quarta-feira, 12 de setembro de 2007

NAS PALAVRAS, A BUSCA INCESSANTE DE CORAÇÃO E ALMA

Recito,
E meu verso se torna
Caminho de Buscar-te
Sentir-te
Ser-te
Ter-te
Onde cada estrofe
É parte de ti
Que minhas carícias
Tal qual apaixonadamente escrito portulano
Me levam
Ao porto seguro
Do continente de teu corpo...
Às paragens de tua alma`...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

NOS TOQUES, A LINGUAGEM DOS AMANTES

BEIJOS
MIL BEIJOS
MIL PALAVRAS DITAS
SEM O MOVER SEQUER DE UM SOM
TEUS LÁBIOS,
MEUS LÁBIOS
NOS ENTREGAMOS
NEM SEQUER FALAMOS O QUE SENTIMOS
NOSSOS CORPOS
FALAM POR NÓS
NOSSO SER
FALA POR NÓS
MESMO QUE NADA DISSÉSSEMOS
NOSSOS CORPOS, CORAÇÕES E ALMAS
GRITARIAM...

domingo, 9 de setembro de 2007

AMAR ALÉM DE TEMPO E ESPAÇO

MEU SER
DESDOBROU-SE
MAIS QUE AS DISTÂNCIAS
MAIS QUE O ETÉREO
ALÉM DE LATITUDES E LONGITUDES
NAS LINHAS DE UM VERSO
OU NAS FRASES DA PROSA
ELE SE DESVELA
SE DESCERRA
SE ABRE
TAL QUAL ROSA ENGALANADA
COM A MAIS BELA DAS CORES
MESMO QUE SOMENTE
ESPÍRITO SEJAMOS
INDA ASSIM
IREI
BUSCAR-TE
ONDE QUER QUE ESTEJAS...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

AS DIFERENTES FORMAS DE AMAR

A partir de hoje, estarão no meu blog, em forma de verso e de links, poesias a apresentar as diferentes formas de amar, de acordo com o coração e a alma de cada um...descubram-se e desfrutem de cada parte, pois qualquer maneira de amor vale a pena!!!

A primeira, de amor tão intenso que ultrapassa os limites do bem e do mal, devorador, marcado a fogo...

TUAS UNHAS
COMPUSERAM A SINFONIA
QUE É EM MEU CORPO
VERGÕES COMO CLAVES
ARRANHÕES COMO NOTAS
TUA POESIA ENLOUQUECIDA
MARCA MINHA PELE
MARCA COMO POSSE TUA
ESSE CORPO
ESSA ALMA
ESSE CORAÇÃO
QUE TE ALIMENTARÃO
ATÉ MINHA GOTA DE HOMEM
POIS MESMO QUE NÃO ME AMES
EU TE AMO
MAS, SE TE AMO
TOMA CUIDADO...


http://www.youtube.com/watch?v=3YNvMlG2TZE&mode=related&search=

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Entreato

Usei, mais do que nunca, a meditação, o encontro comigo mesmo, nestes meus dias ausente do blog. Era como uma torrente de idéias, que mexe contigo até a raiz dos ossos, e, de verdade, faz com que as coisas se mexam bastante, se agitem dentro de mim. Depois deste intervalo, volto a escrever diariamente. O pensamento em forma de verso, que deixo aqui hoje, é o resultado desta meditação, e deste repensar de coisas...

O que serás?
Silenciosa observadora de minha poesia
Ou ativa entusiasta, buscando ver e sentir tal poesia?
O que serás?
Indiferente ao coração que clama
Ou visitarás a morada dele
E saberei, porque teu nome ficou lá?
O que serás?
Somente tu podes dizê-lo
Se serás apenas tal apontador
A buscar falas perdidas dos atores
Ou atração principal
Que aplaudirei entusiástico e vibrante?
O que serás?
Fernande Olivier?
Olga Kokhlova?
Marie-Therése Walter?
Dora Maar?
Ou serás a doce Françoise Gilot,
Última musa do artista indomável?
Apenas tu poderás dizer
E apenas eu
Poderei sentir...
O que serás...?

