por mais que se veja a inquietude do coração deles, também há a busca por um caminho, por uma identidade, por uma direção; muitas vezes esse caminho é tortuoso, passando por escapismos fáceis, como as drogas ou o álcool. Será que não ocoreu a ninguém que esse jovem que procura a droga ou o álcool os use pra suplantar um vazio que desde tempos se instalou? Será que apenas proibir, ou, como no caso de um politico, recentemente, descriminalizar as drogas, vai ajudar a preencher ese vazio?Por isso minha opinião é a de que todas as pesssoas querem ser salvas apenas tem de saber estender as mãos, que sempre estará uma mão amiga esperando pra te ajudar a se erguer...Por mais que esse vazio exista, não deixe que ele te domine ...Veja o exemplo dos que se deixaram levar por ele e escaparam...Por isso que acho sempre valer o esforço dos que, direta ou indiretamente, contribuam pro nosso aprendizado...Assim como nos tornamos pessoas melhores quando conversamos com Deus e por ele nós somos agraciados, peço a vocês que se unam comigo numa corrente de positivo, a contar de agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEUS OLHOS DE JOVEM&lt;br /&gt;VÊEM O MUNDO&lt;br /&gt;ALÉM DO HORIZONTE;&lt;br /&gt;TEU ESPÍITO,INDOMÁVEL, BUSCA NOVOS MUNDOS&lt;br /&gt;TUA ALMA ANSEIA POR MAIS VIDA&lt;br /&gt;ENQUANTO O TEMPO&lt;br /&gt;NÃO TE CHAMA&lt;br /&gt;CHAMAS OS ELEMENTOS&lt;br /&gt;NA TEMPESTADE DE TEU SER&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7297505431891265949?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7297505431891265949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7297505431891265949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7297505431891265949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7297505431891265949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/dia-de-aula.html' title='Dia de aula'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-8590770136452507538</id><published>2007-08-12T16:47:00.000-07:00</published><updated>2007-08-12T17:18:11.665-07:00</updated><title type='text'>Pai</title><content type='html'>Uma palavra de uma única sílaba, mas de uma força e de uma profundidade capaz de mover mundos, pois qual o pai que, por seus filhos, não verte suas últimas forças, ao extremo de si, pela felicidade deles? Mas, mesmo assim, já vi alguns que acham que ser pai é carregar uma cruz, ou mesmo um fardo, e fogem dessa responsabilidade...Néscios!Tolos! Ser pai é mais que gerar, mais que fazer uma vida...é ser côsncio da importância de aprender e conduzir um apendizado, onde Pai e Filho seguem a estrada do constante construir, desde a importante amizade entre eles ao respeito mútuo, passando pelo companheirismo e pela admiração mútua. Isso mesmo, admiração mútua! Não é o fato de ser pai que te torna incontestável ou dono da verdade; muito pelo contrário, é o momento de ensinar aos filhos que sempre se deve buscar a verdade, mas que ela é sempre o prêmio dos sinceros; sempre estar preparado para fazer do aprendizado a maior declaração de amor que um pai pode dar a um filho, longe do orgulho e do preonceito.&lt;br /&gt;Assim é a vida de um pai. Muitos, hoje, confundem amor com provimento; provém os filhos de todas as coisas boas, mas não os provém do mais importante o amor e a proximidade, a proximidade do abraço, da conversa franca, da atitude de cumplicidade com pos filhos; é sempre o "estou cansado do trabalho, vou tomar banho e deitar". Isso é a mais esfarrapada das desculpas pra justificar uma única coisa: não se pode dar o que não se tem...daí o extremo vazio que se vê em nossos jovens, vazio que os leva a escapismos como drogas e tantas outras coisas...&lt;br /&gt;Reflitam, pais e candidatos a pais, pensem em quantas vezes não abraçaram seus filhos, ou sequer lhes deram um beijo, ou simplesmente um pouco de atenção, nem que seja por uns minutos; garanto que não vai doer nem seus dedos nem sua espinha. Os índios nos transmitem uma lição interessante sobre a paternidade: quando falam com as crianças, os pais índios se colocam na altura delas, para que os olhos de um e de outro estejam iguais, pois é assim que eles vêem o ato de ser pai...Uma relação de igual pra igual, em que ambos aprendem, especialmente respeito e dedicação, além de um amor incondicional. E eu pergunto...Quem é primitivo, então? Deus, em Sua infinita bondade, sacrificou Seu próprio filho para salvar a humanidade...Pensem e reflitam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEU PAI&lt;br /&gt;MESMO DISTANTE&lt;br /&gt;TE DEDICO ESTAS LINHAS&lt;br /&gt;MESMO QUE NÃO ME VISTE CRESCER&lt;br /&gt;MESMO QUE EU NÃO TENHA&lt;br /&gt;TE VISTO ENVELHECER&lt;br /&gt;MESMO ASSIM&lt;br /&gt;NOSSAS ESSÊNCIAS &lt;br /&gt;CAMINHARAM JUNTAS&lt;br /&gt;POIS TENS DE MIM&lt;br /&gt;O QUE TENHO DE TI&lt;br /&gt;SEMPRE ASSIM SERÁ&lt;br /&gt;POIS SOMOS&lt;br /&gt;PAI E FILHO...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-8590770136452507538?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/8590770136452507538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=8590770136452507538' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8590770136452507538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8590770136452507538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/pai.html' title='&lt;strong&gt;Pai&lt;/strong&gt;'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-5270185562670407118</id><published>2007-08-11T18:15:00.000-07:00</published><updated>2007-08-11T19:01:38.437-07:00</updated><title type='text'>Escrever</title><content type='html'>Estamos na era do email, onde as informações circulam no chamado "tempo real", tão importante para as nossas comunicações e para os negócios, informações que circulam a cada nanossegundo, medida tal que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma operação de negócios, tal a magnitude do tempo que nos impera...&lt;br /&gt;Mas, e nós? Onde ficamos nesse "tempo real"?Onde ficamos na estrutura dessa tecnologia?&lt;br /&gt;Lembrei-me, então, do tempo em que curtíamos a ansiedade gostosa da chegada do carteiro, com aquele envelope branco, ou o colorido de via aérea, com selos maravilhosos, que logo viravam peças de coleção nas mãos dos que mais se interessvam...Cartas eram lidas, relidas, tocadas, dobradas, redobradas até ficarem amarelecidas, e eram tesouros inalienáveis..Tenho um amigo que coleciona todas as cartas trocadas pelos bisavós, avós e pais, desde a juventude até quando se casaram, e esse tesouro, pra ele, é inalienável e não tem preço. "É u'a maneira de sentir o espírito deles", afirma. Faço coro às palavras dele. sintam um trecho de uma delas, escrita pelo bisavô materno dele,à bisavó:&lt;br /&gt;"Cara Lúcia&lt;br /&gt;    É-me difícil neste somenos, e em circunstância tal, dizer-te o quanto falta me fazes. Como eu não te amaria? Aqui, nesta terra de frio invernal, o calor de tuas palavras é o que me aquece o coração. Meu caminho sigo aqui, pelo amor de ti. Não vejo a hora de virem as férias e poder retornar, ver teu sorriso, afagar tuas mãos e estar perto, para que eu te beije com amor. Flarei a teus pais assim que chegar. Não agüento esperar mais, meu amor...Quero mais do que nunca ser teu, e de mais ninguém..."&lt;br /&gt;Imagine-se esperando ansiosamente por esta carta, dia após dia, e, quando finakmente ela chega, todas as emoções reprimidas pela ansiedade explodem, a felicidade a cada linha lida, e, depois, aquele silêncio meditativo, a carta quase aos lábios, como que estivéssemos a abraçar a pessoa...Será que o email matou isso em vocês? Reflitam um pouco, e escrevam sem teclar, sentindo o deslizar da pena , da caneta ou do lápis sobre o papel, e deixe a alma se libertar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CADA LETRA QUE DELINEIO&lt;br /&gt;É MINHA VONTADE DE TOCAR-TE&lt;br /&gt;CADA FRASE A DESLIZAR NO PAPEL&lt;br /&gt;É VALSA APAIXONADA QUE DANÇAMOS&lt;br /&gt;CADA VOLUTA DE CADA LETRA&lt;br /&gt;É A ARTE DE MIM A BUSCAR-TE&lt;br /&gt;EM LITERATAS VONTADES&lt;br /&gt;EM APAIXONADOS DESEJOS&lt;br /&gt;EM POETICOS QUERERES&lt;br /&gt;MAIS QUE TUDO&lt;br /&gt;ÉS&lt;br /&gt;MUSA...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-5270185562670407118?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/5270185562670407118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=5270185562670407118' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5270185562670407118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5270185562670407118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/escrever.html' title='Escrever'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7695574594455252863</id><published>2007-08-10T15:14:00.000-07:00</published><updated>2007-08-10T15:45:03.193-07:00</updated><title type='text'>Música, essa imortal</title><content type='html'>Em primeiro lugar, quero pedir perdão pela ausência de minha mensagem ontem. Me recolhi aos meus pensamentos, mergulhei em mim...e quem vem me puxar pela mão, a me fazer evolar de meu auto-exílio? A música, essa imortal que se converte em tudo, desde carícia a gozo, desde intensidade a ternura, abrindo todas as minhas portas...Num ímpeto maior que eu, me vieram à mente cenas de um filme há muito visto, mas jamais esquecido..."O Violino Vermelho", onde as paixões, a pureza, a luxúria, a vontade de viver e a arte se irmanam, se misturam, se ligam numa única peça, a atravesar três séculos, três continentes, cinco línguas, tantas pessoas tão diversas e, ao mesmo tempo, tão iguais...Da genialidade e do sonho de um homem, da pureza de um menino, da intensa e luxuriosa vontade de viver de um músico, até seu desfecho moderno...Tudo numa girândola onde a imortal música é o verdadeiro personagem, substância pura no cadinho de almas e vontades que o instrumento percorre, sem freio,barreira ou óbice sequer...&lt;br /&gt;       As cenas, em meu pensar, passam céleres, mas , ao mesmo tempo, marcantes...Parece que consigo ter nas mãos a vontade e o sonho de Niccoló Bussotti, a pureza e a ternura de Kaspar Weiss, a intensa luxúria de Pope...Tais sensações passam por mim, como rios ora caudalosos ora calmos, numa sucessão de luzes e cores sem par, sem igual, e compreendo, então, que são as almas que a música resgata...Me deixo levar por essa onda de emoções tão fortes, me deixo arrastar por esses rios, até chegar a uma enseada abrigada, ou talvez ao mar revolto...qualquer um dos dois destinos, sei que meu coração, nave de velas rubras e de leme acurado, sempre me levará a mares e oceanos que, se eu não conhecia, conhecerei...&lt;br /&gt;       Deixo-vos a pensar nessa música da alma, nesses oceanos de emoções, e que sintam as notas de u'a melodia se fazerem velas, a intensidade d'alma fazer-se bojo, e nossa vontade se fizer de curso, e nos leve ao mais intenso de nós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"NO SONHO DE UM ARTISTA&lt;br /&gt;NA PUREZA DE UM MENINO&lt;br /&gt;NA VONTADE DE VIVER DE UM HOMEM E SUA ARTE&lt;br /&gt;TE FIZESTE IMORTAL&lt;br /&gt;TU MÚSICA DE ACORDES INTENSOS&lt;br /&gt;COMO CAUDALOSO RIO&lt;br /&gt;ME CONDUZES&lt;br /&gt;A BUSCAR MEU CORAÇÃO&lt;br /&gt;QUE É SINÔNIMO DE TI..."