segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Um dia de sentir

Dia de sentir, dia de perceber o que há em nosso derredor, dia de buscar a magia e o encanto de um dia que, mesmo comum, tem suas novidades; dia de se emocionar, de derramar lágrimas por uma história de amor, mesmo que te chamem de piegas ou de coisa pior...Dia não de enfrentar a vida, mas de vivê-la em plenitude e intensidade. A vida está aí, meus amigos, a arte do encontro, que nem o desencontro que tanto se vê por aí seja capaz de desancá-la; dia de rir, de se divertir, de pintar a cara, e divertir outrem; dia de cantar, seja em qualquer nota, mesmo a menor nota será música ao olhos Dele...
Liberte-se, seja você mesmo, seja a intensidade de voar, de ser mais que o limite, onde se escondem os desafios; pegue e vença um por um, se descubra um ser feliz, pois é a maior dádiva de Deus, a nossa vida; viva-a com luz e verdade, pois tudo o que construístes e construirás será em glória Dele e de suas vidas. Sejam felizes, sempre em sintonia com o positivo, com os eflúvio divinos...

Vida
Teu sinônimo
é sentir-te em mim
Em tua intensa poesia
Vem a mim, de onde estiveres
Pois vais confortar os meus sonhos
Desse coração tão tristonho
Que, da Vida
Intensamente,
Nos faz saber da vivência
De sermos nós...

domingo, 26 de agosto de 2007

Antigas Atualidades

Hoje tive um momento dos mais gratificantes, ao assistir à performance de uma amiga na adpatação da peça "A Cidade e as Serras", do grande Eça de Queirós. Mesmo feita em 1887, esta peça nos remete àquela questão que tanto indago aqui em meus textos: o que uma cidade faz a uma pessoa, ou, mais aplicadamente, o ritmo dessa cidade faz a muitos de nós...No romance de Eça, as serras são instrumento de redenção, que, na realidade, já estava no corpo e na alma de Jacinto, apenas ele não dava ouvidos...As inquietações são a maneira de nossa alma nos instigar a transformar, mesmo a transgredir em nome desta transformação...Se não damos ouvidos a elas, nos deprimimos, nos sentimos as piores pessoas do mundo; de repente, somos levados a fazer coisas que não nos reconhecemos a fazer, numa descida aos infernos que só nos leva à autodestruição; perdemos o senso de beleza, de vida, de intensidade, e nos deixamos levar, não mais nos levamos. É sempre bom dar ouvidos a nossas inquietações, pois elas são o alarme que nos mostra que alguma coisa precisa ser mexida, reinventada, repensada...Assim, os que não podem ir às serras, busquem as serras de si mesmo, dentro de seus corações...Elas, com toda a certeza, estarão lá...


Volto meu coração
Ao verde de onde vim
Das planícies donde, menino
Sonhei conquistar o mundo...
Volto minh'alma
Aos prados e bosques
Donde, menino,
Sonhei ser mágico arqueiro
Numa floresta encantada
Volto meu ser
Às praias calmas donde, menino,
Sonhei conquistar os mares;
Voltei pras minhas terras de sonho
E, sorrindo,
O menino que deixei lá
Ainda, a sorrir, me esperava
E então entendi que, ao sonhar
Era o menino a dizer
No seu eterno sorrir
Que jamais me abandonara...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Crônica

Em primeiro lugar, peço perdão aos que acompanham este blog, pela ausência do que vos escreve entre o dia de ontem e de hoje. Apenas desacelerei um pouco, até para que as idéias possam fluir livremente, sem a premência de nada...
Como puderam ver, dediquei dois dias à poesia, para que todos sentissem essa linguagem tão maravilhosa dentro de vocês e sentissem profundamente como a alma se comunica, como a alma se expressa...
A poesia, longe de ser algo incompreensível ou mesmo supérfluo,como já ousaram me dizer alguns, é algo imprescindível à alma humana, algo como alimento, que faz elevar, enlevar, embevecer e encantar...Só a poesia faz a alma verdadeiramente trasncender, alçar-se a lugares e tempos jamais imaginados, superar todas as coisas, ou, simplesmente, viver...
Vou dar-lhes alguns exemplos...