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Aprendizado em forma de verso

Aprendi
Nestes dias
Onde coração e alma
São mais que verdadeiros
Muitos que os vêem
E os sentem
Os usam
E os descartam
Como se de nada valessem
Ou de nada mais fossem
Senão algo
A ser descartado
Onde mesmo que mostres
Coração e alma puros
Vampirizarão a ti
Quando deres teu melhor
Mesmo assim
Conitunuarão amando
Mesmo ressentidos
Mesmo Magoados
Amarão
E mesmmo lutarão
Por quem os magoou
Mesmo que sejam feridos de morte
Como assim o foram
Virarão o rosto
Para o beijo
Ou para
A bofetada
Ou o lanho das unhas
Que doerá mais no coração
E na alma
Que no corpo que sangrará...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Um dia de sentir

Dia de sentir, dia de perceber o que há em nosso derredor, dia de buscar a magia e o encanto de um dia que, mesmo comum, tem suas novidades; dia de se emocionar, de derramar lágrimas por uma história de amor, mesmo que te chamem de piegas ou de coisa pior...Dia não de enfrentar a vida, mas de vivê-la em plenitude e intensidade. A vida está aí, meus amigos, a arte do encontro, que nem o desencontro que tanto se vê por aí seja capaz de desancá-la; dia de rir, de se divertir, de pintar a cara, e divertir outrem; dia de cantar, seja em qualquer nota, mesmo a menor nota será música ao olhos Dele...
Liberte-se, seja você mesmo, seja a intensidade de voar, de ser mais que o limite, onde se escondem os desafios; pegue e vença um por um, se descubra um ser feliz, pois é a maior dádiva de Deus, a nossa vida; viva-a com luz e verdade, pois tudo o que construístes e construirás será em glória Dele e de suas vidas. Sejam felizes, sempre em sintonia com o positivo, com os eflúvio divinos...

Vida
Teu sinônimo
é sentir-te em mim
Em tua intensa poesia
Vem a mim, de onde estiveres
Pois vais confortar os meus sonhos
Desse coração tão tristonho
Que, da Vida
Intensamente,
Nos faz saber da vivência
De sermos nós...

domingo, 26 de agosto de 2007

Antigas Atualidades

Hoje tive um momento dos mais gratificantes, ao assistir à performance de uma amiga na adpatação da peça "A Cidade e as Serras", do grande Eça de Queirós. Mesmo feita em 1887, esta peça nos remete àquela questão que tanto indago aqui em meus textos: o que uma cidade faz a uma pessoa, ou, mais aplicadamente, o ritmo dessa cidade faz a muitos de nós...No romance de Eça, as serras são instrumento de redenção, que, na realidade, já estava no corpo e na alma de Jacinto, apenas ele não dava ouvidos...As inquietações são a maneira de nossa alma nos instigar a transformar, mesmo a transgredir em nome desta transformação...Se não damos ouvidos a elas, nos deprimimos, nos sentimos as piores pessoas do mundo; de repente, somos levados a fazer coisas que não nos reconhecemos a fazer, numa descida aos infernos que só nos leva à autodestruição; perdemos o senso de beleza, de vida, de intensidade, e nos deixamos levar, não mais nos levamos. É sempre bom dar ouvidos a nossas inquietações, pois elas são o alarme que nos mostra que alguma coisa precisa ser mexida, reinventada, repensada...Assim, os que não podem ir às serras, busquem as serras de si mesmo, dentro de seus corações...Elas, com toda a certeza, estarão lá...


Volto meu coração
Ao verde de onde vim
Das planícies donde, menino
Sonhei conquistar o mundo...
Volto minh'alma
Aos prados e bosques
Donde, menino,
Sonhei ser mágico arqueiro
Numa floresta encantada
Volto meu ser
Às praias calmas donde, menino,
Sonhei conquistar os mares;
Voltei pras minhas terras de sonho
E, sorrindo,
O menino que deixei lá
Ainda, a sorrir, me esperava
E então entendi que, ao sonhar
Era o menino a dizer
No seu eterno sorrir
Que jamais me abandonara...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Crônica

Em primeiro lugar, peço perdão aos que acompanham este blog, pela ausência do que vos escreve entre o dia de ontem e de hoje. Apenas desacelerei um pouco, até para que as idéias possam fluir livremente, sem a premência de nada...
Como puderam ver, dediquei dois dias à poesia, para que todos sentissem essa linguagem tão maravilhosa dentro de vocês e sentissem profundamente como a alma se comunica, como a alma se expressa...
A poesia, longe de ser algo incompreensível ou mesmo supérfluo,como já ousaram me dizer alguns, é algo imprescindível à alma humana, algo como alimento, que faz elevar, enlevar, embevecer e encantar...Só a poesia faz a alma verdadeiramente trasncender, alçar-se a lugares e tempos jamais imaginados, superar todas as coisas, ou, simplesmente, viver...
Vou dar-lhes alguns exemplos...

Homero era cego, e a idade avançada encurvava o corpo já cansado, mas, ao recitar, ele se agigantava, crescia, tomava a mesma estrutura de seus heróis, fazia todos o ouvirem, e também se imaginarem heróis...

A poesia, nos áureos tempos dos celtas, tinha caráter sagrado, evocativo, conjuradora da natureza e de todas as suas forças, onde druidas e sacerdotisas recitavam em honra dos espiritos do ar , da terra e da água, trazendo a guarda da fé de seus acólitos...