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7695574594455252863?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7695574594455252863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7695574594455252863' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7695574594455252863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7695574594455252863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/msica-essa-imortal.html' title='Música, essa imortal'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1773475003302462475</id><published>2007-08-08T17:22:00.000-07:00</published><updated>2007-08-08T18:25:25.402-07:00</updated><title type='text'>Primeira Impressão</title><content type='html'>Numa conversa informal durante o almoço, perto de onde eu estava, duas pessoas discutiam sobre a primeira impressão em um encontro...Isso me levou a refletir sobe essa premissa, tão importante em nosso mundo e em nosso tempo, do "A Primeira Impressão é a que fica".Reflitamos porém, até que ponto essa impressão pode ser levada a sério? Até que ponto, em nome da "primeira impressão", nos blocamos de conhecer mais a fundo a essência de uma pessoa? Até que ponto, em nome dos "padrões", impostos por uma sociedade cada vez mais cruelmente perfeccionista,que privilegia a aparência em função da essência, ignoramos a real personalidade de um indivíduo? Há muito deixei de ser escravo dessa primeira impressão, e, mesmo, me ponho nos olhos da pessoa que vou conhecer ou estou conhecendo, para sentir sua energia , suas amplitudes, ou mesmo seu retrato interior, que este é o que realmente vale. Lembro que minha avó costumava me dizer que "a beleza se esvai, e a alma permanece..." O que é melhor, sentir a superficialidade da aparência ou a eternidade da alma? O que me faz lamentar é que tantos escolhem a primeira, que não sabem o que perdem ao deixar a segunda de lado...&lt;br /&gt;Lembro de uma frase de Benjamin Franklin, em umm excerto seu chamado "Conselhos a Um Moço", onde ele dizia que &lt;em&gt;"os olhos são companheiros do néscio, que apenas tem a luz fugaz dos vaga-lumes como guia; os olhos do mais sábio têm a luz da Lua, que sempre brilha; jamais se iluda com a beleza, pois a verdadeira está na maturidade&lt;/em&gt;"...Acho que não tenho mais nada a acrescentar. Muitos até me considerarão um Catão, à antiga, a invectivar o retorno aos velhos modos romanos, mas não; o que realmente busco é um resgate de valores verdadeiros, não a Meca barata do consumismo, um falso perfeccionismo, mas a volta de valores puramente humanistas, que façam com que sejamos mais que simples estatísticas, sejamos pessoas, pessoas com vontade de viver!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Ah, que minhas palavras saudosas&lt;br /&gt;São mais que simples latitudes &lt;br /&gt;e longitudes de mim&lt;br /&gt;São clamores de coração e alma&lt;br /&gt;Buscando o conforto de teu corpo&lt;br /&gt;A luz de tua alma&lt;br /&gt;e a chama de teu coração"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1773475003302462475?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1773475003302462475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1773475003302462475' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1773475003302462475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1773475003302462475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/primeira-impresso.html' title='Primeira Impressão'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-4283218393285846412</id><published>2007-08-07T17:58:00.000-07:00</published><updated>2007-08-07T18:46:35.600-07:00</updated><title type='text'>Saudades das Trilhas da Escola</title><content type='html'>Me lembrei hoje das pessoas que, de uma forma inesquecível, fizeram parte de minha vida, mas que, por uma razão ou outra, deixamos de falar ou de ver por algum tempo...Me lembrei de meus colegas de escola, dos momentos de brincadeiras, quando esquecíamos o tempo passar e nos focávamos no agora, naquele agora...Não havia planos, sequer vontades..apenas sonhos, em que navegávamos e viajávamos...Pensei neles com bastante carinho, e no íntimo rezei para, onde quer que estivessem, a mão de Deus os guiasse...Muitos eu reencontrei, depois de algum tempo, mas para breves palavras entrecortadas pela velha frase "não tenho tempo agora"...Que pena!!! Como eu gostaria de sentar um pouco, por o papo em dia, trocar novidads, mas as pessoas estão sempre com pressa...Minha homenagem é pra vocês, que de uma forma ou de outra privei da amizade, da companhia, do entendimento...As almas e o que de mais belo existe em vocês estará sempre em minha lembrança...Salve a todos os amigos, pois a amizade é o mais incalculável dos tesouros...Pra vocês pensarem, a letra da música , cantada por Elis Regina, de Milton Nascimento, "Morro Velho"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morro Velho(Milton Nascimento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sertão da minha terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fazenda é o camarada que ao chão se deu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fez a obrigação com força&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;parece até que aquilo tudo ali é seu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só poder sentar no morro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ver tudo verdinho, lindo a crescer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;orgulhoso camarada de viola em vez de enxada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho do branco e do preto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;correndo pela estrada atrás de passarinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pela plantação adentro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;crescendo os dois meninos, sempre pequeninos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;peixe bom dá no riacho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de água tão limpinha, dá pro fundo ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;orgulhoso camarada conta história pra moçada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho do sinhô vai embora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tempo de estudos na cidade grande&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;parte, tem os olhos tristes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixando o companheiro na estação distante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"não se esqueça amigo, eu vou voltar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some longe o trenzinho ao deus-dará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando volta já é outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trouxe até sinhá-mocinha para apresentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;linda como a luz da lua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que em lugar nenhum rebrilha como lá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já tem nome de doutor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e agora na fazenda é quem vai mandar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e seu velho camarada já não brinca, mas trabalha&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-4283218393285846412?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/4283218393285846412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=4283218393285846412' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4283218393285846412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4283218393285846412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/saudades-das-trilhas-da-escola.html' title='Saudades das Trilhas da Escola'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-5826223768065691828</id><published>2007-08-05T20:06:00.000-07:00</published><updated>2007-08-05T20:31:37.564-07:00</updated><title type='text'>Tudo é Vontade de Viver</title><content type='html'>O título desta mensagem pode até soar, a alguns ouvidos, um pouco estranho, mas o que quero me remeter, nestas palavras, é a extrema ânsia e paixão de alguns pela vida, e o mas completo descaso dela por outros. O que leva uma pessoa, na plenitude de sua vida, a simplesmente jogar dados com ela, num ritmo frenético de autodestruição? O que leva outras a, sempre, viverem apaixonadamente suas vidas? Vejo tantas a sentir a plenitude de si próprias, e outras tantas a desperdiçarem este tão precioso tesouro que é o ato de viver...&lt;br /&gt;    Muitas das coisas que nos rodeiam, mesmo são inspirações, como a música, a poesia, a dança...Alguns dirão que nada disso os enternece, nada disso os emociona...Pergunto eu: onde está a sua vida, afinal?Onde está o teu coração e tua alma, que, ao invés de evolarem e te trazerem o sonho, te trazem apenas maus augúrios? &lt;br /&gt;    Deixe que teu coração e alma sintam a música e a intensidade da vida, em tudo o que ela tiver de melhor...Deixe tuas angustias da faina exatamente aonde elas devem estar...No trabalho, não em tua casa..Tua casa é o lugar onde amas, sentes e vives...Nada de plúmbeo ou pardacento deve adentrar teu recinto... Dentro dele, apenas as alvíssaras da maravilha que é viver...&lt;br /&gt;    Faça assim, e viva bem melhor!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Olha nos meus olhos&lt;br /&gt;Esquece o que passou&lt;br /&gt;Aqui, neste momento&lt;br /&gt;Desejo e Sentimento&lt;br /&gt;Sou o teu Poeta&lt;br /&gt;Eu sou o teu cantor&lt;br /&gt;Desejo e Fantasia&lt;br /&gt;Em plena Harmonia&lt;br /&gt;Eu sou teu homem&lt;br /&gt;Sou teu pai&lt;br /&gt;Teu Filho&lt;br /&gt;Sou aquele que te tem amor&lt;br /&gt;Vem comigo&lt;br /&gt;Minha amada amiga&lt;br /&gt;Seja tudo sempre como é...&lt;br /&gt;Em tudo o que se quer....&lt;br /&gt;    &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-5826223768065691828?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/5826223768065691828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=5826223768065691828' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5826223768065691828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5826223768065691828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/tudo-vontade-de-viver.html' title='Tudo é Vontade de Viver'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-4898248909447940247</id><published>2007-08-04T18:20:00.000-07:00</published><updated>2007-08-04T20:07:00.369-07:00</updated><title type='text'>Do Amor e das Atitutdes</title><content type='html'>Ontem juntei minhas palavras a celebrar o amor de uma amiga especial que, mesmo depois de tanto tempo, voltou a viver seu grande amor com toda a plenitude, e jamais, em tempo algum, mesmo com outras pessoas em sua vida, jamais o havia esquecido...