Homero era cego, e a idade avançada encurvava o corpo já cansado, mas, ao recitar, ele se agigantava, crescia, tomava a mesma estrutura de seus heróis, fazia todos o ouvirem, e também se imaginarem heróis...

A poesia, nos áureos tempos dos celtas, tinha caráter sagrado, evocativo, conjuradora da natureza e de todas as suas forças, onde druidas e sacerdotisas recitavam em honra dos espiritos do ar , da terra e da água, trazendo a guarda da fé de seus acólitos...

Ninguém recitava tão belamente em Roma quanto Virgílio, e ninguém ergueu um povo em sua magnitude como ele o fez, tornando Roma a mais imortal das cidades, A Cidade Eterna...

Na Idade Média, os bardos e menestréis eram guardiães da esperança, jamais deixando que se desacreditasse o amor, mesmo numa época em que as uniões eram determinadas pelas razões dos senhores, mas eles sempre acendiam a esperança do amor cortês, daquele amor que se alimentava da menor palavra, do menor aceno, em que a honra suprema para um homem de armas era usar as cores de sua dama em sua armadura...

Na Renascença, a poesia era um passaporte para tudo; desde um duelo de armas a uma declaração de amor; a perfeição do verso era comparável à perfeição da pintura ou mesmo da escultura. Dante concebe nesse tempo seu amor puro e ideal por Beatriz, que o faz passar do inferno ao paraíso...

No século das mudanças, a poesia segue, aliada ao teatro, e, de Lope de Vega a Racine, passando por ninguém menos que Moliére, ela se alça aos palcos , sem jamais sair dos corações e das almas; nos salões dos reis e nobres às tavernas e estalagens, a poesia é profundamente amada...

No alvorecer da razão, no apogeu do Iluminismo, a mesma poesia que encanta, que enleva, que embevece, também inflama, insufla, inspira a lutar pelos ideais sagrados de Liberdade , Igualdade e Fraternidade; A poesia que atravessa os oceanos e, em nosso país, inflama os jovens inconfidentes e faz nascer a mais bela história de amor de nossa poesia...Marília de Dirceu

Mesmo no Romantismo, onde o ardor dos corações desperta na voragem das paixões intensas, onde os jovens vêem no termo à vida uma elegia de amor, a poesia, de epitalâmio a epitáfio, vai além, ultrapassa os meandros do acadêmico e se aventura nas ruas nas praças, pois que a praça é do povo, como o céu é do condor!!!

No século da ciência, onde a mente revela seus recantos e os sonhos passam de presságios a diagnósticos, a poesia viaja entre as mesas dos cafés e cabarés e passa a ser mais que objeto de estudo, passa a ser quintessência, onde a métrica e a medida, longe de tirarem-lhe o brilho, dão a ela mais corpo, mais vida...

No mundo moderno, o estrépito da máquina jamais a abala; do contrário, é o mote para fazê-la livre, fazê-la alçar vôos mais altos, onde um jovem sonha em voar, e descobre a poesia dos céus, em sua imensidão infinita; do cosmonauta que, mesmo dita em prosa, sua frase tem a poesia da descoberta: "A Terra é Azul". Às máquina soma-se o computador e a ele a Internet, mas a poesia não morre, se refaz, e se redescobre, se reinventa, para sempre sobreviver, mesmo nestes tempos que dizem que ela é obsoleta e supérflua, pois enquanto houver corações amando e almas em luz, haverá , sempre, POESIA!!!!!