Ninguém recitava tão belamente em Roma quanto Virgílio, e ninguém ergueu um povo em sua magnitude como ele o fez, tornando Roma a mais imortal das cidades, A Cidade Eterna...

Na Idade Média, os bardos e menestréis eram guardiães da esperança, jamais deixando que se desacreditasse o amor, mesmo numa época em que as uniões eram determinadas pelas razões dos senhores, mas eles sempre acendiam a esperança do amor cortês, daquele amor que se alimentava da menor palavra, do menor aceno, em que a honra suprema para um homem de armas era usar as cores de sua dama em sua armadura...

Na Renascença, a poesia era um passaporte para tudo; desde um duelo de armas a uma declaração de amor; a perfeição do verso era comparável à perfeição da pintura ou mesmo da escultura. Dante concebe nesse tempo seu amor puro e ideal por Beatriz, que o faz passar do inferno ao paraíso...

No século das mudanças, a poesia segue, aliada ao teatro, e, de Lope de Vega a Racine, passando por ninguém menos que Moliére, ela se alça aos palcos , sem jamais sair dos corações e das almas; nos salões dos reis e nobres às tavernas e estalagens, a poesia é profundamente amada...

No alvorecer da razão, no apogeu do Iluminismo, a mesma poesia que encanta, que enleva, que embevece, também inflama, insufla, inspira a lutar pelos ideais sagrados de Liberdade , Igualdade e Fraternidade; A poesia que atravessa os oceanos e, em nosso país, inflama os jovens inconfidentes e faz nascer a mais bela história de amor de nossa poesia...Marília de Dirceu

Mesmo no Romantismo, onde o ardor dos corações desperta na voragem das paixões intensas, onde os jovens vêem no termo à vida uma elegia de amor, a poesia, de epitalâmio a epitáfio, vai além, ultrapassa os meandros do acadêmico e se aventura nas ruas nas praças, pois que a praça é do povo, como o céu é do condor!!!

No século da ciência, onde a mente revela seus recantos e os sonhos passam de presságios a diagnósticos, a poesia viaja entre as mesas dos cafés e cabarés e passa a ser mais que objeto de estudo, passa a ser quintessência, onde a métrica e a medida, longe de tirarem-lhe o brilho, dão a ela mais corpo, mais vida...

No mundo moderno, o estrépito da máquina jamais a abala; do contrário, é o mote para fazê-la livre, fazê-la alçar vôos mais altos, onde um jovem sonha em voar, e descobre a poesia dos céus, em sua imensidão infinita; do cosmonauta que, mesmo dita em prosa, sua frase tem a poesia da descoberta: "A Terra é Azul". Às máquina soma-se o computador e a ele a Internet, mas a poesia não morre, se refaz, e se redescobre, se reinventa, para sempre sobreviver, mesmo nestes tempos que dizem que ela é obsoleta e supérflua, pois enquanto houver corações amando e almas em luz, haverá , sempre, POESIA!!!!!

Vem, poesia plena
Vem dspertar meu coração
Vem povoar minh'alma
Vem fazer de mim
Amante devotado
Ser apaixonado
Embevecido de ti
Inebriado de teu fluir intenso
Traz a mim o que há muito eu perdi
Vem poesia,
Vem fazer-me circunavegar o ser
Em mais que tempo e espaço
Vem ser minha guarida
Fazei minhas lágrimas tristes
em penhores de um sentir
Que de tão intenso
Não cabe em mim
Vem poesia
Vem de novo
Me fazer amar!!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A Singeleza das Quadras

NADA DE MIM
É SOMENTE EU
TUDO DE MIM
É TODO INTENSO

NUM DIA FRIO
TOMO TUA MÃO
ME ENTREGO
NO LAÇO DE TEUS DEDOS

NUM DIA DE CALOR
TUAS MÃOS
DESPIRÃO
MINHA NUDEZ POÉTICA

NUM DIA DE OUTONO
TEU CORPO COR
COLORIRÁ MINHA VONTADE
DE TI

NUMA NOITE FRIA
SERÁS MAIS
QUE ACONCHEGO
SERÁS TOTALIDADE

NUMA NOITE QUENTE
SERÁS MAIS QUE TU
SEREI MAIS QUE EU
AMAREMO-NOS

NOS DIAS
NÃO HAVERÁ TEMPO
NEM ESPAÇO
APENAS VONTADES

TU E EU
PALAVRAS
QUE DEINEIAM CORPOS
QUE ESCULPEM ALMAS

ONDE E QUANDO
NOSSAS ALMAS RESPONDEM
NOSSOS CORPOS GRITAM
SOMOS PAÍS AMANTE

MAR
TU
TERRA
EU

MAR ÉS
POIS CORAÇÃO TE FORMA
TERRA SOU
A QUERER TEU CORAÇÃO


A linguagem da alma não precisa de teoreemas, basta que a deixemos expressar-se