&lt;br /&gt;    Mas, continuando a falar de amor, lanço outra pergunta ao ar. O que você faria, ou até onde você iria, por um amor de verdade? Sei que essa pergunta já foi feita a muitos, e muitos ficaram com a mesma expressão de vazio dentro de si, como se aquilo fosse uma pergunta difícil de responder como o enigma da esfinge. &lt;br /&gt;    O que levou-me a uma história que sempre me acompanha, e vou contá-la da forma mais sucinta que puder; a história de um homem que tinha tudo o que ele poderia, mas deixou tudo isto para viver uma verdadeira história de amor, a grande história de amor do século passado...&lt;br /&gt;    Década de 30. O mundo se transformava rápido, com a tecnologia e a ciência dando novos rumos ao homem. O poder dos impérios ainda se fazia perdurar, e nenhum poder era maior do que o do império onde "O sol nunca se punha", o império de Sua Majestade Britânica...&lt;br /&gt;    Tudo isto esperava o jovem Edward Albert. Na juventude, vivera todo tipo de aventura, desde viagens a terras longínquas aos perigos da Guerra de Trincheiras, na cruenta e selvagem I Guerra Mundial. Não tinha medo, e era sempre um protetor de seu irmão mais jovem, George Albert. Seu charme cativava as mulheres por onde passasse, atraindo as atenções dos jornais e das rádios, sempre a comentar a "vida boêmia" do príncipe herdeiro, uma vida que passava às margens da responsabilidade...&lt;br /&gt;    Um dia, porém, algo muda sua vida. Numa festa em que costumava freqüentar, encontrou um olhar forte, iluminado, vivaz, que fez com que ele, antes descuidado, ficasse cuidadoso; antes descompromissado, quisesse jamais separar-se daquele momento...e o amor nasce, no que os franceses chamariam &lt;em&gt;coup de foudre&lt;/em&gt;, o amor do relâmpago, do brilho, da intensidade no único momento...Wallis Simpson era seu nome, e era tudo que ele queria saber...Ela simplesmente se apaixonara, e ele também...&lt;br /&gt;     Mas haviam regras...Um príncipe herdeiro não poderia se casar com uma divorciada, ou plebéia, além do que ela era americana, um tipo de sociedade que os ingleses, quando não toleravam, simplesmente desprezavam. Ele , contudo, permaneceu irredutível. &lt;br /&gt;     Um dia, o velho rei, pai de Edward, cuja personalidade conduzira o país nos duros anos da Grande Guerra, falecera. Agora, as rédeas do país estavam nas mãos de Edward, agora rei Edward VIII. Mas ele não queria renunciar ao seu amor, nem à sua ânsia de ser feliz. Propôs que ele e ela fizesem um casamento morganático, em que, caso tivessem filhos, eles nãpo teriam direito ao trono, e ele seria sucedido pelo irmão. Após muitas contramarchas, o Parlamento apresentou um ultimato: ou o trono ou a senhora Simpson...&lt;br /&gt;     Foi uma noite em claro. Depois de muito pensar, de muito divagar, na manhã seguinte os ingleses ouviriam o que seria a sua última declaração como Rei:&lt;br /&gt;     &lt;strong&gt;"Vocês devem acreditar em mim, quando lhes digo que seria impossível desempenhar meus deveres como Rei, sem ter a meu lado a figura da mulher que amo. Peço o vosso perdão por tudo e desejo ao novo rei, meu irmão, iluminação e sabedoria para governar com justiça e equilíbrio. Viva o Rei Jorge e Viva a Inglaterra!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;     Ele, então, foi para a  França , onde ela já o esperava. e assim começou a mais bela história de amor do século passado, quando um homem, possuidor do maior império conhecido, tomou a atitude de renunciar a tudo isso pela mulher que amava. Viveram juntos até a morte dele, em 1972, e, depois disso, ela, que era famosa como grande anfitriã, recolheu-se a uma vida reservada, e jamais foi vista em público, até sua morte, em 1986. Respitando a sua última vontade, a família real permitiu que ela fosse enterrada ao lado dele, em Frogmore, no Castelo de Windsor, onde estão até hoje.&lt;br /&gt;     Lanço então, depois dessa história, uma pergunta para reflexão: qual a atitude mais importante a tomar por quem se ama?...Reflitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Numa terra&lt;br /&gt;Em que reinava&lt;br /&gt;Um Rei de coração puro&lt;br /&gt;Um dia conheceu o amor&lt;br /&gt;MAs nada do que fizesse&lt;br /&gt;Mesmo o que quer que fosse&lt;br /&gt;A fazia aceitada&lt;br /&gt;Um dia, de plena voz&lt;br /&gt;Disse de sua dor atroz&lt;br /&gt;Que jamais seria rei&lt;br /&gt;Longe da mulher amada&lt;br /&gt;Deixou tudo pra trás&lt;br /&gt;Buscando seu amor &lt;br /&gt;Pra jamais se apartar&lt;br /&gt;De sua amada eternidade...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-4898248909447940247?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/4898248909447940247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=4898248909447940247' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4898248909447940247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4898248909447940247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/do-amor-e-das-atitutdes.html' title='Do Amor e das Atitutdes'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-6365548317613437624</id><published>2007-08-03T17:52:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T18:27:29.826-07:00</updated><title type='text'>CELEBRAÇÃO DE UM AMOR</title><content type='html'>Neste dia, faço a celebração de uma coisa que, todos os dias, me leva a sempre crer mais e mais na luz do ser humano, mesmo em toda a opacidade e falta de sentimento que vemos nesse mundo. Celebro hoje uma amiga especial que, depois de tanto lutar para jamais deixar morrer o seu amor, hoje tem a oportunidade de vivê-lo livremente, sem mais amarras opressivas ou obstáculos...&lt;br /&gt;     Era um tempo diferente. Um tempo de convenções, mais que de comportamentos verdadeiros. Um relacionamento afetivo era mais uma manobra de ascensão social do que o enlace de um amor sólido. Assim ela, mocinha ainda, se apaixona pelo rapaz de hábitos vivazes e com um brilho todo especial nos olhos. Mas, como eu disse, eram outros tempos, e o fato de serem primos-irmãos colocou a relação deles como tabu...Separados e sofrendo, seguem caminhos diferentes, casamentos diferentes, e a vida os levou a grandes distâncias. Ela criou os enteados, a filha, deu o seu amor ao homem com quem ela viveu toda a vida, e, depois da morte deste, um dia, resolveu retomar a vida que pasava por ela, e conheceu um outro homem, o qual, vindo de um mar de decepções, conheceu com ela a felicidade, e as palavras dela foram a chama que o impulsionou a reconquistar sua vida...Mas a vida segue em frente, e cada um seguiu seu caminho...&lt;br /&gt;      Mesmo assim, ela , dentro de si, jamais deixou morrer aquele amor de menina, jamais deixou que seu coração apagasse a figura daquele rapaz de olhos vivazes e de essência pura, que a cativara há tanto tempo...Ele enviuva, e, depois, eles se reaproximam e descobrem que jamais deixaram de se amar, mesmo depois de trinta e cinco anos, mas seus corações jamais morreram um para o outro...&lt;br /&gt;      Ouvi essa narrativa com uma expressão emocionada, e é nessa emoção que faço minha homenagem a eles..Hoje, devem estar viajando por aí , vivendo a intensidade desse amor, que, tnho certeza, é todo deles por direito de conquista...&lt;br /&gt;      Vive teu amor, minha amiga. Nas lágrimas de emoção que verto agora, a minha grande homenagem e os meus mais sinceros votos de felicidade...&lt;br /&gt;      Mais uma vez, exorto aqueles que porventura lerem estas palavras, que não percam mais um minuto sequer...&lt;br /&gt;      Simplesmente...&lt;br /&gt;      &lt;strong&gt;AMEM E JAMAIS DEIXEM MORRER O SEU AMOR!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Eu amei&lt;br /&gt; E amei, ai de mim, muito mais&lt;br /&gt; Do que devia amar&lt;br /&gt; E chorei&lt;br /&gt; Chorei tanto que um dia pensei&lt;br /&gt; Em me deseperar&lt;br /&gt; Foi então&lt;br /&gt; Que da minha infinita tristeza&lt;br /&gt; Aconteceu você&lt;br /&gt; Encontrei&lt;br /&gt; Em você a razão de viver&lt;br /&gt; E de amar em paz&lt;br /&gt; E não sofrer mais&lt;br /&gt; Nunca mais&lt;br /&gt; Pois o amor &lt;br /&gt; É a coisa mais triste&lt;br /&gt; Quando se desfaz...&lt;br /&gt; Ahh! Não me diga Adeus..."&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-6365548317613437624?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/6365548317613437624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=6365548317613437624' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6365548317613437624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6365548317613437624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/celebrao-de-um-amor.html' title='CELEBRAÇÃO DE UM AMOR'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7769547602355740126</id><published>2007-08-02T16:32:00.000-07:00</published><updated>2007-08-02T19:27:05.954-07:00</updated><title type='text'>Somos o que pensamos</title><content type='html'>Ontem, na minha visita semanal ao centro espírita o qual freqüento, vi uma frase escrita num papel, que me chmou profundamente a atenção. A frase era esta: &lt;strong&gt;SOMOS O QUE PENSAMOS&lt;/strong&gt;.Imediatamente me remeti ao que havia escrito no dia anterior , sobre o palpável e o sensível, que não pude disfarçar o espanto; então, fiquei a pensar naquela pequena, porém tão importante frase...&lt;br /&gt;    Se olharmos bem para nós mesmos, veremos, verdadeiramente , um retrato dos nossos pensamentos. Se pensamos o mal, vivemos com este mal, intrínseco em nós, porque trazemo-lo em nossa mente. Se, porém, pensarmos o bem, as asas do bem nos abrigarão, tal qual ave que abriga suas crias dos elementos. Pensei nas vezes em que me desesperei, e vi este desespero materializar-se, pelo simples fato de eu o ter invocado. &lt;br /&gt;    Saí de lá com uma certeza: de ser uma pessoa que toma em todos os aspectos o pensar do bem, de não desejar sequer mal de quem assim te deseja, pois tudo o que desejamos volta em dobro, e nos exaure as forças, nos exaure a alma...&lt;br /&gt;    Sei que, em muitos corações e almas, tal tarefa se apresenta difícil, se não para muitos impossível, em sua maneira de acreditar; mesmo assim, lancemos um olhar no outro, e, se sentirmos no outro a ausência da luz, dividamo-la com ele para que, assim, sempre haja um pouco de luz a mais, e, de pouco em pouco, a luz encha a terra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Se fazes o mal, o mal te segue como o esmagar da roda do carro segue o esmagar da pata do boi; mas, se o bem fazes, o bem te segue como a tua indefectível sombra"&lt;br /&gt;(Antigo Provérbio Indiano)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7769547602355740126?