Vem, poesia plena
Vem dspertar meu coração
Vem povoar minh'alma
Vem fazer de mim
Amante devotado
Ser apaixonado
Embevecido de ti
Inebriado de teu fluir intenso
Traz a mim o que há muito eu perdi
Vem poesia,
Vem fazer-me circunavegar o ser
Em mais que tempo e espaço
Vem ser minha guarida
Fazei minhas lágrimas tristes
em penhores de um sentir
Que de tão intenso
Não cabe em mim
Vem poesia
Vem de novo
Me fazer amar!!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A Singeleza das Quadras

NADA DE MIM
É SOMENTE EU
TUDO DE MIM
É TODO INTENSO

NUM DIA FRIO
TOMO TUA MÃO
ME ENTREGO
NO LAÇO DE TEUS DEDOS

NUM DIA DE CALOR
TUAS MÃOS
DESPIRÃO
MINHA NUDEZ POÉTICA

NUM DIA DE OUTONO
TEU CORPO COR
COLORIRÁ MINHA VONTADE
DE TI

NUMA NOITE FRIA
SERÁS MAIS
QUE ACONCHEGO
SERÁS TOTALIDADE

NUMA NOITE QUENTE
SERÁS MAIS QUE TU
SEREI MAIS QUE EU
AMAREMO-NOS

NOS DIAS
NÃO HAVERÁ TEMPO
NEM ESPAÇO
APENAS VONTADES

TU E EU
PALAVRAS
QUE DEINEIAM CORPOS
QUE ESCULPEM ALMAS

ONDE E QUANDO
NOSSAS ALMAS RESPONDEM
NOSSOS CORPOS GRITAM
SOMOS PAÍS AMANTE

MAR
TU
TERRA
EU

MAR ÉS
POIS CORAÇÃO TE FORMA
TERRA SOU
A QUERER TEU CORAÇÃO


A linguagem da alma não precisa de teoreemas, basta que a deixemos expressar-se

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Ainda Poesia

Agora, a simplicidade intensa dos Tankas

NOITE
MEUS ENTRELAÇOS EM TI SÃO ONDAS NO TEU OCEANO

DIA
O CALOR DO SOL É SOBRE OS CAMPOS DE TEU CORPO

TARDE
MEUS DEDOS CAMINHAM CÉLERES NAS TUAS CURVAS

VONTADE
MINHA BOCA SORVE DE TUA FÊMEA FONTE SEM SACIEDADE

ARTE
TUA DANÇA EM MIM FAZ A MÚSICA DE MEU GOZO

CIÊNCIA
OS TEOREMAS DE TI SÃO MENOS QUE TEU TODO

TU
MAIS ESTÁS EM MIM QUE EU EM TI

CORPO
MUNDO TEU ONDE ME ENTREGO AOS ELEMENTOS

ALMA
UNIVERSO TEU DE INCONTÁVEIS ESTRELAS

EU
RIO CAUDALOSO DENTRO DE TUA GEOGRAFIA

NÓS
RIO QUE CORRE AO TEU MAR OCEANO

AMAR
LABIRINTO DE NÓS EM CORPOS E ALMAS


Poesia é o caminho de achar a alma...

domingo, 19 de agosto de 2007

Mais Poesia

Hoje, a magia e a singeleza dos haikais

NOITE
TUAS MÃOS DE CÉU
SÃO ASAS DE MIM

DIA
O SOL DE TI
FAZ-ME AMOR

TARDE
AS MÃOS SÃO AGORA
ARAUTAS DE ALMA

TEMPO
É APENAS O CÉU
DEPOIS DE AMARMOS

CORPO
É PAPEL
ONDE ÉS POESIA

ALMA
CALIGRAFIA DE TI
EM CORAÇÃO VIVO

IDEOGRAMA
TU EM INTENSIDADE
GRAVADA EM MIM

CHANOYU
TUA ÁGUA
TEU CHÁ

CHANOYU
MINHA ÁGUA
NOSSO CHÁ

CHANOYU
MINHAS ÁGUAS
EM TEU CHÁ

IKEBANA
ONDE TU, FLOR
ENLAÇAS MEU ARRANJO

KANJI
MAGIA DE TI
GRAFADA EM MIM

HIRAGANA
TUA MAGIA ETERNA
POESIA DE MIM

KATAKANA
PALAVRA VIVA
DE TUA INTENSIDADE

A LINGUAGEM DA ALMA NOS FAZ VOAR LONGE...