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7769547602355740126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7769547602355740126' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7769547602355740126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7769547602355740126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/somos-o-que-pensamos.html' title='Somos o que pensamos'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-4448867371634931262</id><published>2007-08-01T17:38:00.000-07:00</published><updated>2007-08-01T18:07:55.559-07:00</updated><title type='text'>Entre o Palpável e o Sensível</title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Por que me viste, Tomé, creste; bem-aventurados aqueles que não viram e creram"(Jo 20, 29)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Neste simples versículo, está o grande embate da civilização. Situar-se entre a noção cartesiana do que se pode medir, mensurar, tocar, e aquilo que não se pode, que se pode apenas sentir, intuir; sabemos que lá está, mas não há como descrever ou mesmo ter palpite acerca; Muitos vão afirmar que só acreditarão, como Tomé, naquilo que puderem estabelecer uma dimensão, ou mesmo uma forma. E a fé, como fica nesse dilema? Como ela poderá sobreviver se for sempre confrontada com o "ver e crer"? Não que eu não entenda esse ponto de vista; fomos tão dilapidados e vilipendiados em nossa confiança que, pasmem, quase chegamos a exigir "prova e contra-prova" das coisas que vivenciamos. Passamos a ser cartesianos, mesmo que não saibamos a exata extensão do significado dessa palavra.&lt;br /&gt;      Não pensem que, ao falar isso, eu despreze a busca pelo conforto, pela felicidade das coisas. É natural do gênero humano buscar o conforto das coisas conquistadas, da felicidade oriunda da realização dos "sonhos de consumo". Mas tal não deve se guiar pela vaidade nem se pautar no abssessivo, pois, s isso sucede, onde irá o que se acredita, para onde irá a fé? É isso que os convido a refletir, pois, num mundo cada vez mais materializado, onde a crença no palpável se faz cada vez mais forte, onde haverá lugar para o sensível? Onde haverá lugar para o que se sente, ao invés do que se vê? O mais terrível é que grande parte dessas pessoas se considera cristã...Acho que, antes de dizerem isso, devem prestar atenção na frase que está acima deste texto, e refletir profundamente sobre ela...Deixo, também, outra frase, que é um retrato perfeito do caminho que grande parte das pessoas segue...reflitam, sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"De que adianta conquistar o mundo inteiro, e perder a própria alma?"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-4448867371634931262?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/4448867371634931262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=4448867371634931262' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4448867371634931262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4448867371634931262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/08/entre-o-palpvel-e-o-sensvel.html' title='Entre o Palpável e o Sensível'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7323230597977297353</id><published>2007-07-30T19:49:00.000-07:00</published><updated>2007-07-30T20:04:23.056-07:00</updated><title type='text'>Desprendimento</title><content type='html'>Muito se pergunta, hoje, acerca de quanto somos desprendidos em nosso cotidiano...Até que ponto somos capazes de deixar nossa vida cartesiana e prestar atenção nos desdobramentos deste mundo, enxergar além do palpável? é esse convite que eu faço, o de lançar a vista além do nosso umbigo, além daquilo que convencionamos, daquilo que estabelecemos como inalterável e incontestável...Buscar além do paradigma,além do arraigado...&lt;br /&gt;Melhor seria se pudéssemos encarar o horizonte não como barreira, mas como etapa para seguirmos em frente, em nossa jornada de conhecimento e autoconhecimento. Me vem muito à lembrança a epopéia dos navegadores portugueses, em que o limite do mundo, para muitos, era o Cabo Bojador, barreira apaentemente inttransponível, que ferveria navios e engoliria tripulações...Mas aqueles intrépidos navegadores o dobraram, e fora mais adiante e avante, durante muito tempo, do que qualquer um que tentasse.&lt;br /&gt;Assim, me ponho ao lado deles, que souberam levar a vontade de vencer aos confins do mundo, e nada os fez arrefecer ou mesmo pensar em voltar. Sejamos navegadores de nosso oceano de incertezas e as vençamos...Colonizemos nosso espírito com nossa vontade de viver e nosso desprendimento pra descobrir sempre além de nós...Eu os convido a ir além, a mares nunca dantes navegados de vocês mesmos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Minha Nave de Velas Rubras&lt;br /&gt;Meu coração feito nau&lt;br /&gt;Navega os mares tempestuosos&lt;br /&gt;De teu mundo mulher&lt;br /&gt;Minha Nave de Velas Rubras&lt;br /&gt;Dobra o Bojador de ti&lt;br /&gt;Em ganas de perder-te&lt;br /&gt;Em teus intensos pélagos"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7323230597977297353?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7323230597977297353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7323230597977297353' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7323230597977297353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7323230597977297353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/desprendimento.html' title='Desprendimento'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-6969265534538911800</id><published>2007-07-29T17:48:00.000-07:00</published><updated>2007-07-29T18:07:06.358-07:00</updated><title type='text'>Música, Coração e Alma</title><content type='html'>Hoje,um domingo especial, com o concerto de encerramento do Festival de Inverno de Campos do Jordão, com a Orquestra Acadêmica do Festival, que reúne pessoas de todas as idades, professores e alunos, onde os mais destacados ganham bolsas de estudo para aprimorar suas habilidades no exterior, mais precisamente na Áustria e na Alemanha. No programa, "Don Juan", de Richard Strauss, e a ária "Who Care if She Cries", de Jocy de Oliveira, na bela voz de Gabriela Geluda, e, finalizando, a magistral "Scherazade", de Rimsky-Korsakov. Isso me levou a uma reflexão profunda, sobre a música, não apenas na sua criação, mas todas as forças que a fazem surgir, refluir e se tornar imortal...&lt;br /&gt;Lembro-me quando assisti "Amadeus" pela primeira vez, e vi o duelo entre a genialidade plena de Mozart e a mediocridade transformada em inveja virulenta, de Salieri. Para Mozart, a música era como um rio que, intensamente caudaloso, vertia de seu coração como iluminada fonte; o desprendimento em pessoa, a magia em forma humana, enquanto Salieri, que jamais agia com a alma, vê a &lt;em&gt;debácle&lt;/em&gt; de sua música, enquanto a de seu rival se imortaliza; se ele, em sua vida, abrisse seu coração e sua alma, talvez a inveja jamais fosse sua companheira, pois descobriria rápido o segredo que imortalizou Mozart...&lt;br /&gt;O que nos leva tal duelo? Nos leva a buscar, cada vez  mais, nosso próprio coração, para sentir a música que emana dele, ou as maravilhiosas notas de nossa alma, a aplacar o peso dos dias inclementes, das coisas que parecem querer nos engolir...Busquem o coração e a alma, busquem a música dentro de si, e descobrir-se-ão mais poderosos do que jamais sonharam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Nos teus gestos&lt;br /&gt;Reges a sinfonia de mim;&lt;br /&gt;Tuas mãos conduzem&lt;br /&gt;A orquestra de meu corpo&lt;br /&gt;Na pauta de minha pele&lt;br /&gt;Escreves com teu gozo&lt;br /&gt;Tuas notas eternas&lt;br /&gt;De apaixonada obra-prima"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-6969265534538911800?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/6969265534538911800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=6969265534538911800' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6969265534538911800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6969265534538911800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/msica-corao-e-alma.html' title='Música, Coração e Alma'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-2081339653721546085</id><published>2007-07-28T18:52:00.000-07:00</published><updated>2007-07-28T19:16:07.248-07:00</updated><title type='text'>Participar ou simplesmente passar ao largo?</title><content type='html'>Não se pode deixar de expresar opinião ou emitir juízo de valor quando o assunto é o terrível acidente com o vôo 3054 da TAM. Muito mais agora, que as evidências das caixas pretas mostram que os manetes de empuxo(que regulam a força das turbinas) estavam em uma posição que, ao invés de desacelerar, aumentaram a velocidade do avião, impedindo-o de frear. Claro que o piloto, o suposto responsável por essa "Falha humana", não poderá se defender, visto que é uma das vítimas desse malfadado vôo...&lt;br /&gt;    Mas se põe diante disso uma questão: não está na hora de deixarmos de ser meros espectadores, e colocar nossa posição de participantes dessa sociedade com maior força e autoridade? Não posso deixar de me lembrar de Mohandas Gandhi - O Mahatma - e da frase que abriu o caminho para a indpendência da Índia: "150 mil ingleses não podem controlar 300 milhões de indianos se esses se recusarem a cooperar". E assim foi. Por que não impor nossa força de vontade agora, e clamar por mudanças? Os quadros políticos que estão a reger o país foram colocados lá por nós, eleitos por nossa vontade e voto. E é exatamente nossa vontade e voto o nosso mais influente e precioso instrumento de participação. Não defendo bandeiras nem siglas, embora não negue minhas tendências monarquistas, mas acho que estamos em um momento em que siglas e tendências (que, na realidade, jamais se cristalizaram como tal no Brasil, mas isso é assunto pra outra nota)têm de ser esquecidas em prol de uma real transfomação deste país. Não uma busca de "ismos", mas a busca por um verdadeiro país...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Minha voz&lt;br /&gt;É só uma voz&lt;br /&gt;Mas se outras se juntarem&lt;br /&gt;Serão mais que vozes;&lt;br /&gt;Será um turbilhão&lt;br /&gt;Que jamais deixará de ser ouvido&lt;br /&gt;Que jamais será esquecido"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-2081339653721546085?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/2081339653721546085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=2081339653721546085' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2081339653721546085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/2081339653721546085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/participar-ou-simplesmente-passar-ao.html' title='Participar ou simplesmente passar ao largo?'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-5769683393285784549</id><published>2007-07-27T16:05:00.000-07:00</published><updated>2007-07-27T16:17:53.869-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quis'/><title type='text'>Pensar</title><content type='html'>Hoje. dedico esta nota a este simples ato, que nos leva muito além de nós mesmos, que faz com que sejamos muito mais que nossos limites. Um mapa que nos transporta a momentos e sentimentos muito além da nossa compreensão...Mas, fica sempre a pergunta: nós realmente pensamos? Não falo daquele simples momento de passar as coisas pela cabeça, mas falo de pensar o dia, as coisas que se vivem nele, pensar o que conquistamos, o que adquirimos, o que aprendemos; muitas vezes, tão premidos que somos por nosso ritmo automático(metas, projetos, cifras e índices)não pensamos nosso aprendizado de cada dia, que é o que verdadeiramente faz a vida ter sentido, que nos faz filtrar as coisas que recebemos em nossa vivência diária, e que, na maioria das vezes, mal absorvemos. Embotados assim, fazemos , muitas vezes, as coisas erradas, tomamos as decisões erradas e seguimos os caminhos errados...&lt;br /&gt;Então, vos faço um convite: pensem, mas pensem de verdade, com os verdadeiros instrumentos do pensar, que são nossa consciência e nossa personlidade, pois, se usamo-las com a devida presteza, seguiremos pelos caminhos certos, tomaremos as decisões certas e, melhor do que tudo, faremos sempre as coisas certas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Hoje&lt;br /&gt;Carrego nas palavras,&lt;br /&gt;As sílabas de uma saudade&lt;br /&gt;Quando lhas pronuncio&lt;br /&gt;Elas, magicamente,&lt;br /&gt;Te desenham infinda&lt;br /&gt;Intensa&lt;br /&gt;Tu..."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-5769683393285784549?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/5769683393285784549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=5769683393285784549' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5769683393285784549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5769683393285784549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/pensar.html' title='Pensar'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-7262121946589186893</id><published>2007-07-26T12:26:00.000-07:00</published><updated>2007-07-26T17:47:31.256-07:00</updated><title type='text'>Minha Pátria é Minha Língua</title><content type='html'>Hoje, ao escutar uma reportagem da Jovem Pan(acreditem, mas a televisão, para mim, só tem uma serventia como apêndice de meu DVD)senti na voz da locutora a "preocupação", com a reforma da língua portuguesa, que depende de aprovação do Congresso para vigorar no Brasil. No tempo em que estamos, onde a "agilidade de informação" e a "praticidade" foram elevadas a loas supremos,  cada vez mais o "miguxês", a língua da internet, vem sendo verdade incontestável...&lt;br /&gt;  De que servirá, de fato, essa reforma? Agilizar para quê? Língua não é somente a fria sintaxe e a fleumática ortografia. Língua é construção, língua é cultura, os alinhavos que vamos adicionando ao correr da existência de uma nação. Língua é expressão de arte, de cor até, da cor intensa de um povo, de sua intensidade. É o coração pulsante de um país. Lembro dos românticos, como Alencar e Gonçalves Dias(Um conterrâneo de quem me orgulho)que tentavam, em seu vigor de escritores, remodelar os padrões da língua, imbuídos que estavam de vê-la autêntica, livre do que eles chamavam de "carcomismo coimbrão". E, aí, nos voltamos a Portugal. Será que eles, como nós, não vêem em sua língua algo de identidade, de marca de nascença? Tenho certeza que sim. Temo mais do que nunca a ascenção do Miguxês, que muitos tecem loas de novo dialeto. Esse, sim, é um acinte e um desacato a uma língua bela e fluida como a portuguesa. Como diria Caetano, "Minha Pàtria é Minha Língua". Que faremos se o nosso maior tesouro for reduzido a gírias sem sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Te busco&lt;br /&gt;Na métrica perdida&lt;br /&gt;De um espaço&lt;br /&gt;De versos infindos&lt;br /&gt;Onde&lt;br /&gt;O ato de ser&lt;br /&gt;É mais que pura existência&lt;br /&gt;É...&lt;br /&gt;Magnificência"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-7262121946589186893?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/7262121946589186893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=7262121946589186893' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7262121946589186893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/7262121946589186893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/minha-ptria-minha-lngua.html' title='Minha Pátria é Minha Língua'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1293589258160015581</id><published>2007-07-25T17:06:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T17:24:57.163-07:00</updated><title type='text'>Uma reminiscência</title><content type='html'>Hoje, minha nota beira à nostalgia, pois passo uma volta em meus idos de criança, para lembrar de uma coisa que é uma das mais importantes lições que se pode ter. A de que a busca pelo conhecimento e pela vivência não é, nem um pouco, um ato de espera. É um ato de busca e conquista. Quantas vezes, ao buscarmos respostas para nossas indagações, recebemos um brutal "porque mesmo", que parece nos derrubar, nos querer fazer desistir, mas que, na realidade, é a alavanca que precisamos para nosso progresso, pois muitos, depois dessa resposta, mergulham no conformismo de ter de esperar, ou muitos, e eu me refiro a esta geração que é jovem agora, estão apenas preocupados em "curtir o momento", e qualquer tentativa de enriquecimento espiritual e pessoal ruirá por terra. Fico pensando em todas as coisas que busquei, por não me deter ante essa resposta que citei nesta nota. Sempre busquei e ousei conhecer, a despeito de qualquer limite. É como uma guilgue espartana, só que o embate não é apenas físico, mas espiritual. Sobrevivemos porque nossa força de vontade nos impele a sempre não nos conformarmos em conhecer somente, mas em descobrir. Qando criança, amava desmontar coisas até decompô-las em algo que eu não pudesse mais decompor; viajar ao fundo das coisas, como diria meu pai, e jamais se deter ante qualquer obstáculo; ao contrário, os obstáculos são combusíveis para as transformações. Como diria um antigo provérbio persa, "Nossa Alma se divide com o que construimos, e cada peça feita por nós tem muito de nossa alma". Me pergunto sempe porque as pessoas têm tanto medo de viajar dentro de si...Que maravilhosas descobertas fariam, se ousassem fazê-lo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"No dia de um sol forte&lt;br /&gt;Tomei os elementos como amantes&lt;br /&gt;Me deixei seduzir&lt;br /&gt;Por seus calores e intensidades&lt;br /&gt;Por suas procelas indomáveis&lt;br /&gt;Pois cada elemento da natureza&lt;br /&gt;Tem partes de tua essência"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1293589258160015581?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1293589258160015581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1293589258160015581' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1293589258160015581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1293589258160015581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/uma-reminiscncia.html' title='Uma reminiscência'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-8678753409786523861</id><published>2007-07-24T17:34:00.000-07:00</published><updated>2007-07-24T17:55:05.700-07:00</updated><title type='text'>A Arte em Todos Nós</title><content type='html'>Hoje amanheci a refletir sobre algo dentro de mim que se agita desde a infância. O ato de conceber a arte, criá-la, é fruto da "inspiração", que nos baixa, ou simplesmente é a vontade de nosso coração, que nos faz retratar as coisas como gostaríamos ou como as vemos dentro de nossas almas? Me aferro à segunda hipótese, pois nossa alma e nosso coração, livres, nos levam a paroxismos de criação que, em muitas vezes, chegam a nos roubar as forças, a nos extenuar, como que sugassem nossa energia vital e a transformassem em arte pura...&lt;br /&gt;   Nada é mais intenso do que transformar a vida em arte. A arte de viver, de sentir, de buscar o coração, não com a lógica cartesiana da exata posição das coisas, mas na flexibilidade de um espírito imortal e indomável...Fujo da visão aristotélica da alma como "prisioneira" do corpo, o "campo de batalha entre a razão e a vontade". Quando derramamos nossas palavras no papel,ou pintamos, ou compomos, fazemo-lo pelo mais sagrado de todos os mistérios, pois o homem, assim criado à imagem e semlhança de Deus, o homenageia com a arte. Como aquele homem que chega a tocar em Deus, no teto da magnífica Capela Sistina. Aquele momento é momento sagrado de União, em que Ele, supremo do Universo, nos concede o maior tesouro que existe: a vida, e todos os seus parâmetros e alcances...A arte, longe de ser uma "inspiração" sazonal, é constância na alma humana, apenas esperando pra ser desperta, como diria Michelângelo a Bramante, quando trazia o bloco de mármore de Carrara que se tornaria Moisés: "Ele já está aí, dormindo; eu apenas o despertarei"...Pensei na vida, não como ciência precisa e exata, mas como arte, intensa e fluida, flexível e alada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Hoje Sinto&lt;br /&gt;Amanhã escrevo&lt;br /&gt;À tarde esculpo&lt;br /&gt;À noite, intenso,&lt;br /&gt;Me compraz perceber-te em arte..."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-8678753409786523861?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/8678753409786523861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=8678753409786523861' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8678753409786523861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8678753409786523861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/arte-em-todos-ns.html' title='A Arte em Todos Nós'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-6317728343919259422</id><published>2007-07-23T20:27:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T20:42:47.583-07:00</updated><title type='text'>Cena Matutina</title><content type='html'>Hoje, quando levantei e me dirigia ao meu local de trabalho, participei de um acontecido que me fez refletir sobre quão isoladas são as pessoas...No caminho para o trabalho, a uma quadra, mais precisamente, uma moça estava com dificuldades em trocar um pneu. Vi, da distância em que estava, três pessoas passarem de largo, apesar dos pedidos de ajuda, apenas murmurando alguma coisa, do tipo "estou atrasado", "estou com pressa", ou a mais corrente, "não tenho tempo". Faltavam quinze minutos para comçar minha aula, e meu aluno já tinha chegado, mas resolvi ajudá-la, e percebi que, mesmo tendo aceito minha ajuda, ela ainda conservava uma expressão, um ríctus de susto, como se esperasse algo mais daquele simples gesto de ajuda, como "a presa diante de seu predador", como havia comentado a um amigo. Qando terminei, ainda faltavam cicno minutos pra começar a aula, e apressei-me um pouco, mas não cheguei atrasado. Quando caminhava na direção do prédio onde deveria dar aula, ainda pude vê-la arrancando às pressas, como se quisesse sair do inferno. Fiquei a meditar sobre isso, e senti que, realmente, as coisas e os valores que vivemos hoje nos tendem a fazer-nos isolados, sem solidariedade, ou mesmo até, naquele pressuposto de que "todos são maus até ue se prove o contrário".Assm, onde nós chegaremos? Me lembro bem de um frase de Mahatma Gandhi, que dizia que "se seguirmos sempre a política do olho po olho, acabaremos todos cegos";eu o parafraseio e digo:  "se nos isolarmos mais e mais, e enterrarmos a solidariedade, acabaremos por nos tornar várias ilhas, onde só vislumbraremos nosso umbigo"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflitam e Vivam melhor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-6317728343919259422?