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Poesia

A poesia toma seu lugar neste dia, e deixa uma mensagem...

O QUE SOMOS NÓS
SENÃO BUSCADORES DA PERFEIÇÃO
MESMO SABENDO
QUE NUMA ÚNICA VIDA
JAMAIS A ALCANÇAREMOS?
O QUE SOMOS NÓS
SENÃO BUSCADORES DO BELO
MAS SEM SABER QUE O BELO
RESIDE ALÉM DO QUE DIVISAMOS NOS OLHOS?
O QUE SOMOS NÓS
SENÃO CAÇADORES DO PRAZEROSO
SEM SEQUER ATINAR
QUE O VERDADEIRO PRAZER É ALEM DOS SENTIDOS
QUE SOMOS NÓS
SENÃO OS QUE PROCURAM PELO GÁUDIO
MAS SEM SEQUER IMAGINAR
QUE MAIOR GÁUDIO
É CELEBRAR A VIDA!!!

Para pensar, refletir e viver, principalmente...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O que é verdadeiramente viver?

Dirijo neste momento uma indagação assaz pertinente a todos: O que é verdadeiramente viver? O que é exercer essa maravilhosa dádiva de Deus, dada em um momento de mais puro amor? e, mais importante, o que nós mais queremos dela?
Muitos repsonderão que querem uma vida "sem surpresas", onde as coisas se sucedam como previsto, sem repentinas mudanças ou guinadas; apenas sentir que um dia vai amanhecer, anoitecer, amanhecer de novo e novamente anoitecer, sem nada que acrescente. Isso é viver? Não, isso é repetir-se, numa seqüência onde, dentro de certo tempo, se vai perceber que a vida passou e não se viveu...Outros preferem viver no comodismo e no conformismo, sempre no "tudo bem", se acostumando a tudo, jamais se rebelando ou sequer se inquietando, achando que a conformação e a passividade a protegem de todos os "imprevistos"...Isso é viver? Isso é apenas se deixar levar pelos ventos, sem ter de verdade direção alguma. Quantas vidas foram construídas assim? Quantos casamentos estão "funcionando" corretamente, apenas porque se mergulhou em um conformismo sem paralelo, em que o medo de viver adiante só não é maior do que perder "O que se construiu"...pena que se construiu em areia, e que a areia, como se sabe, jamais foi um bom alicerce...
Sei que se vai perguntar: "então, o que é viver?" Eu digo: viver é exercer a plenitude do que se é, sem se preocupar com o pensar do outro ou a menor de suas opiniões;viver é jamais desistir de aprender, por que se chegou o momento em que "aos jovens cabem mais as idéias". Nada disso! Todas as idades e momentos tem sua chama vital, e é essa chama que devemos sempre cultivar, a chama do espírito humano, Jamais se sinta "velho demais", ou "novo demais", apenas diga pa você mesmo, essa frase: "Confesso que Vivi", e Ouse Viver e, mais importante, OUSE CONHECER!!!

Na Vida
Somos tempo
Somos espaço
Somos variáveis
Mas mais que ciência
Somos
Inteira e Profundamente
Arte...

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Até Quando?