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/6317728343919259422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=6317728343919259422' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6317728343919259422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6317728343919259422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/cena-matutina.html' title='Cena Matutina'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-4446900217133846726</id><published>2007-07-22T18:54:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T19:02:53.473-07:00</updated><title type='text'>Palavras que faço minhas</title><content type='html'>Hoje, deixo minhas palavras de lado e faço minhas as palavras do marido de uma das aeromoças mortas no acidente com o vôo 3054 da TAM...Leiam e reflitam&lt;br /&gt;SE O AMANHÃ NÃO VIER...&lt;br /&gt;Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir&lt;br /&gt;Eu aconchegaria você mais apertado, E rogaria ao Senhor que protegesse você.&lt;br /&gt;Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela&lt;br /&gt;porta, Eu abraçaria, beijaria você, e chamaria de volta, Para abraçar e beijar uma vez mais.&lt;br /&gt;Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz em&lt;br /&gt;oração, Eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, Para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia.&lt;br /&gt;Se eu soubesse que essa seria a última vez, Eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer: EU TE AMO Ao invés de assumir que você já sabe disso.&lt;br /&gt;Se eu soubesse que essa seria a última vez, Eu estaria ao seu lado, partilhando do seu dia, ao invés de pensar: "Bem, tenho certeza que outras oportunidades virão, então eu posso deixar passar esse dia."&lt;br /&gt;É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão, E nós teríamos uma segunda chance para fazer as coisas de maneira correta.&lt;br /&gt;É claro que haverá outro dia para dizermos um para o outro: "EU TE&lt;br /&gt;AMO", E certamente haverá uma nova chance de dizermos um para o outro:&lt;br /&gt;"Posso te ajudar em alguma coisa?"&lt;br /&gt;Mas no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos, Eu gostaria de dizer O QUANTO EU AMO VOCÊ, E espero que nunca esqueçamos disso.&lt;br /&gt;O dia de amanhã não esta prometido para ninguém, jovem ou velho,&lt;br /&gt;E hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado, a mão da&lt;br /&gt;pessoa que você ama.&lt;br /&gt;Se você está esperando pelo amanhã, porque não fazer hoje?&lt;br /&gt;Porque se o amanhã não vier, você com certeza se arrependerá pelo&lt;br /&gt;resto de sua vida, De não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo, Porque você estava "muito ocupado" para dar para aquela pessoa, aquilo que acabou sendo o último desejo que ela queria.&lt;br /&gt;Então, abrace seu amado, a sua amada HOJE.&lt;br /&gt;Bem apertado. Sussurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o ama e o quanto o quer Junto de você.&lt;br /&gt;Gaste um tempo para dizer: "Me desculpe" "Por favor" "Me perdoe" Obrigado" ou ainda: "Não foi nada" "Está tudo bem".&lt;br /&gt;Porque, se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje.&lt;br /&gt;Pois o passado não volta, e o futuro talvez não chegue..,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-4446900217133846726?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/4446900217133846726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=4446900217133846726' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4446900217133846726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/4446900217133846726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/palavras-que-fao-minhas.html' title='Palavras que faço minhas'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1748523609137831962</id><published>2007-07-21T20:24:00.000-07:00</published><updated>2007-07-21T20:28:54.179-07:00</updated><title type='text'>Ajuda ou Aprendizado?</title><content type='html'>Dia de dar uma volta por aí, visitar as lojas de gadgets(quem não gosta disso) e, para não perder o vício, visitar as livrarias. Na maior parte das vezes, os livros de auto-ajuda povoam as prateleiras, oferecendo a cada um a panacéia do momento, para deslanchar e se dar bem na vida; um explicando o que um religioso e um executivo podem fazer pela sua carreira; outro, explicando as origens distintas e os distintos modos de pensar de homens e mulheres; mais adiante, encontro um que explica como os pais podem influenciar os filhos na escolha das carreiras, e, sem parar um instante, um grupo inteiro de estantes dedicado a essa grande religião do mundo moderno: a auto-ajuda.&lt;br /&gt;                 Mas uma pergunta se lança: auto-ajuda? Pergunte a qualquer um que tenha lido tais livros se ocorreu uma, mesmo a mais tênue, mudança em sua vida...Pergunte se o monge a ensinou a ser mais serena e tolerante, ou se o executivo a ensinou a ser mais organizada, ou a perseguir com mais tenacidade seus objetivos, ou se o fato de ser homem, signo de Marte, ou mulher, signo de Vênus, ensinou, na compreensão dessas diferenças, a conviver e viver melhor com elas...Vamos, pergunte...No livro sobre os pais, a reação, foi de um espanto grande. Fico pensando nas famílias hoje, em que os pais se reduziram a mera engrenagem organico-biológica, entregando a educação dos filhos completamente na mão das escolas, que, mesmo elas, enfrentam difculdades em fazê-lo...Se, para educar seu filho, tu precisas de um livro de auto-ajuda, acho que eu perguntaria seriamente pra que ser pai ou mãe se não se sabe sê-lo...&lt;br /&gt;                Sou de uma geração em que pais eram mais que pais, eram exemplos, cônscios desse papel, e o faziam todo o tempo, sabedores eles que cada gesto seu era u'a manobra de aprendizado, uma semente espargida e germinada. Eles sabiam que eles tinham de ser guias de seus filhos, daí serem sempre exemplos...Hoje, o que se vê são gerações que surgem sob o conceito do amor como forma de provimento, onde fazer gostos e vontades é tônica para se "funcionar direito", quando o que deve ser ensinado são valores do cidadão e a ética para vivê-los, pois é um caminho difícil e árduo de ser seguido, mas o galardão para a alma é ilimitado...&lt;br /&gt;               Assim, se precisas realmente de ajuda, busque sua força, ou busque exemplos , nas coisas que realmente importam, não em máscaras politicamente corretas e discursos vazios...Lembre-se: fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, e podemos ser bem mais do que imaginamos ser. Assim, tenha certeza de que , longe de achar em livros de auto-ajuda ou similares, busque-se, primeiro , em sua própria fé, e, tenha certeza, todos os teus desejos prosperarão. Somos queridos de Deus, e Ele jamais nos abandona...Como diria uma amiga que tenho carinho por demais...O livro de auto-ajuda, em verdade, só ajuda uma pessoa: o autor, se você comprar , é claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde és&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que te encontro &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;em meio à bruma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde nada mais se vê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fugi de mim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em busca de mais Luz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Busquei-te&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em meu caminhar cego&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me deste teu coração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o fiz meu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E te fiz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minh'alma...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1748523609137831962?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1748523609137831962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1748523609137831962' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1748523609137831962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1748523609137831962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/ajuda-ou-aprendizado.html' title='Ajuda ou Aprendizado?'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-5372342739649037602</id><published>2007-07-20T18:36:00.000-07:00</published><updated>2007-07-20T18:58:32.217-07:00</updated><title type='text'>Nossa Mente, Nosso Universo</title><content type='html'>Ontem, eu havia falado sobre as pessoas que, longe de verdadeiramente viver, deixam apenas a vida passar por elas, sem sequer haver experimentado a intensidade que esse maravilhoso tesouro, a vida, proporciona; uma pergunta surge daí: como será o coração e a mente dessas pessoas?Será que, algum dia, elas se deixaram levar pelo calor de um debate, pela extremamente gostosa sensação de uma descoberta?&lt;br /&gt;Me pergunto isso, pois a nossa mente é de um cabedal tão grande de coisas, que mesmo numa vida inteira não a exploraríamos por completo. Daí, kardecista que sou, tenho certeza de que repetidas vezes voltamos, para completar elos e partes que faltam, nessa intrincada jornada que é a jornada da alma. sei que muitos preferirão vidas previsíveis, onde tudo está arranjado, ajeitado, nada sendo diferente, tendo a certeza de que o dia vai ser, sempre, igual ao outro. Aí, lanço a pergunta: de que valerá viver assim, se a descoberta, parte maior da evolução do ser humano, embota e definha? Muitos dirão: "assim se pode viver sem sustos". Puxa vida!!! Viver sem o "susto" de ter uma nova vivência,uma nova intensidade, uma nova vontade? Ouço isto, e me lembro do grande mestre dos Ballets Russes, Serge Diaghilev, que, ao fitar os jovens compositores, que se apresentavam para compor ballets para sua companhia, tinha uma frase na ponta da língua: "Me dê um susto, se puder"&lt;br /&gt;Nossa vida só tem sentido se jamais a privarmos desse combustível, dessa vontade de sentir desde uma nova essência, a caminhar uma jornada diversa. Nesse mundo em que os valores humanos foram reduzidos a cifras, nada mais estimulante que irmos além de nós mesmos. Por que ser "igual", se ser original é assaz mais recompensador? A palavra-chave pra bem viver é sempre se deslumbrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"No nascer do sol&lt;br /&gt;Jamais me sinto tocar por ele&lt;br /&gt;Da mesma maneira&lt;br /&gt;Está lá, impávido, mas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se o sentires bem&lt;br /&gt;Jamais tu o verás&lt;br /&gt;Te tocar&lt;br /&gt;Da mesma Forma..."