Me junto, em dor e oração, às famílias das jovens Tamirys e Jamilly, assassinadas aqui na cidade de São Paulo. Como sói acontecer, todos procurarão culpados e causas, investigarão os crimes, podendo até prender os culpados. Mas fica uma pergunta que não quer calar, ou melhor, duas. Até que ponto as autoridades irão ignorar tal estado de coisas? Se tanto se fala em segurança, o que se faz de verdade? Na realidade, pouco se faz, num jogo de empurra-empurra, o governo simplesmente faz ouvidos moucos frente a essa situação, se é que ainda faz alguma coisa; o pior de tudo é que, depois de sepultadas as vítimas , chorado o pranto, as coisas se banalizam, e essas jovens, que tinham tantos sonhos, tanta vontade de viver, serão mais um ponto percentual em uma estatística sempre crescente de violência, e, ainda pior, tais crimes viram uma banalização que se soma à constante inversão de valores em nosso país, onde crimes maiores viram pizza e crimes tais como os dessas duas jovens, caem inexoravelmente na banalidade, como se a morte delas fosse uma simples ocorrência comum, sem mais pasmar ou estarrecer ninguém. Anestesiamos o nosso cérebro para tais coisas, e, quando chegamos em casa, dentro do conforto dos lares, é fácil protestar, se indignar, mas tais coisas são vazios dentro de uma sociedade que fleumatiza e banaliza tudo, sem considerar que, nessa banalização, anestesiamos nossa vontade por mudanças, nossa indignação... Como diriam os irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, de que vale "falar de morro, morando de frente pro mar"...Não deixemos que isso aconteça. Jamais deixemos de nos indignar diante de tais coisas, pois a indignação leva à ruptura, e esta leva a transformação, para que a morte dessas duas jovens não seja vã, e não seja lembrada apenas como mais uma estatística de mortes. Indignem-se todos, e clamem por mudanças...

Meus olhos
São agora luto
De duas jovens
Que tantas vontades tiveram e viveram
Agora estão na luz
Acolhe-as na luz de tua face
Em plenitude divina
E aplaca a dor
Dos entes que ficam
Que o Amor de deus seja
O bálsamo dos doidos corações

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Lembranças

Quem, em seu mais íntimo e recôndito, não tem suas lembranças? quem não tem seu "Caderninho de Recordações", em que rememora, nos momentos de maior recolhimento, essas imagens e esses sons que ficam marcados pra sempre? Nos nossos dias, talvez essa prática não seja das mais usuais, pois tudo que entra em "obsolescência", passa a ser "velho", e como se quer estar sempre "na moda", ou "antenado", certas coisas são relegadas a trastes, coisas sem sentido, jogadas num canto qualquer de nossos pensamentos.
Mas como é prazeroso nos descobrirmos esquadrinhando tais momentos! É como se "lavássemos a alma" das vicissitudes do dia, nos vendo novamente crianças, nas descobertas, nos sorrisos divertidos, nas palavras aprendidas, nos gestos ensaiados, que eram a nossa forma de dizer que éramos, acima de tudo, sonhadores...As canções que cantávamos e que cantavam pra gente. Lembro que meu avô cantava pra mim a "Canção do Expedicionário", e eu já me imaginava ao lado dele, marchando junto, para os campos de batalha da Itália, e lembrava de suas histórias e me enchia de coragem, nas minhas brincadeiras imitando-o, atacando um grupo imaginário de alemães, e um morrinho perto de minha casa passava a ser Monte Castelo, e hasteávamos a bandeira lá, e o "general Fretter Picco", me entregava a pistola. Coisas de criança solta...
Mas são essas lembranças que alimentam nossa alma e confortam nosso coração cansado, e são conselheiras na hora em que mais precisamos de um alento, a nos conduzir vida afora...Jamais maculem-nas ou matem-nas, pois elas são parte de nosso coração e de nossa alma...

"HOJE, ADULTO
DEVO MUITO A MEU SER CRIANÇA
LEMBRANÇA QUE ME FAZ NASCER DE NOVO
A CADA VEZ QUE MEU CORAÇÃO SOFRE
A CRIANÇA EM MIM ME TOMA PELO BRAÇO
ME ACARICIA A CABEÇA
E ME SORRI
ME APONTANDO O SOL..."