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-5372342739649037602?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/5372342739649037602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=5372342739649037602' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5372342739649037602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/5372342739649037602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/nossa-mente-nosso-universo.html' title='Nossa Mente, Nosso Universo'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-3818822026131892681</id><published>2007-07-19T17:55:00.000-07:00</published><updated>2007-07-19T18:07:19.516-07:00</updated><title type='text'>Ousar Viver</title><content type='html'>Hoje foi o dia de correria, de pensar no plano de aula de amanhã(dia de levantar cedo, voltar cedo, e, depois, cuidar de outras fainas)Ontem, ainda sob o impacto do acidente, peguei um livro a esmo pra ler, intitulado "Uma Varanda Sobre o Silêncio", do meu conterrâneo Josué Montello(recomendo, de sua autoria, "Os Tambores de São Luís", uma excelente leitura.)uma história de amor incondicional e de dedicação, a história de u'a mãe que, mesmo com a verdade escancarada da morte de seu filho, se recusa a aceditar, preservando seu amor incondicional, sua única razão de viver; não resisti e chorei intensamente, acho que puxando pra mim a dor daquelas pessoas que, mesmo em face da verdade, se recusavam a acreditar nela...De manhã, me levantei, mais resoluto do que nunca, a viver meu dia intensamente, como sempre fiz, pois quantas pessoas se levantam sem sequer saber de si, vivendo automaticamente suas vidas? Vivam!!!Ousem viver!!!Ou, como diria o grande filósofo alemão Immanuel Kant, "OUSEM CONHECER!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Vivo;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu corpo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traz as marcas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De minha intensidade;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu coração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As experiências conquistadas&lt;br /&gt;Minha mente&lt;br /&gt;Todos os meus valores&lt;br /&gt;Vivo;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;pois mais importante&lt;br /&gt;Do que passar a vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É ter consciência dela&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E vivê-la de verdade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ousem!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ousem viver..."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-3818822026131892681?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/3818822026131892681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=3818822026131892681' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3818822026131892681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/3818822026131892681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/ousar-viver.html' title='Ousar Viver'/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-8778949827068562253</id><published>2007-07-18T19:28:00.000-07:00</published><updated>2007-07-18T19:42:04.575-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dor...é só o que podemos traduzir deste momento...A dor dos que perderam entes queridos, parentes, amigos, numa viagem que teve seu destino abruptamente cortado...O que podemos dizer, senão exprimir essa dor, que, mesmo quem não está proximamente envolvido sente essa mesma pontada no peito? Pude ver o incêndio, as labaredas gigantescas e esfaimadas, da janela de meu apartamento, e assistia impotente aquilo tudo...dentro de mim, era como se minha vontade me mandasse voar, alçar alto, como que a soprar aquele incêndio com força prodigiosa, ou, como o personagem de certa minissérie, parar o tempo, para que aquelas pessoas pudessem ser resgatadas...Dizem que o número de mortos pode chegar a 250, numa estimativa recente...Me junto a todos os que, de uma forma ou de outra, seja qual for a fé, oram pelas almas daqueles que foram, dessa forma brutal, arrancados de nós...Que a luz do Grande Mestre do Universo, Deus Misericordioso, incida sobre estas almas...Daqui, só podemos pedir a Ele que conforte as famílias dos mortos, e dê aos que se feriram a força para que lutem por suas vidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Porque aquele que crê em Mim, mesmo que esteja morto, viverá!"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-8778949827068562253?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/8778949827068562253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=8778949827068562253' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8778949827068562253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8778949827068562253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/dor.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-9010541906175750891</id><published>2007-07-17T15:45:00.000-07:00</published><updated>2007-07-17T16:32:58.433-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ahhh, a chuva...Para muitos, um contratempo, que os obriga a armar de toda uma panóplia de apetrechos que evitem, a todo custo, serem molhados...Para outros, objeto de contemplação, observação, meditação até...Olhar a chuva cair, ver a água correr nas calçadas, a azáfama de pessoas a se proteger...Tudo convida à meditação, ao relaxamento&lt;br /&gt;Minha relação com achuva é bem outra. Ela é uma carícia do céu na terra, o momento em que céu e terra se entegam ao mais profundo dos amores...Amor que frutifica, amor que vivifica, amor que é o mais completo de todos....Chuva, afrodisíaca chuva, eu te rendo homenagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas águas intensas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Te recordo&lt;br /&gt;Nas águas caudalosas&lt;br /&gt;Te desejo&lt;br /&gt;Nas águas cálidas&lt;br /&gt;Te vislumbro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas águas&lt;br /&gt;Te delineio&lt;br /&gt;Em mim...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-9010541906175750891?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/9010541906175750891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=9010541906175750891' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/9010541906175750891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/9010541906175750891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/ahhh-chuva.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1779063676819734601</id><published>2007-07-16T20:22:00.000-07:00</published><updated>2007-07-16T20:26:41.158-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, levantar cedo e dar aula, depois escrever cartas, pois, mesmo com a "praticidade" e a "agilidade" do email, prefiro, para coisas mais preciosamente pessoais, usar a boa e velha missiva, cheia de floreados mas muito deliciosa de se fazer e de escrever. Podemos mais profundamente materializar nossas emoções quando a caneta ou o lápis deslizam no papel, ou esse mesmo papel é martelado pelas igualmente nostálgicas teclas de uma máquina de escrever...Não deixem que a impessoalidade do email destrua essa originalidade...A única ansiedade gostosa de sentir é exatamente a da chegada do carteiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Hoje deslizei as letras&lt;br /&gt;Pra falar-te de amor&lt;br /&gt;Esculpi de tinta meu ser&lt;br /&gt;Engravei no papel meus sentimentos&lt;br /&gt;A buscar-te nesse mar de palavras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No arquipélago da poesia..."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1779063676819734601?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1779063676819734601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1779063676819734601' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1779063676819734601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1779063676819734601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/hoje-levantar-cedo-e-dar-aula-depois.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1512019313271719619</id><published>2007-07-15T19:28:00.000-07:00</published><updated>2007-07-16T11:50:39.973-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, domingo de diversão..Encontrar os amigos, uma boa feijoada, boa música e risadas. Uma gratificante troca de energia, onde se pode encontrar de tudo. Também dia de receber coisas de casa, sentir um pouco as saudades da cidade natal, lembrar de momentos e acontecimentos...Nostalgia gostosa de todas as coisas.&lt;br /&gt;Música é a alma das emoções..Podemos tê-las sem ela, mas jamais, quando ouvimos uma m elodia, deixamos de tê-las. Me recolho mais cedo que de costume, pois terei aula cedo, e, como se diz, precisamos estar em forma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada mais&lt;br /&gt;Me foge ao alcance&lt;br /&gt;O continente de teu corpo&lt;br /&gt;Aporto sôfrego&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A descobrir&lt;br /&gt;Teus recônditos tesouros&lt;br /&gt;A erguer meu coração&lt;br /&gt;Como marco dessa descoberta...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1512019313271719619?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1512019313271719619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1512019313271719619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1512019313271719619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1512019313271719619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/hoje-domingo-de-diverso.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1136900637362136276</id><published>2007-07-14T20:08:00.000-07:00</published><updated>2007-07-14T20:22:43.691-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O dia foi de fazer uma "triagem" nas coisas e guardados, para ver se não faltava nada. Não vi muita coisa, mas o que pude ver joguei fora. Dia também de cozinhar coisas diferentes, como uma velha receita de torta de carne que minha mãe fazia..Confesso que o resultado não saaiu como eu esperava, mas ficou maravilhoso mesmo assim!!!&lt;br /&gt;Uma outra coisa, para matar a vontade no jantar: Um Bauru(o verdadeiro) no Ponto Chic..Depois vou matar minhas vontades outras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, uma poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha Viagem em ti&lt;br /&gt;Como continente inexplorado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acaba em vinho mais intenso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No teu templo, teu gineceu&lt;br /&gt;Onde te rendo&lt;br /&gt;Apaixonada homenagem...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1136900637362136276?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1136900637362136276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1136900637362136276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1136900637362136276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1136900637362136276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/o-dia-foi-de-fazer-uma-triagem-nas.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-995052194775762627</id><published>2007-07-13T19:16:00.000-07:00</published><updated>2007-07-13T19:23:55.895-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje capturei mais um prêmio: a obra-prima do diretor francês Abel Gance,  "Napoleon",  filmada em 1927, usando recursos inovadores para a época, como uma tela tripla, para captar a magnitude do ambiente, e seqüências de tela colorida, refletindo o estado de espírito de cada cena. Valeu a pena ter esperado tanto tempo até o Emule carregá-lo. Me dediquei às minhas aulas e à minha saga, e ela está agora no Brasil, onde os personagens se inserem na história do nosso país, no sul conflagrado da Revolução Farroupilha ao Rio de Janeiro às vésperas da antecipação da maioridade do Imperador. Bom, quando ela estiver pronta, eu a colocarei aqui em capítulos, no meu blog. Hoje, novamente não deixo poesia, mas outro texto que tem uma grande significação para mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Quando dois corações pulsam no mesmo ritmo,todo o Universo a sua volta harmoniza-se.Quando duas almas se encontram e se reconhecem, o tempo é mera ilusão e todo o sofrimento, pequeno espinho do caminho... As alegrias simples, transbordam do cálice do amor e os pequenos gestos de carinho, movimentam turbilhões de sentimentos elevados, que alcançam as esferas sublimes emocionando até aos anjos. Esse encontro pode durar um segundo, um mês ou mil anos, mas será eterno o seu encanto. E o bem que faz aos dois, multiplica-se para milhões, pois que funde-se ao amor Divino, objetivo dos objetivos. Esse encontro pode se dar por um olhar, por carta, telefone, pessoalmente e até telepaticamente... O que importa, é que as ações, pensamentos e palavras, ficarão eternizadas ecoando pelo cosmos, como ondas de rádio a viajar pelo espaço infinito, semeando vida e amor."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-995052194775762627?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/995052194775762627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=995052194775762627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/995052194775762627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/995052194775762627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/hoje-capturei-mais-um-prmio-obra-prima.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-1539544834608124019</id><published>2007-07-12T19:24:00.001-07:00</published><updated>2007-07-13T19:15:55.707-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje foi um dia super interessante. Gravar filmes, escrever, mais uma vez deixando o universo dos personagens fluir livremente. Hoje consegui, depois de muito tempo de pesquisa, carregar o filme "Tous Les Matins du Monde", que conta a história de Marin Marais, um dos grandes da música barroca francesa. Brilhantemente interpretado por Gérard Depardieu e seu filho Guillaume( que interpreta Marin Marais em sua juventude)é uma jóia que, agora, faz parte de minha coleção. O filme é uma lição de como a música, em suas diferentes formas de ser vertida, é um elemento que pode nos levar a recantos jamais visitados, e ser além dos sentimentos, da vida e da morte...Um dia, pois, interessante...&lt;br /&gt;Hoje não deixo uma poesia, mas uma fábula, igualmente interessante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Estavam juntos, numa mesa, um vidro de tinta e uma folha de papel. Ela, a se orgulhar de sua brancura, que era de uma pureza sem precedentes, mais pura do que as outras folhas de papel que estvam ali, amontoadas em pilhas irregulares. Mas, num átimo, sem que se soubvesse a razão, o vidro de tinta se destampa e , sem pestanejar, enche a folha de papel, antes imaculadamente branca, de palavras que eram versos dolentes, cheios de amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amor é fogo,&lt;br /&gt;Que arde sem se ver&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É ferida que dói&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E não se sente;&lt;br /&gt;É o não contentar-se&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De contente;&lt;br /&gt;É dor que desatina &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem doer"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A folha de papel irou-se imediatamente; "olhe o que você fez, seu tinteiro ignorante!", esbravejava com todas as suas forças. "Você me manchou, com essas palavras tirou-me a pureza, de que eu me orgulhava tanto". O tinteiro nada disse, apenas limitou-se a escutar, calado, os insultos da folha de papel. De repente, um homem começou a fazer a limpeza do aposento, jogando o que considerava imprestável no fogo. De repente, sua vista parou no monte de folhas de papel, meio amarelecidas, que estavam em cima da mesa, e começou a jogá-las no fogo. A folha temeu por sua vida, mas o homem, ao tomá-la nas mãos, leu aquelas palavras, e, num gesto rápido, colocou-a de volta na mesa, enquanto que as outras folhas , sem nada escrito, foram jogadas no fogo...O homem, voltando à mesa, releu aqueles versos tão tocantes e, depois, tomou a folha com todo cuidado, guardando-a dentro de um livro, com outros iguais versos...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-1539544834608124019?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/1539544834608124019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=1539544834608124019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1539544834608124019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/1539544834608124019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/hoje-foi-um-dia-super-interessante.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-9162957103476666315</id><published>2007-07-11T19:07:00.000-07:00</published><updated>2007-07-11T19:18:02.461-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, o dia foi do espírito...Meditar, pensar no que você pode fazer de melhor por você e pelos outros..Hoje também foi dia de visitar um local maravilhoso, onde as pessoas se congraçam e se ouvem mensagens de paz e de vida. Melhor e iluminado com toda aquela intensidade de vibrações positivas, volto à casa, para escrever e deixar meu universo fluir, minhas histórias ganharem vida...&lt;br /&gt;Um conselho: antes de qualquer decisão ou atitude, ponha-se sempre dos dois lados de tudo, pois mesmo que achemos que estamos com as melhores intenções, nem sempre elas são as melhores naquele momento. Sempre tenha isso em mente, pois cada movimento tem uma ação conseqüencial muito forte, e devemos estar sempre preparados para suportar sempre as conseqüências de nossas atitudes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais pense saber a diferença&lt;br /&gt;Entre o céu e o inferno&lt;br /&gt;Pois pode ter passado no céu sem saberes&lt;br /&gt;E pode estar no inferno sem sentires;&lt;br /&gt;Confia em Deus, e ele será tua luz&lt;br /&gt;E, então, andarás sob Seus pés&lt;br /&gt;E na proteção de Suas mãos&lt;br /&gt;PAra sempre...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-9162957103476666315?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/9162957103476666315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=9162957103476666315' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/9162957103476666315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/9162957103476666315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/hoje-o-dia-foi-do-esprito.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-8512909948844518028</id><published>2007-07-10T15:25:00.001-07:00</published><updated>2007-07-10T15:46:04.714-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dia de responsabilidades, como saldar os compromissos e agendar novos trabalhos...Quando descanso, carrego pedras...Agora, em casa, apenas quero deixar minha mente livre para que meus personagens possam fluir..Uma saga movida a guerra, aventura e paixão, em cinco continentes. Ontem assisti a um filme de Ingmar Bergman, com a sensacional Liv Ulmann, chamado "Saraband", onde uma mulher, em busca de seus fantasmas, vai visitar o ex-marido, e todos os redemoinhos de emoções jamais mostradas são de repente despertos, fazendo com que ela compreenda coisas de si própria que ela mesma escondia. Crítico mordaz da sociedade de seu próprio país, Bergman fere profundamente a fleuma sueca, desnudando, tal qual um Nelson Rodrigues escandinavo, a realidade por trás da máscara de ordem de uma sociedade...Vale a pena assistir, apesar da atmosfera intimista do filme parecer modorrenta...Marcou-me assaz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-8512909948844518028?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/8512909948844518028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=8512909948844518028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8512909948844518028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/8512909948844518028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/dia-de-responsabilidades-como-saldar-os.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5447814324036356867.post-6397706121467074177</id><published>2007-07-09T11:04:00.000-07:00</published><updated>2007-07-09T11:32:15.229-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje começo esta nova aventura, e nada mais apropriado do que começar com um verso gravado em meu coração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Because The Love Is a Durable Fire&lt;br /&gt;Never Sick, Never Old, Never Died;&lt;br /&gt;A Flame Ever Burning&lt;br /&gt;From Itself Never Turning"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("Porque o Amor é Durável Chama&lt;br /&gt;Nunca Adoecido, Nunca Envelhecido, Nunca Morto;&lt;br /&gt;U'a Chama Sempre Queimando&lt;br /&gt;De Si Mesmo Se Renovando")&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5447814324036356867-6397706121467074177?l=cavaleiromouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/feeds/6397706121467074177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5447814324036356867&amp;postID=6397706121467074177' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6397706121467074177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5447814324036356867/posts/default/6397706121467074177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cavaleiromouro.blogspot.com/2007/07/hoje-comeo-esta-nova-aventura-e-nada.html' title=''/><author><name>O Cavaleiro Mouro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08049230178991714657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AvddwwV0Smw/SOn1MfhCEpI/AAAAAAAAAA4/X2smdPKk77A/S220/Brandt_Towarzysz_pancerny.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
